terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Se eu me cansar da vida

Senhor, Se um dia eu estiver "cheio da vida", com vontade de sumir, de morrer, insatisfeito comigo e com o mundo em torno de mim; Pergunta-me, se eu quero trocar a luz pelas trevas; Pergunta-me, se eu quero trocar a mesa posta, pelos restos que tantos vem buscar no lixo;

Pergunta-me, se eu quero trocar meus pés por uma cadeira de rodas; Pergunta-me, se eu quero trocar minha voz, pelos gestos; Pergunta-me se eu quero trocar o mundo dos sons pelo silêncio dos que nada ouvem;

Pergunta-me, se eu quero trocar o jornal que leio e depois jogo no lixo, pela miséria dos que vão buscá-lo para fazer dele seu cobertor;

Pergunta-me, se eu quero trocar minha saúde, pelas enfermidades de tanta gente; Pergunta-me, até quando não reconhecerei as tuas bênçãos, a fim de fazer de minha vida um hino de louvor e gratidão e dizer, todos os dias, do fundo do meu coração:

Obrigado senhor por mais um dia!!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A bondade de Deus

Após um mês de intensa procura, nossos quatro filhos finalmente encontraram um cão que combinasse perfeitamente com os critérios estabelecidos pelo pai como uma condição para permitir que tivessem um cão.

Em poucos dias, Biff era o membro adorado de nossa família. Nossos quatro filhos, com idades de 11,8, 5 e 2 anos gastavam incontáveis horas brincando com ele e ensinando alguns truques.
Quando íamos à um piquenique ou uma caminhada pelo campo, Biff
era o primeiro a entrar na camionete e quando chegávamos ao rio,
era o primeiro a  pular na água.

Por muitas vezes, eu tenho certeza de ter visto um sorriso em nosso cão.
À noite Biff dormia no assoalho entre as camas dos meninos.

Biff estava conosco há dois meses quando uma família com onze crianças
veio morar com a gente enquanto esperavam uma reforma
em sua própria casa. Um dia uma dessas crianças deu um terrível
chute em Biff e Biff disparou através da porta que outra das
crianças tinha deixado aberta.

Biff saiu como um flash e mesmo que nós procurássemos por perto
e o chamássemos por horas, nenhum de nós o encontrou.
Espalhamos cartazes, procuramos nos canis públicos e perguntamos
à nossos vizinhos se tinham visto nosso cão. Nenhum sinal!

Continuamos a procurar por Biff em cada um dos dez dias seguintes.
Nossos filhos rezavam para que Biff estivesse seguro. Meus marido
e eu suspeitávamos que Biff pudesse ter sido recolhido por alguém
que não queria devolver ou que tivesse tentado voltar para sua
antiga casa. Estávamos todos muito tristes, mas a ausência de Biff
parecia ser mais dura em nosso filho mais velho que tinha onze anos.

Na décima noite, eu fui até a cozinha depois que todos tinham ido dormir.
E eu ouvi a oração de nosso filho mais velho.
- Senhor, este cão é muito especial e traz muita alegria para nossa família.
  Eu estou lhe pedindo do fundo de meu coração, faça Biff estar em nossa jardim quando eu acordar amanhã. Se estiver lá, eu saberei com certeza que Você ouviu minha oração.

Meu coração doía quando fui dormir naquela noite. Eu tinha receio por meu filho. Eu tinha medo que Deus não respondesse a sua oração e
que sua fé e confiança na bondade de Deus desaparecesse tão rapidamente quanto o adorado cão.

Na manhã seguinte eu dei um beijo de despedida em meu marido e quando lhe abri a porta eu vi Biff no jardim.

Corri até o quarto de meus filhos e pedi que olhassem pela janela. Lágrimas encheram meus olhos enquanto eu observava à fé de meu
filho em um Deus confiável e bom ser confirmada.

Biff passou mais dez anos nos divertindo e ajudando meus meninos a crescer até que morreu de tão velho. Durante todos aqueles anos, cada vez que eu via Biff brincando, pulando ou caminhando com os meninos, eu me lembrava de como Deus é bom

  (Cynthia Prescher)

domingo, 29 de dezembro de 2013

Para o melhor amigo, o melhor pedaço


Serapião era um velho mendigo que perambulava pelas ruas da cidade.

Ao seu lado, o fiel escudeiro, um vira lata branco e preto que  atendia pelo nome de Malhado.

Serapião não pedia dinheiro. Aceitava sempre um pão, uma banana, um
pedaço de bolo ou um almoço feito com sobras de comida dos mais abastados.

Quando suas roupas estavam imprestáveis, logo era socorrido por alguma alma caridosa. Mudava a apresentação e era alvo de brincadeiras. Serapião era conhecido como um homem bom, que perdera a razão, a família, os amigos e
até a identidade. Não bebia bebida alcoólica, estava sempre tranqüilo, mesmo quando não havia recebido nem um pouco de comida.

Dizia sempre que Deus lhe daria um pouco na hora certa e, sempre na hora que Deus determinava, alguém lhe estendia uma porção de alimentos. Serapião agradecia com reverência e rogava a Deus pela pessoa que o ajudava.

Tudo que ganhava, dava primeiro para o malhado, que, paciente, comia e ficava a esperava por mais um pouco. Não tinha onde dormir, onde anoiteciam, lá dormiam. Quando chovia, procuravam abrigo embaixo da ponte do Ribeirão Bonito e, ali o mendigo ficava a meditar, com um olhar perdido no horizonte. Aquela figura me deixava sempre pensativo, pois eu não entendia aquela vida vegetativa, sem progresso, sem esperança e sem um futuro promissor.

Certo dia, com a desculpa de lhe oferecer umas bananas fui bater um papo com o velho Serapião. Iniciei a conversa falando do Malhado, perguntei pela idade dele, o que Serapião, não sabia. Dizia não ter idéia, pois se encontraram um certo dia quando ambos andavam pelas ruas.

- Nossa amizade começou com um pedaço de pão - disse o mendigo.
Ele parecia estar faminto e eu lhe ofereci um pouco do meu almoço e ele agradeceu, abanando o rabo, e daí, não me largou mais.
Ele me ajuda muito e eu retribuo essa ajuda sempre que posso.

- Como vocês se ajudam? Perguntei.
- Ele me vigia quando estou dormindo; ninguém pode chegar perto que ele
late e ataca. Também quando ele dorme, eu fico vigiando para que outro cachorro não o incomode. Continuando a conversa, perguntei:

- Serapião, você tem algum desejo de vida?
- Sim, respondeu ele - tenho vontade de comer um cachorro quente,
daqueles que a Zezé vende ali na esquina.
- Só isso? Indaguei.
- É, no momento é só isso que eu desejo.
- Pois bem, vou satisfazer agora esse grande desejo.

Saí e comprei um cachorro quente para o mendigo. Voltei e lhe entreguei.
Ele arregalou os olhos, deu um sorriso, agradeceu a dádiva e em seguida
tirou a salsicha, deu para o Malhado, e comeu o pão com os temperos.
Não entendi aquele gesto do mendigo, pois imaginava ser a salsicha o melhor pedaço.

- Por que você deu para o Malhado, logo a salsicha? Perguntei intrigado.

Ele com a boca cheia respondeu:
- Para o melhor amigo, o melhor pedaço.

E continuou comendo, alegre e satisfeito. Despedi-me do Serapião, passei
a mão na cabeça do Malhado e sai pensando com meus botões:
- Aprendi alguma coisa hoje. Como é bom ter amigos.
Pessoas em que  possamos confiar. Por outro lado, é bom ser amigo de
alguém e ter a satisfação de ser reconhecido como tal.

Jamais esquecerei a sabedoria daquele eremita.

sábado, 28 de dezembro de 2013

O padeiro


Levanto cedo, faço minhas obrigações, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento mas não encontro o pão costumeiro.
No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve pão dormido".

De resto não é bem uma greve dos padeiros, mas sim uma greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.

Está bem! Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim.

E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
- Não é ninguém, é o padeiro!

Interroguei-o uma vez sobre como tinha tido a idéia de gritar aquilo.
Ele abriu um sorriso largo, explicando que aprendera de ouvido.
Muitas vezes lhe acontecera  bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra  pessoa qualquer, e ouvir uma
voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa
que o atendera dizer para dentro:
- Não é ninguém, não senhora, é o padeiro.

Assim ficara sabendo que não era ninguém. Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.

Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega ainda menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia trabalho noturno.

Era pela madrugada que deixava a redação do jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina e, muitas vezes saía de lá já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.

Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevia sem assinar, ia uma crônica ou artigo com meu nome.

O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos
útil e entre todos alegre;

- Não é ninguém, é o padeiro!

E assobiava pelas escadas.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

O Perdão

Ela se chamava Mega e tinha uma chefe terrível. Quando Mega chegava pela manhã e falava "bom dia", a chefe respondia com uma pergunta:
- Por que não chegou mais cedo?

Se chegasse antes da hora, a chefe não estava lá, mas ficava sabendo
e lhe perguntava se ela não sabia qual o horário do expediente, mesmo depois de trabalhar ali há tantos anos.

Era uma mulher má, implicava com tudo, até que um dia Mega se cansou e decidiu se demitir:
- Vou sair, mas antes vou dizer tudo o que tenho vontade.

Exatamente naquele dia ela estava almoçando quando encontrou
a Dra. Casarjian que a convidou para assistir a um treinamento,
naquela  tarde ao que ela respondeu:
- Não posso, tenho expediente a cumprir.
- E por que não?

Mega falou sobre a chefe que vivia implicando com ela e a
Dra. Casarjian lembrou que pior a situação não poderia ficar, além
do que, se a chefe lhe desse uma bronca por faltar ao trabalho,
naquela tarde, ao menos teria motivo.

Mega lembrou que no dia seguinte iria se demitir, por isso resolveu ir ao encontro. Ali ouviu referências a respeito do perdão. A Dra começou a palestra:
- O perdão é bom para você... Se você perdoar alguém que o ofendeu
ele continua do mesmo jeito mas você se sentirá bem.
Se você perdoar o mentiroso, ele continuará mentiroso mas você
não se sentirá mal por causa das mentiras dele.

Ao final do treinamento, Mega concluiu que a sua chefe estava muito doente e tirou a chefe da cabeça e tomou uma resolução:
- Não vou deixar que ela me atormente mais.

E nem vou abandonar o trabalho que eu gosto.

No dia seguinte, Mega chegou e cumprimentou sua Chefe:
- Olá.

A chefe foi logo lhe perguntando o que tinha acontecido. Ela estava diferente. Mega falou que havia participado de um treinamento e que
estava bem consigo mesma e até convidou a chefe para tomar chá,
ao final da tarde.... a reação veio logo:
- Você está me convidando só para eu não reclamar de você?

Mega calmamente lhe respondeu:
- Pode reclamar, até mandar descontar as minhas horas.
Mas eu insisto no chá.

E foram. Durante o chá, a chefe falou da sua surpresa em ter sido convidada para aquele chá. Ela sabia que era intratável... também falou da sua emoção... nunca ninguém a convidara para um lanche, um café e acabou por falar das suas dores. O marido lhe batia, o filho vivia no mundo das drogas. Por isso ela odiava as pessoas... era infeliz e agredia.

Semanas depois, era a própria chefe que comparecia ao novo treinamento da Dra. Casarjian a respeito do perdão.

Perdoar é libertar-se. Quando alguém nos agride é porque este alguém está a um passo do desequilíbrio e não pode nem imaginar o quanto se encontra enfermo.

Sem dúvida, a felicidade pertence sempre àquele que pode oferecer, que a possui para dar. Nosso maior exemplo é Jesus... poderia ter reagido às agressões, mas preferiu perdoar e amar, por saber que aqueles que o afligiam eram espíritos atormentados em si mesmos... por essa razão, dignos de perdão.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Daniel - Pra Ser Feliz (Clipe)



 ACREDITE, VOCÊ TAMBÉM PODE REALIZAR SEUS SONHOS.
Todos nós temos dificuldades na vida, todos nós passamos por situações que por vezes nos levam a  crer  que  não teremos forças para superar, porém, isso não é o fim.Todos nós temos dentro  de nós forças para superar quaisquer tipo de situação adversa ou  obstáculos que  possam vir a se fazer presentes  em nosso caminho,temos uma força que nos torna  capazes de renascer logo após cada batalha perdida, logo após cada derrota. Nessa vida não importa quem somos hoje, o que verdadeiramente importa é sabermos exatamente quem pretendemos ser e  onde pretendemos chegar, quais objetivos , quais sonhos desejamos  materializar, Eu nem sempre pensei assim , nem sempre fui assim,  mas comigo também  foi assim, logo após ter tido que enfrentar o que presumo até hoje  tenha sido minha maior provação, eu consegui superar todas adversidades a mim impostas , eu renasci , e consegui vencer , ao acreditar em mim  ao resgatar essa força que me move todos os dias ,ao resgatar o maior poder que possuímos e que é pertinente a todos nós, O PODER DA FÉ, a partir dali, passei a confiar e acreditar  em mim mesmo e  tenho a certeza que  você também é capaz de vencer cada uma das  suas dificuldades , porque você tem dentro de você tudo o que você precisa para ser um Vencedor, tem dentro de você todas  as ferramentas necessárias para concretizar seus sonhos e realizar verdadeiros milagres em sua vida,A nossa única limitação é aquela que acreditamos e impomos como verdadeira em nossa mente, ACREDITE VOCÊ TAMBÉM PODE,Quantas vezes você já parou para refletir sobre essa pergunta; “o que será que é preciso para ser feliz”. assista este clip até o final com esta linda música gravada por Daniel e pare um pouco para refletir sobre sua vida, suas lutas, suas adversidades e conquistas,reflita , o que afinal de contas te falta para ser feliz? Acredite, você pode materializar seus sonhos! Acredite no poder de sua fé e em você mesmo, nunca reduza o tamanho do seu sonho para que caiba em sua realidade atual, mas acredite que só depende de você para que a sua realidade futura seja do tamanho exato do seu sonho atual.
Waldir de Lazzari

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

FELIZ NATAL


UM FELIZ NATAL



Natal não são as luzes lá fora, mas a Luz que brilha em seu coração... Feliz Aniversário, Senhor!

O Natal não é fim de ano, é recomeço, é o nascimento do Menino Jesus, é a esperança de que um novo ano que se aproxima. De nada adianta acender as luzes se não nasce no coração dos homens o verdadeiro sentido do Natal. Entender o verdadeiro significado do Natal é buscar Cristo nos pequenos e grandes detalhes, é vivenciar o nascimento do salvador todos os dias de nossa vida com amor. Para quem busca Cristo sempre é natal.
FELIZ NATAL E UM ANO NOVO DE PAZ E RENOVAÇÕES!

FELIZ NATAL A TODOS



Desejo a todos



  Um Natal repleto de Felicidades, de Amor e Paz.
Que todos nós tenhamos a consciência que o rancor, o ódio,
e outros sentimentos mesquinhos a nada levam,
apenas corrompem nossa alma.
Que tenhamos a Paz de Espírito para o discernimento correto de que estamos
fazendo aquilo que é justo e correto para nós e nossos semelhantes.
Que tenhamos o prazer de ser útil a alguém.
E que o novíssimo ano.... ?
seja um ano de muitas transformações e realizações para todos,
não só no campo material, mas principalmente em nossa alma,
em nosso "eu" interior.
Desejo que todos tenham o que for justo, belo,
sereno e louvável ao olhos do criador.
Que neste Natal os anjos desçam do céu e iluminem o seu sorriso
para que ele se torne tão sincero quanto o sorriso de uma criança.
E que você transmita a paz e o amor a todos aqueles que se aproximarem de você.
Feliz natal à você Jesus e parabéns pelo seu aniversário.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!!!!

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Quero voltar a confiar


Fui criado com princípios morais comuns: Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto.

Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade…

Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror…Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.

Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas.

Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, Filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano.  Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço?

A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo? Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!

Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero a esperança, a alegria, a confiança!

Quero calar a boca de quem diz: “ temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER” E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã!

E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente” Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.

Utopia? Quem sabe?... Precisamos tentar…
Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem…Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Duas casas

 Por muitos anos uma senhora em nossa vizinhança foi notada por seu belo jardim de tulipas. Passar por aquela exposição colorida fazia o coração cantar; seu jardim era um grande representante da beleza da Terra.

Ao lado de sua casa era o desleixado lar de um solteirão. Sua cerca estava quebrada, mato espalhado por toda parte e a pintura descascando.

Tais extremos de aparência, creio, não podem coexistir por muito tempo. Os vizinhos se perguntavam por que a senhora não reclamava. Mas nenhum confronto jamais ocorreu. O lindo jardim de tulipa e o terreno sujo permaneceram os mesmos por muito tempo.

Mas nesta primavera, algo inusitado aconteceu. Descendo a rua, fui surpreendida ao ver algumas fileiras de coloridas tulipas na frente da velha casa do homem. O resto do terreno ainda estava um desastre, mas as tulipas eram deslumbrantes. Curioso, parei meu carro e caminhei até a casa da senhora.
Era estava do lado de fora cuidando com carinho de suas flores.
- Olá! Cumprimentei. Eu gosto de sempre dar uma paradinha para admirar suas lindas tulipas.

- Obrigada, ela disse sorrindo. Se você puder esperar um pouquinho, eu corto algumas para você levar. Não duram muito tempo, mas podem iluminar uma sala!

Em pouco tempo, ela tinha cortado uma dúzia de deslumbrantes flores para mim. Agradeci e disse,
- Notei que seu vizinho também plantou tulipas.
- Oh, não, ela disse, piscando para mim. Eu plantei essas flores para o Sr. James. Ele perdeu sua esposa há alguns anos e suas crianças cresceram e se mudaram para longe. Ele vive uma amarga vida solitária, suspirou. Eu chamo o que fiz de minha trama de esperança.

- Trama de esperança? Perguntei sem ter entendido o que ela quis dizer.
- Sim, para devolvê-lo a esperança de que seu lar pode ser lindo novamente, que ainda há bondade na vida e fazê-lo saber que Deus o ama tanto quanto me ama.

Agarrei meu buquê de tulipas e deixei aquele jardim sentindo que tinha aprendido muito mais sobre o significado de amor fraternal.

Para tratar as coisas sabiamente basta fazer com bondade. Que eu possa, também, oferecer esperança em vez de crítica. Que assim seja.