segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Causa e efeito


                                                                     

     

Quantas vezes bloqueamos a espontaneidade das crianças, esquecendo-nos do quanto isso nos doeu na nossa infância... Quantas vezes exigimos mais maturidade dos adolescentes sem lembrarmos o que passamos quando nos exigiram isso...

Quantas vezes nos queixamos dos colegas de trabalho e não nos perguntamos se eles também têm queixas sobre nós... Quantas vezes nos irritamos nas ruas sem perceber que nossa irritação também causa mal aos outros...

Quantas vezes queremos implantar paz na família expressando-nos aos berros... Quantas vezes esperamos dos nossos parceiros o que não estamos dispostos a dar-lhes...Quantas vezes esperamos dos nossos filhos o que não demos aos nossos pais...

Quantas vezes esperamos dos nossos pais o que não damos aos nossos filhos... Quantas vezes perdemos a paciência com idosos, esquecendo que a velhice chega para todos...

Quantas vezes repelimos animais e nos comportamos como seres irracionais... Quantas vezes pedimos aos amigos coisas que não gostaríamos que eles nos pedissem...

Quantas vezes, na maior parte da vida, deixamos a vida passar sem senti-la no coração... Afinal, quantas vezes você já pensou em reverter tudo isso?

Uma sugestão: que tal hoje? 

O Poder do Silêncio


                                                                      


 Pensar antes de reagir é uma das ferramentas mais nobres do ser humano nas relações interpessoais.

Nos primeiros trinta segundos de tensão, cometemos os maiores erros de nossas vidas, falamos palavras e temos gestos diante das pessoas que amamos que jamais deveríamos expressar.

Nesse rápido intervalo de tempo, somos controlados pelas zonas de conflitos, impedindo o acesso de informações que nos subsidiariam a serenidade, a coerência intelectual, o raciocínio crítico.

Um médico pode ser muito paciente com as queixas de seus pacientes, mas muitíssimo impaciente com as reclamações de seus filhos.

Pensa antes de reagir diante de estranhos, mas não diante de quem ama.

Não sabe fazer a oração dos sábios, nos focos de tensão, o silêncio.

Se vivermos debaixo da ditadura da resposta, da necessidade compulsiva de reagir quando pressionados, cometeremos erros, alguns muito graves.

Só o silêncio preserva a sabedoria quando somos ameaçados, criticados, injustiçados.

Cada vez as pessoas estão perdendo o prazer de silenciar, de se interiorizar, refletir, meditar.

O dito popular de contar até dez antes de reagir é imaturo, não funciona.

O silêncio não é se aguentar para não explodir, o silêncio é o respeito pela própria inteligência.

Quem faz a oração dos sábios não é escravo do binômio do bateu-levou.

Quem bate no peito e diz que não leva desaforo pra casa, não pensa nas consequências de seus atos.

Quem se orgulha de vomitar para fora tudo que pensa, machuca quem mais deveria ser amado, não conhece a linguagem do auto controle.

Decepções fazem parte do cardápio das melhores relações.

Nesse cardápio precisamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância.

Para conviver com máquinas não precisamos de silêncio nem da tolerância, mas com seres humanos elas são fundamentais.

Ambos são frutos nobres da arte de pensar antes de reagir. Preserva a saúde psíquica, a consciência, a tranquilidade.

O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes, a reação impulsiva é a embriaguez dos fracos.

O silêncio e a tolerância são as armas de quem pensa, a reação instintiva é a arma de quem não pensa.

É muito melhor ser lento no pensar do que rápido em machucar, é preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante, do que com um ser humano de ilibada cultura saturada de radicalismo, egocentrismo, estrelismo.

Sabedoria e tolerância não se aprendem nos bancos de uma escola, mas no traçado da existência.

Ninguém é digno de maturidade se não usar suas incoerências para produzi-la.

Todo ser humano passa por turbulências na vida. Para alguns falta o pão na mesa; a outros a alegria na alma. Uns lutam para sobreviver, outros são ricos e abastados, mas mendigam o pão da tranquilidade e da felicidade.

Os milionários quiseram comprar a felicidade com seu dinheiro, os políticos quiseram conquistá-la com seu poder, as celebridades quiseram seduzi-la com sua fama, mas ela não se deixou achar.

Balbuciando aos ouvidos de todos, disse: “…Eu me escondo nas coisas simples e anônimas…”.

Todos fecham os seus olhos quando morrem, mas nem todos enxergam quando estão vivos.

Augusto Cury,

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Eternidade

               
O que eu tenho não me pertence, embora faça parte de mim. Tudo o que tenho foi um dia emprestado pelo Criador para que eu possa dividir com aqueles que entram na minha vida.

Ninguém cruza nosso caminho por acaso e nós não entramos na vida de alguém sem nenhuma razão. Há muito o que dar e o que receber; há muito o que aprender, com experiências boas ou negativas.

É isso... tente ver  as coisas negativas que te acontecem com como algo que aconteceu por uma razão precisa. E não se lamente pelo ocorrido; além de não servir de nada reclamar, isso vai vendar seus olhos para continuar o caminho.

Quando você não consegue tirar da cabeça que alguém te feriu, está somente reavivando a ferida, tornando-a muitas vezes bem maior do que era no início.

Nem sempre as pessoas te ferem voluntariamente. Muitas vezes é você quem se sente ferido e a pessoa nem mesmo percebeu; e você se sente decepcionado porque aquela pessoa não correspondeu às suas expectativas. Às suas expectativas!!! E sabe-se lá quais eram as expectativas do outro? Você se decepciona e decepciona também. Mas, claro, é bem mais fácil pensar nas coisas que te atingem.

Quando alguém te disser que te magoou sem intenção, acredite nele! Vai te fazer bem. Assim talvez ele poderá entender quando você o magoar e, sinceramente, disser que "foi sem querer".

Dê de você mesmo o quanto puder! Sabe, quando você se for, a única coisa que vai deixar é a lembrança do que fez aqui. Seja bom, tente dar sempre o primeiro passo, nunca negue uma ajuda ao seu alcance, perdoe e dê de você mesmo.

Seja uma bênção! Deus não vem em pessoa para abençoar, Ele usa os que estão aqui dispostos a cumprir essa missão.

Todos nós podemos ser Anjos!

A eternidade está nas mãos de todos nós. Viva de maneira que quando você se for, muito de você ainda fique naqueles que tiveram a boa ventura de te encontrar.
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Ao nosso querido amigo Domingos Montagne, que na eternidade continue sempre sendo o amigo ANJO que que passou em nossa vida e deixo a energia do amor.

Pra sempre!!


segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Encantos da vida

  
Para ler, pensar e refletir

Quando uma pessoa chega diante do mar pela primeira vez, fica impactada pela beleza e pela força que vê diante de si. Já quem mora de frente para a praia, olha e não vê, vê e não enxerga, enxerga e já não sente mais nada...

Quando um turista desce no aeroporto da cidade desejada, quando vê monumentos e ruas que antes só via na TV, quando percorre ruas que antes eram sonhos, fica entusiasmado, tira milhares de fotos, compra postais e jura que um dia vai voltar. Quem mora ali mesmo as vezes quer até se mudar...

Quando alguém se apaixona por uma pessoa, move mundos e fundos para conquistar. Faz coisas que parecem ridículas, contém seus vícios, fala manso, ri muito, capricha nas roupas, cerca a pessoa de todas as formas.

 Depois de algum tempo da conquista, se transforma., já não beija mais como antes,  não leva flores, nem bombons, esquece até de mudar de roupa,  e por fim, esquece do amor que nunca existiu...

Por isso, antes de encantar-se com o fim da viagem, curta a estrada e seus contornos. Antes de comer a comida saborosa, cheire seus odores, aprecie a arrumação no prato, coma devagar e aprecie cada sabor.

Antes de terminar o relacionamento, examine-se, será que o que você cobra tanto, você oferece? Antes de sair do emprego pergunte-se: será que fiz o melhor pelo ambiente? O encanto está nos nossos olhos, o desencanto em nossos corações.

Por isso, deixe-se levar  pela emoção todos os dias, descubra o novo no velho, e faça de cada dia, uma novidade pelos detalhes amorosos do seu ser. Nós somos o amor, frutos do amor, e o amor deve nos guiar por todos os caminhos; para tudo ser novo de novo,  só com amor.

domingo, 18 de setembro de 2016

Escola de Anjos


Era uma vez, há muitos e muitos anos, uma escola de anjos.

Conta-se que naquele tempo, antes de se tornarem anjos de verdade, os aprendizes de anjo passavam por um estágio. Durante um período ,saíam em dupla para fazer o bem e, no fim de cada dia, apresentavam ao anjo mestre uma relação das boas ações praticadas.

Aconteceu que, um dia, dois anjos estagiários, depois de vagarem exaustivamente por todos os cantos, regressaram frustrados por não terem conseguido realizar um salvamento sequer. Parece que naquele dia o mal estava de folga.

Enquanto voltavam, tristes, os anjos se depararam com dois lavradores que seguiam por uma trilha. Nesse momento, um deles, soltando um grito de alegria, disse ao outro:

- Tive uma idéia! Que tal darmos poder a esses dois homens por quinze minutos para ver o que eles farão? Nesse período, poderão realizar todos os seus desejos.

- Você ficou maluco? - respondeu o segundo anjo - O anjo mestre não vai gostar disso!

Mas o primeiro retrucou:

- Que nada, acho que ele até vai gostar. Vamos fazer isso e depois contaremos a ele.

Decididos pela experiência, os anjos tocaram seus dedos invisíveis nas cabeças dos dois agricultores e puseram-se a observá-los.

Poucos passos adiante, os lavradores se depararam e seguiram por caminhos diferentes.

Um deles, após alguns metros, viu um bando de pássaros voar em direção à sua lavoura. Passou a mão na sua testa suada e disse:

- Por favor, meus passarinhos, não comam a minha plantação. Preciso que essa lavoura cresça e produza, pois é dela que tiro o sustento da minha família.

De imediato, ele viu, espantado, a lavoura crescer, em questão de segundos, e ficar prontinha para a colheita. Assustado, esfregou os olhos e acelerou o passo ,pensando que devia estar mesmo muito cansado.

Aconteceu que, logo adiante, ele caiu ao tropeçar em um pequeno porco seu que havia fugido do chiqueiro. Mais uma vez esfregando a testa suada, disse:

- Você fugiu de novo, meu porquinho! Mas a culpa é toda minha... Ainda vou construir um chiqueirinho decente pra você.

Mais uma vez maravilhado, ele viu o chiqueiro transformar-se em um local limpo e acolhedor, todo azulejado, com água corrente, e o porquinho já bem feliz dentro de seu novo "chiqueiro". Esfregou novamente os olhos e, apressando ainda mais o passo, pensou: "Estou cansado demais e ando vendo muitas coisas!".

Assim que chegou em casa e abriu a porta, a tranca que estava pendurada no alto caiu sobre sua cabeça. Ele tirou o chapéu e, esfregando levemente a cabeça, disse:

- De novo... E o pior é que eu não aprendo mesmo. Também não tem me sobrado tempo. Mas ainda hei de ter bastante dinheiro para construir uma casa grande e assim dar um pouco mais de conforto para minha família.

Naquele momento aconteceu o milagre: a humilde casinha foi se transformando numa verdadeira mansão diante de seus olhos. Assustadíssimo e sem nada entender, convicto de que todas aquelas visões eram decorrência do cansaço, jogou-se numa enorme poltrona e, em segundos, dormia profundamente.

Minutos depois, ouviu alguém pedindo socorro:

- Compadre, me ajude! Estou perdido!

Ainda ensonado, sem entender o que acontecia, levantou-se correndo. Tinha na mente imagens muito fortes de algo que não entendia bem e que lhe parecia um sonho. Quando chegou na porta, encontrou o amigo em prantos.

Ele se lembrava de que, minutos antes de se despedirem na trilha, tudo estava bem. Perguntou o que havia acontecido e ouviu a seguinte história:

- Compadre, nós nos despedimos no caminho e eu segui para a minha casa. Acontece que um pouco mais adiante vi um bando de pássaros voando na direção à minha lavoura. Fiquei revoltado e gritei: "Vocês de novo, atacando minha lavoura! Tomara que seque tudo e que vocês morram de fome!" No mesmo instante, juro, vi a lavoura secar e todos os pássaros morreram diante dos meus olhos!

Pensei comigo: "Devo estar cansado" e apressei o passo. Mais adiante, caí depois de tropeçar no meu porco que havia fugido do chiqueiro. Fiquei bravo e gritei: "Você fugiu de novo!? Por que não morre logo e para de dar trabalho!?" Compadre, não é que o porco morreu, bem ali na minha frente? Acreditando estar vendo coisas, andei mais depressa ainda e, ao entrar em casa, me caiu na cabeça a tranca da porta. Como eu já estava mesmo com muita raiva, gritei novamente: "Esta casa caindo aos pedaços ... porque não pega fogo logo e isso acaba de uma vez?" Para surpresa minha, compadre, a casa começou a pegar fogo na hora, e tudo foi tão rápido que nada pude fazer!

Assim que acabou de contar a história, o lavrador se deu conta da belíssima casa do amigo:

- Mas compadre... O que aconteceu com a sua casa?! De onde veio esta mansão?

Depois de a tudo observarem, os dois anjos, muito amedrontados, foram contar ao anjo mestre o que havia se passado. Estavam apreensivos quanto à reação que teria seu superior, mas tiveram uma agradável surpresa.

O anjo mestre ouviu com atenção o relato, parabenizou os dois pela idéia brilhante que haviam tido e resolveu decretar que, a partir daquele momento, todos os seres humanos desfrutariam de quinze minutos de poder na vida. Só que jamais saberiam quando esses quinze minutos lhe seriam oferecidos.

Moral

Será que os próximos quinze minutos serão os seus? Muito cuidado, portanto, com tudo que você diz, com o seu modo de agir e pensar! Lembre-se: sua mente está sempre trabalhando para que tudo aconteça, seja algo bom ou algo ruim...