sábado, 30 de novembro de 2013

Muita Paz para você

Psiu...
Você mesmo, que está aí olhando...
Que tal uma paradinha para refletir... e refletir sobre você ...
Pensar em tudo de bom que existe aí dentro desse coração!
Saiba que você é uma pessoa maravilhosa, capaz de fazer muita coisa boa, útil e expressiva,
e que no seu coração estão guardadas coragem e confianças suficientes para realizar seus desejos.
Mas não se esqueça, de buscar em cada minuto de seus dias, motivos de alegria e esperança,
não se importando com as situações adversas que aparecem.
Você deve escolher ser feliz e tornar isso possível, com pensamentos positivos,
não perdendo nunca o entusiasmo pela vida e pelo amor, mas principalmente,
tendo a certeza de que Deus sempre abençoa quem ama e quem faz da vida um prazer.
Um dia maravilhoso com muita Paz para você!

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Nunca Desista dos Seus Objetivos

 Se você não acreditar naquilo que você é capaz de fazer; quem vai acreditar?
Dizer que existe uma idade certa, tempo certo, local certo, não existe.
Somente quando você estiver convicto daquilo que deseja e esta convicção fizer parte integrante do processo.
Mas quando ocorre este momento? Imagine uma ponte sobre um rio.
Você está em uma margem e seu objetivo está na outra.
Você pensa, raciocina, acredita que a sua realização está lá.
Você atravessa a ponte, abraça o objetivo e não olha para traz.
Estoura a sua ponte.
Pode ser que tenha até dificuldades, mas se você realmente acredita que pode realizá-lo, não perca tempo: vá e faça.
Agora, se você simplesmente não quer ficar nesta margem e não tem um objetivo definido, no momento do estouro, você estará exatamente no meio da ponte.
Já viu alguém no meio de uma ponte na hora da explosão... eu também não.
Realmente não é simples.
Quando você visualizar o seu objetivo e criar a coragem suficiente em realizá-lo, tenha em mente que para a sua concretização, alguns detalhes deverão estar bem claros na cabeça ou seja, facilidades e dificuldades aparecerão, mas se realmente acredita que pode fazer, os incômodos desaparecerão.
É só não se desesperar.
Seja no mínimo um pouco paciente.
Pois é, as diferenças básicas entre os três momentos são:
ESTOURAR A PONTE ANTES DE ATRAVESSÁ-LA Você começou a sonhar... sonhar... sonhar! De repente, sentiu-se estimulado a querer ou gozar de algo melhor.
Entretanto, dentro de sua avaliação, começa a perceber que fatores que fogem ao seu controle, não permitem que suas habilidades e competências o realize.
Pergunto, vale a pena insistir?
Para ficar mais tangível, imaginemos que uma pessoa sonhe viver ou visitar a lua, mas as perspectivas do agora não o permitem, adianta ficar sonhando ou traçando este objetivo?
Para que você não fique no mundo da lua, meio maluquinho, estoure a sua ponte antes de atravessá-la, rompa com este objetivo e parta para outros sonhos! ESTOURAR A PONTE NO MOMENTO DE ATRAVESSÁ-LA Acredito que tenha ficado claro, mas cabe o reforço.
O fato de você desejar não ficar numa situação desagradável é válido, entretanto você não saber o que é mais agradável, já não o é! Ou seja, a falta de perspectiva nem explorada em pensamento, não leva a lugar algum. Você tem a obrigação consciencional de criar alternativas melhores.
Nos dias de hoje, não podemos nos dar ao luxo de sair sem destino.
O nosso futuro não é responsabilidade de outrem, nós é que construímos o nosso futuro. Sem desculpas, pode começar...
ESTOURAR A PONTE DEPOIS DE ATRAVESSÁ-LA.
No início comentei sobre as pessoas que realizaram o sucesso e outras que não tiveram a mesma sorte.
Em primeiro lugar, acredito que temos de definir o que é sucesso.
Sou pelas coisas simples, sucesso é gostar do que faz e fazer o que gosta.
Tentamos nos moldar em uma cultura de determinados valores, onde o sucesso é medido pela posse de coisas, mas é muito mesquinho você ter e não desfrutar daquilo que realmente deseja.
As pessoas que realizaram a oportunidade de estourar as suas pontes de modo adequado e consistente, não só imaginaram, atravessaram e encontraram os objetivos do outro lado.
Os objetivos a serem perseguidos, foram construídos dentro de uma visão clara do que se queria alcançar, em tempo suficiente, de modo adequado, através de fatores pessoais ou impessoais, facilitadores ou não, enfim o grau de comprometimento utilizado para a sua concretização.

A visão sem ação, não passa de um sonho.
A ação sem visão é só um passatempo.
A visão com ação pode mudar o mundo.

(Martha Medeiros)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Valor da Vida

Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável; quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.
Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.
Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã. Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama. É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção. Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios.
Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil. Os sonhos regam a existência com sentido.

(Augusto Cury)

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Recomeçar

Recomeçar é começar de novo. É jogar fora, destruir, remover tudo que não foi bom, que não valeu a pena, que foi feito errado, e com o que sobrou, reconstruir.
É fazer novas paredes, no lugar daquelas que os erros encheram de buracos e rachaduras. Até as mais pequenas imperfeições no reboco tem que ser removidas, para que as novas estruturas possam ser sólidas.
Para recomeçar, é preciso ter em mente que tudo que é bom deve ser refeito, revivido. Portas de liberdade, janelas de confiança, assentadas sobre tijolos de verdade e justiça. No teto, uma laje de carinho e perdão, para que possamos ficar ao abrigo das tempestades que a vida fatalmente traz. No chão, um piso seguro e sólido, feito de companheirismo e compromisso, será a base para caminhar de mãos dadas.
Nada de querer aproveitar uma meia bancada, ou uma pintura esmaecida. Afinal, com a vida não se pode brincar. Lembrando apenas dos momentos em que os olhos falaram mais que as palavras, é preciso tomar o outro pela mão e trabalhar. É começar do zero, usando o único material que não se esgota. O amor.

(Christina Ferreira)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Apaixone-se Pela Vida

Apaixone-se pela manhã, pelo nascer do sol, que ilumina sua vida ou com a chuva que te levanta com as gotas da vida.
Apaixone-se pelas canções, que mesmo quando todos se calam, elas ainda sussurram o refrão em seus ouvidos.
Apaixone-se pelo hoje, que te faz respirar, enxergar, sentir, viver...
Apaixone-se por você, pois não existirá ninguém melhor para se amar do que a si mesmo, pois só descobrimos o que é amor, quando nos apaixonamos primeiramente por nós mesmos, pois assim passamos a praticar o altruísmo.
Apaixone-se pela vida, ela é o único presente que você diz que não pediu, mas que jamais deseja perder, e que é infinita em suas possibilidades e renovações.
Apaixone-se mil vezes pela mesma coisa, se esse sentimento te faz crescer, Apaixone-se cada dia mais e mais, se possível ame um pouco mais as pessoas a cada dia.
Apaixone-se pelos dias, eles passam depressa e quando você menos esperar eles já não existem mais, então não perca tempo com coisas, ações ou pessoas que fazem do seu dia algo ruim.
Apaixone-se por cada conversa, pois ela pode ser definitiva dependendo da circunstância, e pode te mostrar a diferença entre calar e abrir o coração.
Apaixone-se pela dança, principalmente se for a dois, pois ela te faz sentir vivo, capaz.
Apaixone-se por quem te faz sorrir, pois essa pessoa merece muito mais do que você imagina.
Apaixone-se! A vida te presenteia quando você se entrega e acredita no amor, e passa a viver cada novo minuto, de amor.
Apaixone-se pela vontade de amar, pois existirá um momento em que sozinho não dará mais para ficar, afinal, não somos nada e nem ninguém solitários, nossa capacidade de sorrir de alegrar de fazer a diferença tem que ser usada na vida daqueles que cruzam nossa estrada.
Algumas pessoas sentem medo de se apaixonar, e no entanto não se dão a oportunidade para apaixonar-se por um sonho, por uma tentativa, por uma oportunidade da vida, as vezes, se fazem cegos perante aquilo que foi mandado para lhe fazer feliz.
A vida é curta e na entrega ao medo perdemos um tempo precioso, o medo é igual a dor, salva, é um sinal que algo precisa ser feito. Então tente, só assim saberá o que podia ter ganhado com aquilo, perder tenho certeza que nunca perderá nada arriscando, tudo na vida é um aprendizado, uma nova experiência, então tente!
Apaixone-se por um sonho, acredite que tudo dará certo, pois somente a sua fé trará seu sonho pra perto de você, e comece a provar a força das palavras e dos pensamentos positivos.
Você poderá se perder em meio a uma multidão, mas alguém predestinado irá te encontrar, na hora no dia e no lugar certos, mas claro que só vai ocorrer se você fizer sua parte, ficar em casa esperando a pessoa certa aparecer ou do nada te ligar, não vai acontecer, o máximo que pode fazer ficando em casa é pedir uma pizza.
Você poderá sentir solidão, querer e não ter alguém para compartilhar um desejo, uma risada, um sonho, uma história mas acredite, e às vezes essa solidão vai te fazer esquecer alguns critérios de escolha, vai fazer você querer alguém qualquer, aí nasce a ilusão, as lágrimas o sofrer doido, neste momento você vai achar que será sempre assim, que a pessoa que procura não existe e que todos vão te fazer sofrer, vão te iludir, ai você se fecha para o amor. Não faça assim, tenha paciência, e aprenda e sentir os sinais do amor verdadeiro. Olhos nos olhos, coração palpita quando vê a pessoa, o primeiro e o último pensamento do dia é essa pessoa, os flashs da memória são as imagens dessa pessoa, estar longe faz doer o coração mas quando se falam seja por sms ou por telefone parece que estão juntos, o ar passa a ter perfume e claro o perfume dessa pessoa, o beijo tem sabor, o abraço é acolhedor... sim! Esse é o amor, e quando isto acontecer, se entregue, seja o melhor de você mesmo para esta pessoa e viva intensamente. Não beije por beijar, não abrace por abraçar, não chore por chorar e não viva por viver, perceba os sinais e de valor a eles, ame!
Apaixone-se, pois uma vida repleta de canções aromas e sabores te espera.
E o amor simplesmente virá trazendo consigo uma alma apaixonada de sorriso fácil e amor nos olhos.
Apaixone-se, pois no final poderá contemplar a magia de tudo aquilo que teve fé que acreditou e que hoje faz parte do seu viver.
Tudo tem hora e lugar para acontecer, basta você confiar, confiar que tudo que aconteceu é merecimento por seus sinceros desejos e que irá colher aquilo que plantar e será o primeiro a provar os frutos.
O tempo vai passar, e com ele você irá envelhecer...
E nessa rotina da vida, nunca se esqueça...
Apaixone-se mil vezes por Deus pela sua família, amigos, trabalho, por você pela vida, seja em qual época ou lugar for...
Simplesmente APAIXONE-SE!

(Rogério Stankewski)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eu Aprendi

Que a melhor sala de aula do mundo
Está aos pés de uma pessoa mais velha;

EU APRENDI
Que ser gentil é mais importante do que estar certo;

EU APRENDI
Que eu sempre posso fazer uma prece por alguém
Quando não tenho a força para
Ajudá-lo de alguma outra forma;

EU APRENDI
Que não importa quanta seriedade a vida exija de você,
Cada um de nós precisa de um amigo
Brincalhão para se divertir junto;

EU APRENDI
Que algumas vezes tudo o que precisamos
É de uma mão para segurar
E um coração para nos entender;

EU APRENDI
Que deveríamos ser gratos a Deus
Por não nos dar tudo que lhe pedimos;

EU APRENDI
Que dinheiro não compra "classe";

EU APRENDI
Que são os pequenos acontecimentos
Diários que tornam a vida espetacular;

EU APRENDI
Que debaixo da "casca grossa" existe uma pessoa
Que deseja ser apreciada,
Compreendida e amada;

EU APRENDI
Que Deus não fez tudo num só dia;
O que me faz pensar que eu possa?

EU APRENDI
Que ignorar os fatos não os altera;

EU APRENDI
Que o amor, e não o tempo,
É que cura todas as feridas;

EU APRENDI
Que cada pessoa que a gente conhece
Deve ser saudada com um sorriso;

EU APRENDI
Que ninguém é perfeito
Até que você se apaixone por essa pessoa;

EU APRENDI
Que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

EU APRENDI
Que as oportunidades nunca são perdidas;
Alguém vai aproveitar as que você perdeu.

EU APRENDI
Que quando o ancoradouro se torna amargo
A felicidade vai aportar em outro lugar;

EU APRENDI
Que devemos sempre ter palavras doces e gentis
Pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;

EU APRENDI
Que um sorriso é a maneira mais barata
De melhorar sua aparência;

EU APRENDI
Que todos querem viver no topo da montanha,
Mas toda felicidade e crescimento
Ocorre quando você esta escalando-a;

EU APRENDI
Que quanto menos tempo tenho,
Mais coisas consigo fazer.

(William Shakespeare)

domingo, 24 de novembro de 2013

Trocas

 Há pessoas que não sabem o que é o sorriso.
E por isso o trocam por uma lágrima. Não sabem o que é um canto.  E o trocam por um grito de agonia. Não sabem o que é uma amizade. E a trocam pela antipatia.

Não sabem o que é o amor. E o trocam por um grande ódio.
Não sabem o que é a paz. E a trocam pela intriga.
Não sabem o que é a verdade. E a trocam por um
mundo corrido de mentiras.

Não sabem o que é uma flor, uma árvore, uma paisagem.
E trocam-nas por uma poluição desenfreada não sabem o que é o diálogo. E se trancam dentro de si mesmas. Não sabem o que é união. E vivem isoladas. Não sabem quem é Deus.

E o trocam por superstições vazias. Não sabem o que é vida.
E vivem trocando-a pela morte. Todas estas trocas são feitas  porque o mais cômodo tem caminhos mais fáceis.
Mas a verdade é uma só: lutar, perseverar, servir, servir .

As trocas pelo mais cômodo, pelo mais fácil, não levam a lugar nenhum. Pelo contrário: atrapalham, esvaziam, machucam, destroem.

Reflexão Fortalece o teu espírito, para que não
te destruam desgraças inesperadas.
Mas não inventes falsos infortúnios...

sábado, 23 de novembro de 2013

Cavando um buraco

       
  Dois irmãos decidiram cavar um buraco bem profundo atrás de sua casa. Enquanto estavam trabalhando, dois outros meninos pararam por perto para observar.

        - O que vocês estão fazendo? - perguntou um dos visitantes.
        - Nós estamos cavando um buraco para sair do outro lado da terra! - um dos irmãos respondeu entusiasmado.

        Os outros meninos começaram a rir, dizendo aos irmãos que cavar um buraco que atravessasse toda a terra era impossível.

        Após um longo silêncio, um dos escavadores pegou um frasco completamente cheio de aranhas, insetos e pedras interessantes. Ele removeu a tampa e mostrou o maravilhoso conteúdo aos visitantes gozadores. Então ele disse confiante,
        - Mesmo que nós não cavemos por completo a terra, olha o que nós encontramos ao longo do caminho!

        Seu objetivo era por demais ambicioso, mas fez com que escavassem. E é para isso que servem os objetivos: fazer com que nos movamos em direção de nossas escolhas, ou seja começarmos a escavar!

        Mas nem todo objetivo será alcançado inteiramente. Nem todo trabalho terminará com sucesso. Nem todo relacionamento resistirá. Nem todo amor durará. Nem todo esforço será completo. Nem todo sonho será realizado.

        Mas quando você não atingir o seu alvo, talvez você possa dizer,
        - Sim, mas vejam o que eu encontrei ao longo do caminho! Vejam as coisas maravilhosas que surgiram em minha vida porque eu tentei fazer algo!

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O homem bom

 Conta-se que Jesus, após narrar a Parábola do Bom Samaritano, foi novamente interpelado pelo doutor da lei que, alegando não lhe haver compreendido integralmente a lição, perguntou, sutil:

- Mestre, que farei para ser considerado homem bom?

Evidenciando paciência admirável, o Senhor respondeu:

- Imagina-te vitimado por mudez que te iniba a manifestação do verbo escorreito e pensa quão grato te mostrarias ao companheiro que falasse por ti a palavra encarcerada na boca.

- Imagina-te de olhos mortos pela enfermidade irremediável e lembra a alegria da caminhada, ante as mãos que te estendessem ao passo incerto, garantindo-te a segurança.

- Imagina-te caído e desfalecente, na via pública, e preliba o teu consolo nos braços que te oferecessem amparo, sem qualquer desrespeito para com os teus sofrimentos.

- Imagina-te tocado por moléstia contagiosa e reflete no contentamento que te iluminaria o coração, perante a visita do amigo que te fosse levar alguns minutos de solidariedade.

- Imagina-te no cárcere, padecendo a incompreensão do mundo, e recorda como te edificaria o gesto de coragem do irmão que te buscasse testemunhar entendimento.

- Imagina-te sem pão no lar, arrostando amargura e escassez, e raciocina sobre a felicidade que te apareceria de súbito no amparo daqueles que te levassem leve migalha de auxílio, sem perguntar por teu modo de crer e sem te exigir exames de consciência.

- Imagina-te em erro, sob o sarcasmo de muitos, e mentaliza o bálsamo com que te aclamarias, diante da indulgência dos que te desculpassem a falta, alentando-te o recomeço.

- Imagina-te fatigado e intemperante observa quão reconhecido ficarias para com todos os que te ofertassem a oração do silêncio e a frase de simpatia.

Em seguida ao intervalo espontâneo, indagou-lhe o Divino Amigo:
- Em teu parecer, quais teriam sido os homens bons nessas circunstâncias?

- Os que usassem de compreensão e misericórdia para comigo - explicou o interlocutor.

- Então - repetiu Jesus com bondade - segue adiante e fazei também o mesmo.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Pescaria

 Era o terceiro ano consecutivo em que eu tentava criar o gramado perfeito.

Eu estava indo muito bem neste verão. Eu semeei os pontos destruídos pelo rigor do inverno. Eu encontrei a semente perfeita para nossas condições de solo. Eu criei um bom sistema de irrigação que funcionava bem para o
gramado e para entreter minhas quatro crianças.

Tudo ia bem, até que um dia eu descobri diversos dentes-de-leão brotando. Sem problema, eu pensei. Corri até a loja e comprei um herbicida. Eu estava certo que no fim de semana seguinte eu teria me livrado daquelas ervas.

Chegando em casa, resolvi ler bem atentamente todas as instruções.
Não queria correr riscos com produtos tóxicos tendo minhas crianças
por perto. Então, eu fiz a mistura bem mais fraca do que o indicado
pelo fabricante, Fraco... e ineficaz.: no fim de semana seguinte,
aqueles dentes-de-leão resistiam bravamente.

Eu tinha prometido à minha filha, Kayla, que iríamos pescar no sábado.
Kayla adora pescar e é muito boa nisso. Mas quando sábado chegou,
eu notei que as pequenas fores amarelas em meu gramado tinham se multiplicado.
- Tenho que tratar destes dentes-de-leão antes de ir pescar, eu disse
para mim mesmo - O gramado é pequeno não vai levar tanto tempo assim!

Com uma chave de fenda e um saco de lixo à disposição, eu ataquei
as ervas daninhas.

- Colhendo flores, papai? Kayla perguntou.
- Sim, querida. Respondi enquanto escava furiosamente em uma
resistente raiz.
- Vou lhe ajudar - Ela ofereceu - Darei algumas para mamãe.
- Vá em frente, meu doce - lhe respondi - tem muitas por aí!

Uma hora se passou, e as manchinhas amarelas ainda resistiam.
- Você disse que iríamos pescar hoje. Kayla reclamou.
- Sim eu sei. - Eu respondi - Vou só colher um pouquinho mais de flores, combinado?

Eu continuei trabalhando, puxando uma raiz após outra.

- Você já colheu muitas flores, papai. Chega. Kayla insistia impaciente.
- Está certo, querida. Só mais algumas. Eu prometi. Mas eu não podia
parar tal a ansiedade em terminar o trabalho.

Alguns minutos depois, um tapinha em meu ombro.
- Papai, faça um desejo! Kayla falou.

Quando me virei, Kayla encheu os pulmões e deu uma grande soprada, e milhares de sementinhas de dentes-de-leão se espalharam pelo ar.

Percebi que estava tanto mais importância às ervas daninhas do que a
minha pequena filha. Eu a joguei para cima e dei-lhe um beijo, e fomos
para a lagoa dos peixes.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Máscaras

Cada vez que ponho uma máscara para esconder minha realidade, fingindo ser o que não sou, faço-o para atrair o outro e logo descubro  que só atraio a outros mascarados distanciando-me dos outros devido a  um estorvo:
- A máscara.

Faço-o para evitar que os outros vejam minhas debilidades e logo  descubro que, ao não verem minha humanidade, os outros não  podem me querer pelo que sou, senão pela máscara.

Faço-o para preservar minhas amizades e logo descubro que, quando perco um amigo, por ter sido autêntico, realmente não era meu amigo, e, sim, da máscara.

Faço-o para evitar ofender alguém e ser diplomático e logo descubro que aquilo que mais ofende às pessoas, das quais quero ser mais íntimo,  é a máscara.

Faço-o convencido de que é melhor que posso fazer para ser amado e logo descubro o triste paradoxo; o que mais desejo obter com minhas máscaras é, precisamente, o que não consigo com elas.

Algo interessante para pensarmos...quantos vezes
colocamos uma mascara com sorrisos, com mais ternura
porque naquele momento tinha que ser assim. Ou ao contrario... como seriamos com, ou sem as mascaras
do dia...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Pergunte-me mestre

Quando eu reclamo o que não recebo, pergunte-me se sei quanto não dou. Quando eu me lamento porque sofro, pergunte-me quantas vezes eu faço sofrer.
Quando eu acuso a ignorância, pergunte-me se eu analiso meus próprios conhecimentos. Quando eu condeno o erro, pergunte-me se eu sei o quanto erro.

Quando eu digo que sou amigo sincero, pergunte-me se analiso-me com sinceridade. Quando eu me queixo da penúria, pergunte-me quanto possuo mais do que outros.
Quando eu critico o mundo, pergunte-me o que faço para melhorá-lo.

Quando eu sonho com o céu, pergunte-me quanto tento extinguir o inferno. Quando eu me digo modesto, pergunte-me se tenho orgulho de parecer humilde.
Quando eu condeno o mal, pergunte-me se tenho procurado difundir o Bem. Quando eu deploro a indiferença, pergunte-me se tenho semeado o amor. Quando eu me aflijo com a pobreza, pergunte-me se tenho usado bem minhas riquezas.
Quando eu reclamo de espinhos, pergunte-me se tenho cultivado rosas.

Quando eu lamento as trevas, pergunte-me se tenho espalhado luz. Quando eu me ocupo comigo mesmo, pergunte-me se tenho me preocupado com os outros.
Quando eu me sinto pequeno, pergunte-me se tenho procurado crescer. Quando eu me queixo de solidão, pergunte-me se tenho procurado ser boa companhia.
Quando eu me revolto contra a doença, pergunte-me o
que tenho feito pela saúde.

Quando eu almejo a concórdia, pergunte-me se tenho combatido a discórdia. Quando eu me digo Seu servo, pergunte-me se tenho servido para alguma coisa.
Quando eu receber as suas perguntas, pergunte-me o que farei quando eu ouvir minhas próprias respostas.

AUTOR DESCONHECIDO

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O rio e o mar

Sobre as pedras brancas e lapidadas ele percorria. Percorria só, atento às ondulações em suas margens. Observando dia e noite a mata que o protegia.

Sabia estar indo para algum lugar, mas não podia prever aonde daria seu curso.
Por vezes sentia-se só e alegrava-se quando os animais vinham nele beber.

Dia e noite suas águas percorriam e desejava saber o porquê da sua natureza assim ser. Queria parar um pouco e desfrutar das mesmas coisas que todos desfrutavam na mata.

Um dia ao entardecer entristeceu-se e se pôs a chorar. Sentia muita solidão... Suas lágrimas inundaram a mata, causando pânico aos que nela viviam:
- Rio, por que choras? Tua tristeza desequilibra a natureza na qual vivemos! - Choro por sentir-me só. Enquanto todos possuem companhia, eu percorro sozinho, sem ninguém para falar, ninguém para brincar. E sinto medo, pois não sei para onde estou indo...

Todos na mata silenciaram diante da tristeza do rio. Também não sabiam aonde ele iria chegar. Não podiam ajudá-lo. E assim todos ficaram parados, vendo o rio passar... Sua tristeza era profunda e não havia meios de ajudá-lo...

A chuva surgiu inesperadamente de dentro da mata e vendo a tristeza do rio, perguntou:
- O que lhe tira a paz, meu caro amigo?
- Não entendo minha natureza e sinto-me muito sozinho a percorrer por tantos caminhos que nunca chegam a lugar algum.

A chuva vendo o desespero do rio, afagou-o gentilmente com suas águas límpidas. - Se choras por estares só é porque ainda não descobriste tua real natureza. Nada neste mundo está só, excluído do todo. Aceita tua natureza e percorre feliz em teu curso. És tão necessário quanto a mata e tudo que nela vive. És tão necessário quanto o sol e tudo que na sua luz é banhado.

Teu destino não está longe e quando o encontrares saberás que tudo tem uma razão de ser. Aceita a orientação que vem de dentro, ela sabe o percurso e sabe para onde estás indo. Confia e tua confiança conduzir-te-á para tua alegria, para teu descanso, para teu reencontro com a tua verdadeira natureza. Quando chegares neste lugar estarás em paz, pois viverás com os teus iguais.

O rio recebeu a chuva com contentamento e tratou de seguir seu curso, confiante no que a chuva lhe falara.
Adiante, uma surpresa, uma linda surpresa:  Percebeu que estava saindo da verde mata, caindo lentamente sobre um mar azul...  Infinitamente azul...

domingo, 17 de novembro de 2013

Galhos Secos


"Certo dia, na semana passada, um forte vendaval varreu nossa cidade. A poeira rodopiava, galhos tremiam e se sacudiam ao vento. Mais tarde, quando apanhava os pedaços de madeira, deixados em nossa rua pelo temporal, observei com surpresa, que os galhos que pegava estavam secos e mortos.

Nenhum dos pedaços tinham folhas verdes. Obviamente os fragmentos caídos não tinham vida e eram inúteis para as árvores. Então recordei-me das muitas vezes que Deus permitiu que a minha vida fosse sacudida e golpeada pelas circunstâncias... as vezes que fui desafiado e ameaçado pelos ventos da adversidade.

Este pensamento me ocorreu: Será que Deus permitiu que eu fosse agitado e sacudido para lançar fora as coisas inúteis da minha vida? Seria possível que, o que parecia ser uma grande perda, era realmente o modo de Deus lançar fora de minha vida todo galho seco e imprestável?

Conclusão: Existem bênçãos de Deus que nos chegam, às vezes,  estilhaçando vidraças. Provavelmente porque de outra maneira EU não conseguiria compreender a dádiva recebida!!!

sábado, 16 de novembro de 2013

A fita métrica

 Como se mede uma pessoa?

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto.
É pequena quando desvia do assunto. Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamento! s clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

 (Martha Medeiros

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

As Sementes da Laranja

Se fosse possível contarmos a uma semente de laranja que
nela existe a própria laranjeira, talvez ela duvidasse ou não aceitasse. (Hammed)

Duas sementes vizinhas numa mesma laranja começaram uma conversa: - Sabe, amiga, às vezes minha vida parece tão boba! Sinto tantas coisas dentro de mim, querendo sair, explodir do meu peito... mas não sei o que é. Você já teve esta sensação?

- Por que isto, agora? Você já parou pra pensar que deve
existir um sentido em nossas vidas? O que quer dizer?
- Que deve existir uma finalidade para estarmos aqui.
Que deve haver vida lá fora. Outras cores, outros aromas.
Você acha que vamos passar nossa vida inteira dentro desta laranja?

Não sei. Não me importo.
E se nossas vidas tiverem uma finalidade maior?
E se houver um universo fora da laranja, com outras
criaturas inteligentes, não seria fascinante?

- Para mim não interessa. Quando a laranja não existir mais,
eu também não existirei. -Não! Não pode ser! Eu não acredito que nossa vida de sementes vai acabar em nada.
Algum dia, uma grande mudança acontece, e vamos viver de outro jeito. Deus não colocaria sonhos dentro de nós, se não pudéssemos realizar. - Sonhos? Que sonhos?

Tenho um sonho que se repete, de tempos em tempos.
Nele,  eu me transformei numa grande árvore cheia de laranjas.
E se este for nosso destino: tornarmo-nos árvores, algum dia.

Árvores?! Ah, ah!... Veja o seu tamanho, minha filha. Onde é
que tem uma árvore aí, dentro de você? Cadê o tronco,
cadê as folhas?Dentro da mim... Neste meu desejo de
conhecer novas realidades.

Quero ter folhas, flores perfumadas e frutos suculentos.
Quero muito. Sinto mesmo que foi para isto que nasci.
OK.  Vamos dar tempo ao tempo e você verá quem de nós
está  com a razão.

Seu mundo interior está bem, e pronto para distribuir os benefícios recebidos. Saiba repartir essa energia com sabedoria, e você vai
sentir o gostinho bom da recompensa de ter sido uma semente.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Você já fez alguém feliz hoje?

Sentir é mais importante do que todas as análises. Na Índia, os mestres dizem que a estrada mais longa que existe é a que vai do cérebro ao coração. Somente a sabedoria pode fazer as pessoas descerem do pedestal de super-homem para ser gente de verdade. A vaidade transforma-se em simplicidade.

Ao dar espaço para seus sentimentos, progressivamente, seu hábito de julgar as pessoas é substituído por uma capacidade de experimentar as próprias sensações e as dos outros. Sua bondade faz com que as interpretações habituais dêem lugar à compreensão. Então, começa a maior de todas as aventuras.

Os heróis de verdade abrem as portas de seus sentimentos e permitem aos outros descobrirem sua fragilidade. Quando ele aprende a abrir seu coração, a falar de suas feridas e a ter humildade para assumir seus sentimentos, pode receber o carinho que lhe faltou na infância.

As feridas da alma nunca são curadas com sexo, comida ou poder, e sim com carinho, atenção, paz.  Quando você se permite pedir ajuda a alguém, está a caminho da felicidade.
Ao perguntar ao filho como pode viver melhor, ao ouvir
e valorizar a voz da pessoa amada, então, começa a ser feliz.

A bondade é fundamental para a felicidade. A generosidade é fruto da capacidade de sermos ricos de espírito. O indivíduo mesquinho é o ser mais pobre que existe, pois cobra até os centavos da vida. Mesmo quando, dominado por seu coração, tem um gesto generoso, no momento seguinte é dominado por sua mesquinhez e cobra o que fez. Sua vida é uma infindável conta bancária, com créditos e débitos. O bondoso, ao contrário, tem sabedoria para saber que existem atos que precisam ser perdoados, principalmente as dúvidas do coração. Não perca a oportunidade de ser bondoso consigo mesmo.

Não perca também a chance de ser bom com os outros. Muitas vezes, as pessoas não se dão conta das oportunidades que têm de dar amor. Esperam a ocasião de criticar os outros, mas não têm nenhuma expectativa de dar amor e dizer coisas boas a respeito deles. É importante que não desperdicemos as oportunidades para mostrar o quanto somos ricos espiritualmente e quanto amor temos no coração.
É importante deixar que as pessoas percebam a riqueza
de nosso interior.

A rosa não escolhe para quem vai exalar seu perfume.
Não seja simpático só com seu chefe, pai, filho, esposa, marido, amigo. Seja generoso com todas as pessoas! Generosidade não é penas dar presentes. Seja generoso pedindo desculpas, elogiando, dando carinho, importando-se com as pessoas.

Você faria algo diferente se descobrisse que hoje é seu último dia de vida? O quê? Pediria desculpas para alguém? Declararia seu amor? Agradeceria a alguém? Faria uma dessas coisas? Então, o que você está esperando para fazer isso já? Está esperando descobrir que hoje é seu último dia de vida? Não perca essa oportunidade, transforme-se agora.

Há pessoas que têm a mania de olhar para os outros e ver um talão de cheques (com fundos, é claro). Estão mais interessadas em saber como o outro poderá ajudá-las a atingir suas metas, principalmente as materiais, do que em tornar-se amigas do ser humano que está à sua frente. No mundo dos negócios, é comum as pessoas se relacionarem visando a interesses, mesmo quando estão em eventos especiais. Mas na vida pessoal não precisa nem deve ser assim.

As pessoas estão se esquecendo do quanto é gostoso sair só para se divertir, conhecer gente, trocar afetos e fazer amizades.

Estamos nos esquecendo de ajudar os outros e de pedir ajuda também, por que não? É importante que redescubramos o prazer de tornar as pessoas felizes. Muitas pessoas vivem à espera de uma oportunidade para criticar, prejudicar, menosprezar o outro, mas perdem muitas ocasiões de ser boas.

Quando era criança, eu gostava de acompanhar meu pai quando ele ia fechar suas farmácias aos domingos, na hora do almoço. Ele sempre andava com um maço de notas no bolso.
E, em silêncio, quase escondido, aproximava-se de cada funcionário e dava-lhe uma dessas notas.
Essa atitude chamava minha atenção e certo dia perguntei:
Pai, por que você dá dinheiro todos os domingos para o pessoal que trabalha nas farmácias? Você já não paga os salários deles?

Meu pai respondeu:

Filho, as pessoas que trabalham para a gente recebem o salário no final do mês e o entregam para seus pais. Quando chega o domingo, elas querem ir ao cinema ou ao circo, mas não têm dinheiro. Eu sei o quanto é triste você querer ir ao cinema e não ter dinheiro. Pelo menos quem trabalha para nós precisa ter dinheiro para ir ao cinema no domingo à tarde!

É muito bonito quando a gente sente prazer em proporcionar felicidade aos outros. Quando o sucesso implica sucesso para os outros, todos ficam felizes com seu êxito. Mas, quando o seu sucesso significa derrota para os demais, estes sentirão inveja de você. É muito triste não ter um amigo para comemorar as vitórias.

Há pessoas que dizem que o ruim do sucesso é a inveja.
Mas isso só acontece quando o sucesso significa ganho para uns e perda para outros. Quando o sucesso significa ganho para todos, as vitórias ficam muito mais saborosas.

Um final de semana de muita paz pra você!
Não brigue com a chuva, ela também é passageira...
Ela vem pra temperar o tempo, regrar a terra, e ver você!!

 Roberto Shinyashiki

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A magia do amor

Pois o executivo resolveu fazer uma experiência. Pegou cinco belas flores e saiu com elas pela rua, em plena cidade de São Francisco, na Califórnia. Logo notou que as cabeças se viravam e os sorrisos se abriam para ele.
Chegou ao estacionamento e a funcionária da caixa elogiou o seu pequeno buquê. Ela quase caiu da cadeira quando ele lhe disse que  podia escolher uma flor. Segundos depois ele se aproximou de outra mulher, que não assistira  à cena anterior, e ela falou do perfume que ele trazia ao ambiente.  Ele lhe ofereceu uma flor.
Espantada e feliz com o inesperado, saiu dali quase a flutuar.
Afinal, quem distribui flores perfumadas numa garagem pública  quase deserta, num domingo, perto das 22 horas?
Completamente embriagado pela magia daqueles momentos, ele  entrou num restaurante. Uma garçonete com ar de preocupação foi atendê-lo.  Ele percebeu que as flores mexeram com ela.
Como se sentia com poderes especiais para fazer os outros felizes, depois das duas experiências anteriores, ele deu a ela uma flor e um botão por abrir e lhe disse que cuidasse bem dele, pois, ao desabrochar, lhe traria uma mensagem de amor. Dias depois ele voltou ao restaurante. A garçonete sorriu para ele  com ar de quem tinha encontrado a fórmula da felicidade e falou:  “a flor abriu. A mensagem era linda. Muito obrigada.”
O executivo sorriu também. Sentia-se um mágico: com flores, amor  no coração e uma mensagem positiva, inventada ao sabor do  momento, produzia alegria. Tão simples que até parecia irreal.
Na manhã seguinte, ele precisava abrir um portão para passar   com o carro. Surgida nem se sabe de onde, uma sorridente mulher desconhecida que passava correndo o abriu e fechou para ele, espontaneamente.
Ele compreendeu que havia uma harmonia universal ao seu dispor. Bastava que a buscasse. E recomenda: “tente você também, desinteressadamente. Dá certo e a recompensa é doce!”

terça-feira, 12 de novembro de 2013

A vida é assim mesmo

De volta ao seu pequeno sitio, na manha seguinte ainda indignada, saiu para dar as ordens do dia ao seu Zé, um homem quieto, trabalhador, humilde e muito simples, porem observador, e assim sendo percebeu que sua patroa não estava muita bem naquela manha, perguntou:
– O que aconteceu que a senhora irritada, dona?
Ela respondeu, que havia ido a uma festa beneficente na cidade na noite anterior e que tinha um anel de brilhante como premio, e quem ganhou foi uma das mulheres mais ricas da cidade. O seu Zé parou, olhou fixou para o chão onde capinava, olhou novamente para o céu e em um repente disse:
- É Dona, a vida e assim mesmo, todo rio não vai para o mar e pra que? Pra que ele vai para o mar se lá já ta cheio de água, e não precisa mais.
Moral da estória: A vida e assim mesmo! Os que mais tem, mais recebem. Mas todos recebemos alguma coisa na pior das hipóteses um aprendizado, e a observação que podemos canalizar e oportunizar nossos dons para que possamos receber muito mais. Pois ao que nada tem, ainda o que tiver poderá ser tirado, e aquele que tudo tem, se tiver à fé, a este muito mais lhe será acrescentado.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

As pequenas Dádivas


A família, constituída do pai e um filho menor era pobre, vivendo com os poucos recursos financeiros que o pai ganhava no trabalho de vigilância noturna.
Certo dia o pai adoeceu, ficando acamado por tempo mais longo do que podiam suportar suas economias.
Com falta do que comer em casa, o filho pequeno saiu às ruas pedindo comida para ele e para o pai doente.
Escondendo as lágrimas pela tristeza e pela preocupação, passou o primeiro dia sem nada conseguir. No segundo dia, quase ao anoitecer, enquanto revirava um saco com lixo residencial em frente a uma loja que estava encerrando o expediente, viu se aproximar um senhor de meia idade, sorridente, com ar bondoso, que trazia nas mãos um marmitex, bem quentinho, que lhe ofereceu.
Meio receoso, o menino segurou a marmita ouvindo a recomendação do seu benfeitor:
- Coma enquanto está quente!
- Muito obrigado, senhor, mas gostaria de ir comê-la em casa, para repartir com meu pai. Disse o menino.
Sorridente e paternal, o lojista perguntou-lhe:
- O que o seu pai faz em casa, enquanto você sai por aí procurando o que comer? Ele não trabalha?
- Trabalha sim, e muito. Mas, há dias está acamado. Como acabou o dinheiro para comprar comida, fui obrigado a sair pedindo um pedaço de pão. Só que não tenho recebido quase nada.” Respondeu o pequeno andarilho.
- Você mora muito longe daqui? Continuou o bom senhor.
- Não, não. Em pouco tempo eu chego lá. E sei que a comida ainda estará bem quentinha. Apressou-se em dizer o menino, com olhos um pouco mais alegres.
- Quer saber, meu pequeno, eu vou até lá com você, se você deixar. Assim, aprendo onde você mora e aproveito para conhecer seu pai. Que tal? Acrescentou o jovem senhor.
O menino concordou e lá se foram os dois.
O quadro com que se deparou o dadivoso lojista, ao entrar no barraco, era de lastimar. No entanto, pai e filho sorriam diante do alimento, que o menino rapidamente dividiu em dois pratos e serviu logo ao chegar em casa.
Depois que os dois terminaram a rápida refeição, a primeira nos últimos dois dias, o nobre comerciante despediu-se e retornou ao seu lar, prometendo voltar em breve.
Alguns dias se passaram, quando, também num final de tarde, entram na loja o menino e seu pai, este um pouco mais disposto, procurando pelo dono.
Vieram para agradecer, disseram à jovem senhora que estava atendendo no balcão, ao tempo que queriam saber o que poderiam fazer para retribuir a dádiva da comida limpa e quentinha, que haviam recebido dele.
Enquanto seu pai falava com a atendente, o menino começou a juntar pedaços de papel que estavam no chão, quando chegou o dono da loja, marido da senhora que os atendia.
Alegria, abraços e boa conversa.
Ao se despedirem, o lojista olha demoradamente para o menino e lhe diz:
- Meu pequeno, você não tem o que me agradecer, eu apenas fiz o que faria por um filho meu. Fico feliz de ter podido ajudar. No entanto, se você quiser, poderá vir trabalhar comigo, ajudando-me na loja, assim, não será preciso você sair por aí pedindo comida, caso o seu pai volte a adoecer. Que tal?
O menino timidamente olhou para o seu pai, como a perguntar com o olhar: “e aí, o que eu digo?”
O pai, discretamente lhe fez um sinal afirmativo com a cabeça, sem nada falar. A partir daí, o menino começou trabalhar. Passado um tempo, voltou para a escola, e continuou trabalhando.
Cresceu, tornou-se adulto e, na loja continuava a trabalhar. Sempre com muita seriedade, responsabilidade e espírito de gratidão.
Seu pai veio a falecer, por causa da idade avançada. O casal de lojistas não tinha filhos. Com o tempo, chegou a velhice dos dois. Logo mais a esposa faleceu. E aquele menino, agora já um homem, foi quem ficou cuidando da loja e do bondoso lojista, amparando-o na velhice, auxiliando-o na enfermidade, acompanhando-o no dia-a-dia, como devotado filho.
E pensar que tudo começou com um prato de comida!
Uma pequena dádiva, modificando destinos.
Um sorriso, um gesto de carinho, um telefonema, um e-mail, um abraço, um beijo, uma palavra de apoio e de incentivo, uma flor, um bilhete, um cartão postal, um aceno, um bombom, um copo com água, um pedaço de pão.
Nós podemos fazer muito, com tão pouco…
Pense nisso, mas pense agora!

domingo, 10 de novembro de 2013

Reforço Positivo


Há alguns anos, eu trabalhei como coordenador em uma grande escola pública. Encontrei muitos aspectos agradáveis e compensadores em minhas atribuições, entretanto, havia pouca satisfação em supervisionar os três períodos de lanche a cada dia.
Garantir que os estudantes não abusassem nas bandejas, não jogassem purê de batatas nas roupas uns dos outros, nem colar ervilhas no teto ou em seus colegas, não constava em minha lista de coisas “profissionais” a fazer.
Os dias anteriores aos períodos das férias eram, particularmente, dias terríveis no restaurante. E foi em um destes dias que eu observei um aluno derramando seu leite. Que sujeira. Derramou sobre a mesa, o banco e o chão. Eu desviei rapidamente meu olhar para outro lado mas fiquei prestando atenção com o canto dos olhos.
Eu sabia que aquele garoto tentaria escapar, deixando para outra pessoa (como eu) a tarefa de limpar a bagunça. Assim que ele pisasse fora do restaurante eu o alcançaria e o faria limpar tudo, assim aprenderia como é divertido.
Eu disfarçadamente prestava atenção quando começou sua escapada. Mas, para minha surpresa aproximou-se do balcão e recolheu diversos guardanapos e voltou à cena do crime. Depois de limpar em cima da mesa, limpou o banco e depois o chão. Ao sair, jogou todos os guardanapos na lixeira.
Após recuperar meu controle, segui o jovem. Perguntei o seu nome, agradeci por sua consideração e o elogiei por ser tão consciencioso. Ele respondeu,
- Tudo bem. E seguiu seu caminho.
Me ocorreu falar com sua família, e decidi fazê-lo mais tarde naquele mesmo dia.
Passava um pouco das 5:00 quando abri a porta do carro para ir para casa. Ocorreu-me de repente que tinha esquecido de contatar os pais. Meu primeiro pensamento foi de deixar para o dia seguinte, mas então pensei melhor e voltei à minha sala. Verifiquei o número no registro, peguei o telefone e disquei. Após alguns toques, uma senhora atendeu.
- Alô! Aqui é Rich Kornoelje da escola. – Me anunciei.
Ouvi um “engolir em seco” do outro lado da linha e só então percebi que as únicas vezes que eu contatava com os pais era quando havia
problema ou má notícia. Então, eu disse rapidamente,
- Seu filho fez algo hoje que demonstrou realmente ter uma boa educação. – E contei toda a história.
No início houve silêncio. Então pude ouvir alguns “snifs”, seguidos de alguns suspiros. Após recuperar a calma, a mãe disse,
- Você não imagina o significado deste seu telefonema. Meu marido me deixou há alguns anos e eu tive que educar este jovem sozinha, e é muito difícil. Eu sei como ele se comporta em casa, mas sempre me preocupei com seu comportamento fora de casa. Você não sabe o bem que seu telefonema me fez.
Na verdade, aquele telefonema fez bem par mim. Foi uma experiência
que mudou a minha vida. Eu me perguntei:
- Por que elogiamos tão pouco?
Desde então, eu faço ao menos um contato positivo com pais por semana e encorajo – sem obrigar – meus professores a fazer o mesmo.
Nos esforçamos para fazer contato com pais de aluno que não seja elogiado freqüentemente. Os pais ficam felizes, o aluno melhora o comportamento, o professor fica satisfeito e todos ganham.

sábado, 9 de novembro de 2013

Na construção do amanhã


Nos Estados Unidos, o dia dos namorados é comemorado a 14 de fevereiro. Nesse dia, as pessoas costumam enviar cartões não somente para os namorados. Também a amigos e pessoas queridas.
Foi com preocupação que a mãe de um garoto tímido e calado ouviu-o dizer que desejava dar um cartão para cada colega seu.
Chad era um excluído na classe. A mãe o via, todos os dias, retornando da escola.
A turma vinha na frente, brincando, conversando. Ele sempre atrás, sozinho. Ela ficou angustiada. Mesmo assim, nos dias que se seguiram ela ajudou o filho a confeccionar os cartões.
Comprou papel, cola e lápis de cor. E ele trabalhou com afinco.
Finalmente, no dia dos namorados, estavam prontos os 35 cartões.
Ele não cabia em si de contentamento.
A mãe passou o dia preocupada. Tinha certeza que ele voltaria desapontado. Não receberia nenhum cartão.
Por isso, resolveu fazer alguma coisa para amenizar a situação. Assou
biscoitos especiais que ele gostava.
Depois, ficou esperando. Olhou pela janela e viu os garotos. Como sempre, eles vinham rindo e se divertindo.
Como sempre, Chad vinha atrás do grupo.
Caminhava, no entanto, um pouco mais rápido do que o normal.
Quando entrou em casa, ela esperou que ele se desmanchasse em lágrimas.
Chegou de mãos vazias, como ela pensara. Segurando o pranto, a mãe lhe disse: “Filho, preparei um lanchinho para você.”
Mas Chad não prestou atenção ao que ela disse. Com passos firmes, se encaminhou para a cozinha, repetindo: “Nenhum…nenhum..”
Nesse momento, a mãe observou que o rosto do filho brilhava de alegria. E o ouviu completar a frase: “Não esqueci nenhum, nenhum deles!”
A atitude do garoto é altruísta e denota uma alma que muito mais se preocupa em ofertar amor, do que buscar ser amado.
Poucas criaturas podem superar, contudo, situações semelhantes.
O “bulling”, essa prática de agressividade repetida, muito comum entre
crianças e adolescentes, tem dado causa a alguns desastres.
O fenômeno é mundial. Crianças e adolescentes são excluídos pelos colegas, perseguidos e humilhados. Muitos abandonam a escola, sem condições de prosseguirem enfrentando humilhações e trotes.
As estatísticas apontam ainda crescente número de suicídios na faixa etária da infância/adolescência, como efeito do “bulling”.
Qual será o motivo de tamanha crueldade?
Educadores e pais: estejamos atentos. Observemos o comportamento dos nossos filhos.
Serão eles os promotores do “bulling” ou suas vítimas?
É tempo de ensinar a amar em nosso lar. A respeitar os diferentes. A imitar os melhores, não tentar destrui-los.
Pensemos: quais são os comentários que nossos filhos mais ouvem, com respeito aos outros seres, em nosso lar?
Que falamos a respeito dos colegas de trabalho, dos vizinhos, dos filhos dos outros?
É possível que descubramos que essa manifestação doentia, o “bulling’, seja a resultante da indiferença e do desamor que ensinamos a eles, todos os dias.
Pensemos nisso! O mundo melhor do amanhã está em nossas mãos.
Depende de nós a geração que se estrutura hoje para atuar no mundo logo mais, como cidadãos do mundo, herdeiros das nossas riquezas morais

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O jovem e o cego

Vinham dois homens a caminhar… Um era jovem, trazia em seu rosto os sinais da inexperiência.
Os olhos vivos e atentos a tudo, como a querer aspirar a vida em um só fôlego. Tencionava modificar o mundo, revolucionar sua época, ensinar o muito que julgava saber.
O outro trazia no semblante as marcas do tempo, já não queria tomar o mundo, contentava-se em apreender um pouco, aqui e ali, analisando sereno, as experiências que a vida lhe apresentava.
Tampouco desejava deixar suas marca nos homens e nas coisas que o rodeavam.
Não queria discípulos, nem seguidores, não pretendia modificar a ninguém,
a não ser seu próprio eu. Era cego de nascença, porém apesar de ter fechados os olhos do corpo, possuía abertos os da alma.
Vinham em silêncio, quando o jovem, surpreso, exclamou:
- Uma pipa! Uma pipa no céu!
- Estás tão alegre em vê-la, ainda que distante. Porque? – perguntou o cego.
- Claro, toda vez que vemos uma pipa, uma só idéia nos assalta a alma, a idéia da liberdade. E qual de nós não valoriza a possibilidade de sentir-se livre? – disse o jovem.
- Liberdade? Estranho; para mim a pipa tem outro significado.
- Outro significado? Como? Sabes o que é uma pipa?
- Sim, meu amigo, sei o que é uma pipa, papagaio, pandorga, como queira chamar. Mas para mim, tal objeto traz-me a lembrança responsabilidade e bom-senso.
- Não entendo…
- O exercício da liberdade é complexo e fundamental em nossas vidas. Como a pipa, só podemos alçar vôos mais altos se a nos prender no solo, tivermos um fio resistente e mãos hábeis que nos manipulem com acerto. Tais instrumentos são a responsabilidade e o bom-senso. E só fazendo uso de tais ferramentas que dirigem e orientam o nosso vôo, podemos ter certeza que estamos fazendo bom uso da liberdade que nos é concedida.
É a segurança de que a pipa precisa para subir… subir… Assim o limite para os nossos passos não é o espaço que nos rodeia, mas o comprimento do fio que nos prende ao solo, ou seja, a certeza que possuímos e de que estamos utilizando nossa liberdade de acordo com as normas que nos ditam o bom senso e a responsabilidade que já adquirimos. Muitas vezes, meu jovem, os olhos nos enganam. Não basta vermos, é preciso, enxergamos além.
O jovem, deu o braço ao cego, calou-se e em seu silêncio, entregou-se à reflexão.
O moço é o instinto primeiro; o velho é a sabedoria.
O instinto nos impulsiona, a sabedoria nos guia.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

O Concerto do grande Mestre…

Desejando encorajar o progresso de seu jovem filho ao piano, uma mãe levou seu pequeno filho a um concerto de Paderewski. Depois de sentarem, a mãe viu uma amiga na platéia e foi até ela para saudá-la. Tendo a oportunidade para explorar as maravilhas do teatro, o pequeno menino se levantou e eventualmente suas explorações o levaram a uma porta onde estava escrito “PROIBIDA A ENTRADA”.
Quando as luzes abaixaram e o concerto estava prestes a começar, a mãe retornou ao seu lugar e descobriu que seu filho não estava lá. De repente, as cortinas se abriram e as luzes caíram sobre um impressionante piano Steinway no cento do palco. Horrorizada, a mãe viu seu filho sentado ao teclado, inocentemente catando as notas de ” Cai, cai, balão “.
Aquele momento, o grande mestre de piano fez sua entrada, rapidamente foi ao piano, e sussurrou no ouvido do menino:
- “Não pare, continue tocando. Então, debruçando, Paderewski estendeu sua mão esquerda e começou a preencher a parte do baixo. Logo, colocou sua mão direita ao redor do menino e acrescentou um belo acompanhamento de melodia.
Juntos, o velho mestre e o jovem noviço transformaram uma situação embaraçosa em uma experiência maravilhosamente criativa.  O público ficou perplexo…
É assim que as coisas são com Deus. O que podemos conseguir por conta própria mal vale mencionar. Fazemos o melhor possível, mas os resultados não são exatamente como uma música graciosamente fluida. Mas, com as mãos do Mestre, as obras de nossas vidas verdadeiramente podem ser lindas. Na próxima vez que você se determinar a realizar grandes feitos, ouça atentamente.
Você pode ouvir a voz do Mestre, sussurrando em seu ouvido: “Não pare, continue tocando”. Sinta seus braços amorosos ao seu redor. Saiba que suas fortes mãos estão tocando o concerto de sua vida. Lembre-se, Deus não chama aqueles que são equipados. Ele equipa aqueles que são chamados. E Ele sempre estará lá para amar e guiar você a grandes coisas.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O Tesouro de Bresa

Houve outrora, na Babilônia, um pobre e modesto alfaiate chamado Enedim, homem inteligente e trabalhador, que não perdia a esperança de vir a ser riquíssimo. Como e onde, no entanto, encontrar um tesouro fabuloso e tornar-se, assim, rico e poderoso?
Um dia, parou na porta de sua humilde casa, um velho mercador da fenícia, que vendia uma infinidade de objetos extravagantes.
Por curiosidade, Enedim começou a examinar as bugigangas oferecidas, quando descobriu, entre elas, uma espécie de livro de muitas folhas, onde se viam caracteres estranhos e desconhecidos.
Era uma preciosidade aquele livro, afirmava o mercador, e custava apenas três dinares. Era muito dinheiro para o pobre alfaiate, razão pela qual o mercador concordou em vender-lhe o livro por apenas dois dinares.
Logo que ficou sozinho, Enedim tratou de examinar, sem demora, o bem que havia adquirido.
Qual não foi sua surpresa quando conseguiu decifrar, na primeira página, a seguinte legenda: “o segredo do tesouro de Bresa.”
Que tesouro seria esse?
Enedim recordava vagamente de já ter ouvido qualquer referência a ele, mas não se lembrava onde, nem quando.
Mais adiante decifrou: “o tesouro de Bresa, enterrado pelo gênio do mesmo nome entre as montanhas do Harbatol, foi ali esquecido, e ali se acha ainda, até que algum homem esforçado venha encontrá-lo.”
Muito interessado, o esforçado tecelão dispôs-se a decifrar todas as páginas daquele livro, para apoderar-se de tão fabuloso tesouro.
Mas, as primeiras páginas eram escritas em caracteres de vários povos, o que fez com que Enedim estudasse os hieróglifos egípcios, a língua dos gregos, os dialetos persas e o idioma dos judeus.
Em função disso, ao final de três anos Enedim deixava a profissão de alfaiate e passava a ser o intérprete do rei, pois não havia na região ninguém que soubesse tantos idiomas estrangeiros.
Passou a ganhar muito mais e a viver em uma confortável casa. Continuando a ler o livro encontrou várias páginas cheias de cálculos, números e figuras.
Para entender o que lia, estudou matemática com os calculistas da cidade e, em pouco tempo, tornou-se grande conhecedor das transformações aritméticas.
Graças aos novos conhecimentos, calculou, desenhou e construiu uma grande ponte sobre o rio Eufrates, o que fez com que o rei o nomeasse prefeito.
Ainda por força da leitura do livro, Enedim estudou profundamente as leis e princípios religiosos de seu país, sendo nomeado primeiro-ministro daquele reino, em decorrência de seu vasto conhecimento.
Passou a viver em suntuoso palácio e recebia visitas dos príncipes mais ricos e poderosos do mundo.
Graças a seu trabalho e ao seu conhecimento, o reino progrediu rapidamente, trazendo riquezas e alegria para todo seu povo.
No entanto, ainda não conhecia o segredo de Bresa, apesar de ter lido e relido todas as páginas do livro. Certa vez, teve a oportunidade de questionar um venerando sacerdote a respeito daquele mistério, que sorrindo
esclareceu:
“O tesouro de Bresa já está em seu poder, pois graças ao livro você adquiriu grande saber, que lhe proporcionou os invejáveis bens que possui. Afinal, Bresa significa saber e Harbatol quer dizer trabalho.”
Com estudo e trabalho pode o homem conquistar tesouros inimagináveis.
O tesouro de Bresa é o saber, que qualquer homem esforçado pode alcançar, por meio dos bons livros, que possibilitam “tesouros encantados” àqueles que se dedicam aos estudos com amor e tenacidade.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

“A formiga e a folha”

Observando algumas formigas no jardim aqui de casa, percebi que todas seguiam uma mesma rota carregando folhas maiores que elas mesmas. Mas seguiam firme em direção ao formigueiro que descobri poucos passos adiante, o que para elas deveria representar uma grande viagem. De repente percebo que uma delas está com uma folha exageradamente grande nas costas.
Deveria ser pelo menos vinte vezes maior que ela, e seu esforço era notado a distância. Fiquei ali imaginando o orgulho dessa formiga presunçosa, carregando aquela folha gigantesca e como ela deveria estar ansiosa em mostrar a formiga rainha como ela era forte, como ela era capaz, quem sabe até ganharia uma promoção.
Enquanto a fila de formigas seguia em direção ao formigueiro, essa formiga girava em volta de si mesma, sem conseguir sair do lugar, seu esforço era tão grande que mal avançava um passo, voltava dois para trás. Estava tão cega, tão entretida na sua luta de carregar aquele mundão nas costas que nem percebeu que todas as formigas largaram as folhas para escapar do pé de um menino que vinha correndo atrás de uma bola.
As formigas escaparam por pouco, mas nossa amiguinha não teve a mesma sorte e morreu esmagada, agarrada à sua folha gigante. Assim como a formiga, nós seres humanos inteligentes e sensíveis, de vez em quando queremos carregar mais coisas em nossas costas do que podemos suportar. Os problemas dos outros, as dores do mundo e a ganância de querer sempre mais, de ser mais e melhor. Quando acordamos para a realidade estamos esmagados pelo peso de nossa insensatez.
Cuide mais de você. O dia passa, as pessoas passam, o tempo passa, mas você fica. Você será a sua eterna companhia. Todos podem até fugir de você, mas você não pode fugir desse encontro com você mesma, com a sua paz interior, com a sua felicidade. Por amor a você, carregue apenas a sua mala e de preferência, o mais vazia
possível!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Pense

 Quando a sombra do desencanto vier acompanhar teus sonhos, pense naqueles que nunca tiveram condições de sonhar, por se encontrarem na vida em constantes pesadelos, na luta incessante contra a fome que pede a atenção permanente, e que pode levar ao desespero e à loucura.

Quando te acreditares desamparado, pense nas criancinhas que perambulam pelas ruas, sentindo o frio das noites medonhas e escuras, pedindo pelo aconchego de um braço materno ou pela orientação de um pai, que possa evitar a precipitação nos abismos do vício.

Quando te encontrares enfermo, pense naqueles que jazem nos leitos dos hospitais, sem a presença de algum familiar, tendo por companhia apenas o medo da morte, padecendo terríveis dores físicas e morais de moléstias incuráveis.

Quando perderes a esperança, pense nos criminosos que se amontoam nas celas inóspitas dos presídios, torturados pelo remorso e pela revolta, algemados nas correntes do ódio e do sentimento de vingança.

Quando te queixares pelo cansaço, pense nos paralíticos, nos aleijados, nos deficientes de toda sorte, que, na imobilidade das forças físicas, dariam tudo para poderem trabalhar e servir.

Quando perderes alguma posição no mundo, pense naqueles que já abandonaram a vestimenta carnal, a fim de assinalares o verdadeiro significado do poder, do sucesso, da riqueza ou da fama temporal.

Quando te encontrares satisfeito em todas as tuas necessidades, pense naqueles que dormem nos prazeres efêmeros da vida material - esquecidos de que a vida é simples passagem, que requer de nós trabalho e engrandecimento - para depois despertarem na vida espiritual sob completa miséria moral.

Quando te sentires feliz, pense nos desvalidos, nos estropiados, nos desequilibrados, nos tristes, a fim de que, compartilhando da tua felicidade, possas multiplicá-la.

Quando te considerardes sem motivos para viver, pense naqueles que estão à beira do precipício do suicídio, ou naqueles que já tiraram a própria vida, socorrendo-os com a tua solidariedade, e assim, certamente encontrarás uma forte razão para viver.

E quando nada disso vier a te sensibilizar ou transformar a tua posição mental, pense naquele que se deixou imolar na cruz, humilhado e abandonado, a fim de aliviar os nossos pesados sofrimentos; aquele que pronunciou o “vinde a mim” e ofereceu-nos o “jugo suave” e o “fardo leve”.

Embora não tenhamos com freqüência pensado nele,
Ele continua, até hoje, pensando em nós.

 (Alexandre Paredes)

domingo, 3 de novembro de 2013

O PINTINHO

Eu tinha dez anos quando encontrei, entre minhas colegas, a
primeira amiga de verdade.

Nossa camaradagem tornou-se a coisa mais importante para mim.
Entretanto, eu era de natureza exclusivista e me sentia
violentamente enciumada sempre que ela manifestava interesse por
alguma coisa que nada tivesse a ver comigo.

Mamãe compreendeu o que estava ocorrendo. Um dia ela chamou-me
para ver uma ninhada de pintinhos que havia acabado de sair do
ovo. Fiquei encantada. Eram umas coisinhas lindas, feitas de
suave veludo cor-de-ouro.

Em meu entusiasmo, colhi um deles na mão. Mas apertei-o com tanta
força, que por um pouco, não o sufoquei. Ele, naturalmente lutou
para escapar até que, desvencilhando-se, correu para longe de mim.

Mamãe notou o meu desapontamento e disse:

-- Pegue um outro, mas procure segurá-lo suavemente. Se você o
prender com muita força, por instinto, ele vai querer fugir. Fiz
uma segunda tentativa e o pintinho aninhou-se quietinho na palma
de minha mão. Senti-me muito feliz e sorri para mamãe. Foi quando
ela me disse:

-- Sabe, meu bem, as pessoas, neste mundo, são como esses
pintinhos. Quando agarramos com muita força aqueles que amamos,
tentando aprisioná-los em nossa mão, eles, naturalmente, não se
sentem bem. E lutam por readquirir a liberdade, como fez o
primeiro pintinho que você pegou. Mas se os colocamos na palma da
mão, sem fechar os dedos, de modo que sintam apenas o nosso
calor, percebem logo que não desejamos aprisioná-los, pelo
contrário, apenas aquecê-los com um pouco de nós mesmos, sem a
pretensão de exigir-lhes nada.

Foi o que sucedeu com o segundo pintinho.

Aquilo me impressionou muito e guardei a lição. Não quero dizer
que deixei de sentir ciúmes, pois isso faz parte da natureza
humana. Todavia quando o exclusivismo fala mais alto em meu
espírito, controlo-me mentalizando a figura daquele pintinho na
palma da minha mão.

Foi assim que aprendi a manter junto de mim aqueles que, pensando
seriamente, desejo que permaneçam perto do meu coração...  :-)

  Autor: Wallace Leal Rodrigues.