quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Culpado ou inocente?

Conta uma antiga lenda que na Idade Média um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.
Na verdade, o autor do crime era pessoa influente do reino e, por isso, desde o primeiro momento se procurou um "bode expiatório" para acobertar o verdadeiro assassino.

O homem foi levado a julgamento, já temendo o resultado: a forca. Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria poucas chances de sair vivo desta história.

O juiz, que também foi comprado para levar o pobre homem à morte, simulou um julgamento justo, fazendo uma proposta ao acusado para que este provasse sua inocência.
- Sou de uma profunda religiosidade e por isso vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor: vou escrever num pedaço de papel a palavra INOCENTE e no outro pedaço a palavra CULPADO. Você sorteará um dos papéis e aquele que sair será o veredicto. O Senhor decidirá seu destino - determinou o juiz.

Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papéis, mas em ambos escreveu CULPADO de maneira que, naquele instante, não existia nenhuma chance de o acusado se livrar da forca. Não havia alternativas pra o pobre homem. O juiz colocou os dois papéis em uma mesa e mandou o acusado escolher um. O homem pensou alguns segundos e, pressentindo a "vibração", aproximou-se confiante da mesa, pegou um dos papéis e rapidamente colocou na boca e engoliu. Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem.

- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber o seu veredicto?

- É muito fácil. - respondeu o homem - Basta olhar o outro pedaço que sobrou e saberemos que acabei engolindo o contrário. Imediatamente o homem foi liberado.

MORAL DA HISTORIA:

Por mais difícil que seja uma situação, não deixe de acreditar até o último momento. Saiba que, para qualquer problema, há sempre uma saída. Não desista, não entregue os pontos, não se deixe derrotar. Vá em frente apesar de tudo e de todos, creia que pode conseguir.

Aniversário De Um "Bebê"


Ontem foi meu aniversário... Eu ia completar um mês de vida... Pensei que você mamãe, fosse dar-me uma festinha como as outras mães.
Pensei que fosse dar no papai, o beijo que gostaria de dar em mim, porém a festa não foi alegre como eu esperava. Mas, você foi a farmácia comprar um presente, pena que esse presente tenha causado o fim de minha vida... Por que mãe? Por que logo no dia do meu aniversário?
Pensei que você fosse ficar feliz com a minha chegada, mas você não deixou eu caminhar nem a metade. Você barrou o meu caminho. Eu sabia que uns meses eu iria estragar sua elegância, porém eu já havia prometido a mim mesmo, ficaria bem apertadinho, eu deixaria para crescer depois que nascesse. E também teria que ficar mudo nove meses. Entretanto, mais tarde iria lhe contar a felicidade de ter você como mãe.
Olhe... eu iria conversar muito com você, quando você estivesse triste, faria tudo para brotar em seus lábios um sorriso, e quando estivesse alegre, faria tudo para que essa alegria durasse. Sabe...? Eu planejei tanta coisa!
Queria crescer bastante e depois de homem, lutaria com todas as minhas forças para que a guerra e o ódio acabasse e reinasse paz no mundo. Queria crescer para plantar no chão de minha experiência, muitas rosas, para que o perfume embriagasse os homens e os deixasse incapazes de fabricar máquinas que matam os outros homens.
Sim...! Eu queria muitas coisas mas você não sentiu isso. Por que me tirou a vida mãe? Engraçado... eu pensei que os pais amassem os filhos, a ponto de lhes dar a própria vida. Contudo... você não me deixou viver a vida que mal começara.
Olhe, este era o meu plano, quando eu estava no seu ventre. Hoje já não posso planejar nada, pois faço parte do mundo dos espíritos, onde a vida é verdadeira. Estou muito triste, pois esta foi uma das maiores oportunidades que tive, agora vou esperar até que um dia você mamãe desperte para Deus, assim eu poderei nascer de novo nos seus braços, para juntos novamente resgatarmos nossas faltas do passado...

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

ESTAREI SEMPRE AO SEU LADO”

Quando o menino ia saindo para escola, o pai lhe disse, como dizia todos os dias:
- Minha bênção! Onde você estiver, estarei ao seu lado.
Pouco depois houve um terremoto na região, derrubando quase todas as casas. O homem, que estava trabalhando fora, correu aflito para a escola. Mas que tristeza! Da escola não restou tijolo sobre tijolo. Começou a procurar o filho no meio dos escombros. Outros que já tinham vindo com a mesma finalidade, diziam-lhe:
- Não adianta procurar. Infelizmente não sobrou ninguém.
Mas ele continuou procurando. Vieram os homens do Corpo de bombeiros. Vasculharam tudo, e disseram a mesma coisa. Mas o pai continuava escavando o chão.
E assim, vieram outras pessoas dizendo para o pai:
- Não adianta mesmo. Conforme-se. Ponha nas mãos de Deus.
Mas ele continuava revolvendo terras e escombros durante horas e horas: Quero encontrar meu filho, vivo ou morto.
Até que, ao afastar uma enorme pedra, ouviu uma voz fraquinha:
- Pai... estou aqui!
- Você está bem?
- Sim, mas com muita fome e sede... Comigo estão mais 14 colegas... Éramos 36... Estamos presos em um vão, entre dois pilares... Depressa, papai.
O pai abriu uma brecha no meio dos escombros, e todos puseram sair ilesos. O menino repetia triunfante:
- Eu sabia que meu pai estava ao meu lado.

Deus não vai perguntar

Deus não vai perguntar...
que tipo de carro você costumava dirigir,
Mas vai perguntar...
quantas pessoas que necessitavam de ajuda você transportou.

Deus não vai perguntar...
qual o tamanho da sua ,
Mas vai perguntar...
quantas pessoas você abrigou nela.

Deus não vai fazer...
perguntas sobre as roupas do seu armário,
Mas vai perguntar...
quantas pessoas você ajudou a vestir.

Deus não vai perguntar...
o montante de seus bens materiais,
Mas vai perguntar...
em que medida eles ditaram sua vida.

Deus não vai perguntar...
qual foi o seu maior salário,
Mas vai perguntar...
se você comprometeu o seu caráter para obtê-lo.

Deus não vai perguntar...
quantas promoções você recebeu,
Mas vai perguntar...
de que forma você promoveu outros.

Deus não vai perguntar...
qual foi o título do cargo que você ocupava,
Mas vai perguntar...
se você desempenhou o seu trabalho com o melhor de suas habilidades.

Deus não vai perguntar...
quantos amigos você teve,
Mas vai perguntar...
para quantas pessoas você foi amigo.

Deus não vai perguntar...
o que você fez para proteger seus direitos,
Mas vai perguntar...
o que você fez para garantir os direitos dos outros.

Deus não vai perguntar...
em que bairro você morou,
Mas vai perguntar...
como você tratou seus vizinhos.

E eu me pergunto...
que tipo de respostas terei para dar?
Você quer ser feliz por um instante? Vingue-se.
Você quer ser feliz para sempre? Perdoe!

A caixinha dourada

Há algum tempo atrás, um homem castigou a sua filha de 3 anos por desperdiçar um rolo de papel de presente dourado.
O dinheiro era pouco naqueles dias, razão pela qual o homem ficou furioso ao ver a menina a embrulhar uma caixinha com aquele papel dourado e a colocá-la debaixo da árvore de Natal.
Apesar de tudo, na manhã seguinte, a menina levou o presente ao seu pai e disse: "Isto é para ti, Papá!"
Ele sentiu-se envergonhado da sua furiosa reacção, mas voltou a "explodir" quando viu que a caixa estava vazia.
Gritou e disse: "Tu não sabes que quando se dá um presente a alguém, coloca-se alguma coisa dentro da caixa?"
A menina olhou para cima, com lágrimas nos olhos, e disse: "Oh Papá, não está vazia. Eu soprei beijinhos para dentro da caixa. Todos para ti, Papá".
O pai quase morreu de vergonha, abraçou a menina e suplicou-lhe que lhe perdoasse.
Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado da sua cama por anos e, sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, pegava na caixa e tirava um beijo imaginário, recordando o amor que a sua filha ali tinha colocado.
De uma forma simples, mas sensível, cada um de nós tem recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional e beijos dos nossos pais, filhos, irmãos e amigos...
Ninguém tem uma propriedade ou posse mais bonita que esta.
Autor: desconhecido

SUCESSO

Nós estamos em plena era da competição intensa, concorrência, pressão, busca frenética de resultados... Certamente, você se pergunta:
- Para que serve tudo isso?!
Quando olho as pessoas procurando desesperadamente o sucesso e abandonando a sua felicidade, logo penso:
- Esse jogo não vai dar certo. O final desse filme vai ser ruim... Sucesso sem felicidade é o começo da desgraça humana!
Precisamos ser competentes e competitivos, sim, mas principalmente, devemos tentar ser felizes, pois a felicidade não é algo que vamos encontrar em bens materiais. O único lugar para encontrá-la é no fundo do coração.
Muita gente luta tanto para ter uma casa na praia e, quando isso acontece, não aproveita. Quantas pessoas se sacrificam para ir à Europa, mas passam o dia todo dentro do hotel.
Quando eu era recém-formado, tive a oportunidade de trabalhar em um hospital de pacientes terminais. Depois de algum tempo, o médico já sabe quando chegou momento do paciente passar para o outro lado. Como sempre senti amor pelos seres humanos, dava um jeito de estar junto à pessoa em seus últimos minutos de vida.
Acompanhei muitas delas nestes momentos angustiantes e a grande maioria via a morte com muita frustração e arrependimento, devido à maneira como viveram e conduziram suas vidas. Algumas diziam:
- Doutor, sempre me sacrifiquei. E agora que ia começar a viver, estou morrendo. Isso não é justo... Por favor, não me deixe morrer!
Muita gente pensa que a morte é inevitavelmente frustante e desesperadora, mas isto não é verdade. Quando a pessoa vive plenamente em determinado momento ela quer conhecer a próxima estação. Assim como uma criança que teve a infância plena quer avançar para a adolescência...
A morte, na verdade, é mais uma viagem. Mas a grande maioria das pessoas morre absolutamente frustrada por não ter aproveitado a vida e se arrepende por não ter usufruído bem da grande dádiva que é a vida.
Jamais vi alguém arrependido por não ter sido egoísta. Jamais vi alguém arrependido por não ter massacrado alguém. Todos se arrependiam por não ter amado mais, por não ter gozado mais a vida. Arrependiam-se por não ter feito amigos, não ter "curtido" os seus filhos, não ter vivido um grande amor, não ter ido atrás dos seus sonhos. E, nesse momento, as pessoas percebiam que as coisas mais importantes da vida são as mais simples.
A felicidade é feita de coisas simples como amigos, filhos, família e companheirismo. E o mais importante: o melhor momento para ser feliz é agora! Assim, não espere a promoção ou a aposentadoria para começar a ser feliz. Seja feliz todos os dias! Nem que seja um pouco, mas todos os dias! Afinal, a sensação de ser feliz é o melhor combustível para sentirmos que viver vale a pena. E como vale!
Se seu trabalho é fonte de angústias, pare para refletir nos seguintes pontos: será que estou no lugar certo? Será que estou no emprego que corresponde ao meu talento? Será que quero passar a minha vida inteira fazendo isso? Se você não está feliz, mude de profissão, de emprego, ou aprenda mais para conseguir um lugar melhor.
Apesar dos problemas que sempre vão parecer um sacrifício, não faça algo apenas por obrigação, procure sempre ter muito prazer no que faz. Viva sempre com muita paixão. Quando a pessoa faz o que gosta, os outros não conseguirão diferenciar se ela está trabalhando ou se divertindo.
Sucesso é quando as crianças sorriem para você e os cachorros abanam rabo quando você chega.
Vitória é quando a sua filha(o) tem orgulho de você.
Êxito é quando acorda de manhã e o dia não pesa em seus ombros. Quando você consegue deixar o mundo um pouquinho melhor a cada dia.
Sucesso de verdade, mesmo, é quando você coloca a cabeça no travesseiro para dormir e o grande criador olha para você com sua doçura infinita e lhe diz:
- Obrigado meu filho, por continuar a minha obra.

A DOR DO ABANDONO


Era uma manhã de Sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura. De quem se trata? Quase ninguém sabe. Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas. Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.
Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações. Eram anotações sobre a dor... Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos... Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento, grafado em algumas frases:
Onde andarão meus filhos? Aquelas crianças ridentes que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão? Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer olá, mamãe? Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão... Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar Sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho...
Os dias passam... e com eles a esperança se vai... No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei... Mas, agora... Como esquecer que fui esquecida?
Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia? Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfazê-lo. Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima... Queria saber dos meus filhos... Dos meus netos... Será que ao menos se lembram de mim? A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... Que a arrastam sem misericórdia... Para longe de mim.
Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim... É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria... Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... Que eu vivo... Que eu sinto...
Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso... Que a vida continua após a morte, de uma outra forma... Mas com certeza a minha matéria, a minha mente, o meu eu dessa vida que vivo agora, com o nome que tenho... Nunca mais existirá! E quando a morte chegar, só restará a saudade que com o passar do tempo se ameniza... (Se é que alguém vai sentir saudade de mim, já que não sentem enquanto ainda estou viva neste asilo).
Sinto que a minha hora está chegando... Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse. E que elas pudessem tocar os corações dos filhos que internam seus pais em asilos, e jamais os visitam... Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Lições do Viver

Se a desilusão atingir sua alma, devastando seus sonhos e ofuscando novas possibilidades, pense na infinidade de caminhos que podem se abrir para você em apenas um dia, uma hora, um minuto.

Se a frustração acariciar friamente sua face, fazendo-te cair diante dos obstáculos, olhe para trás e veja o quanto você já caminhou e o quanto cresceu colhendo em cada trilha amigos sinceros, amores, experiências inesquecíveis.

Se as palavras de insulto e humilhação agredirem a sua integridade, lembre-se de que elas são frutos da maldade e da inveja, vire-se e continue a caminhar sem dar ouvidos aos fracos de alma que as pronunciam:

Um dia eles entenderão porque são completamente sós.

Se a preocupação com os encargos do dia-a-dia tomar sua mente e enfraquecer o seu corpo, despertando o nervosismo e o estresse, olhe o horizonte e tente descobrir as saídas para os problemas ao invés de lamentar e achar que eles são piores do que realmente são.

Se a solidão sussurrar em seus ouvidos palavras melancólicas, não se esqueça de que em cada dia, em cada instante, você conhece pessoas novas e que uma delas, no futuro, será o grande amor da sua vida, aquela pessoa que te fará acreditar em noites iluminadas, que estará sempre ao seu lado e juntos vocês terão muito a aprender.

Se a tristeza insistir em te acompanhar, saiba enxergar a felicidade nas pequenas coisas da vida, numa conversa com os amigos, na brincadeira com o cachorro, ou no jogo de damas com seu avô.

Rotina é uma palavra que não existe, pois cada dia traz consigo pequenas surpresas e cada pequeno gesto guarda uma imensa felicidade.

E depois de tudo isso, olhe para si mesmo e veja o quão especial você é, imagine o quanto pode fazer pelo mundo e pelas pessoas, valorize as suas qualidades e tente corrigir seus defeitos (o que é realmente difícil) e saiba o quanto é privilegiado por poder caminhar, cair e aprender comos erros, por ser capaz de escrever uma história única, como nenhuma outra.

Autor desconhecido

Lição nobre

Era uma tarde de domingo ensolarada na cidade de Oklahoma. Bobby Lewis aproveitou para levar seus dois filhos para jogar mini-golf.

Acompanhado pelos meninos dirigiu-se à bilheteria e perguntou:

-- Quanto custa a entrada?

O bilheteiro respondeu prontamente:

-- São três dólares para o senhor e para qualquer criança maior de seis anos.

-- A entrada é grátis se eles tiverem seis anos ou menos. Quantos anos eles têm?

Bobby informou que o menor tinha três anos e o maior, sete.

O rapaz da bilheteria falou com ares de esperteza:

-- O senhor acabou de ganhar na loteria, ou algo assim?

Se tivesse me dito que o mais velho tinha seis anos eu não saberia reconhecer a diferença.

Poderia ter economizado três dólares.

O pai, sem perturbar-se, disse:

-- Sim, você talvez não notasse a diferença, mas as crianças saberiam que não é essa a verdade.

Tantas vezes, para economizar pequena soma em moedas, desperdiçamos o tesouro do ensinamento nobre e justo.

Nesses dias de tanta corrupção e descaso para com o ser humano, vale a pena refletirmos sobre que exemplo temos sido para os outros.

Sejamos, assim, cartas vivas de lições nobres para serem lidas e copiadas pelos que convivem conosco.

Lição do Rio


E o rio corre sozinho. Vai seguindo seu caminho, não necessita ser empurrado.

Pára um pouquinho no remanso, apressa-se nas cachoeiras, desliza de mansinho nas baixadas, precipita-se nas cascatas. Mas, no meio de tudo isso vai seguindo seu caminho, sabe que há um ponto de chegada, sabe que seu destino é para frente.

O rio não sabe recuar. Seu caminho é seguir em frente. É vitorioso. Abraçando outros rios, vai chegando no mar. O mar é sua realização. É chegar ao ponto final, é ter feito a caminhada, é ter realizado totalmente seu destino.

A vida da gente deve ser levada do jeito do rio. Deve-se deixar que corra como deve correr, sem apressar e sem represar, sem ter medo da calmaria e sem evitar as cachoeiras, na liberdade do leito da vida, sabendo que há um ponto de chegada.

A vida é como o rio. Por que apressar? Por que correr se não há necessidade? Por que empurrar a vida? Por que chegar antes de se partir? Toda natureza não tem pressa. Vai seguindo seu caminho. Assim é a árvore, assim são os animais.

Tudo o que é apressado perde o gosto e o sentido. A fruta forçada a amadurecer antes do tempo perde o gosto. Tudo tem seu ritmo. Tudo tem seu tempo. E então, por que apressar a vida da gente?

Seja como um rio. Livre dos empurrões dos outros, livre das poluições alheias. Rio original, limpo e livre. Rio que escolheu seu próprio caminho, rio que sabe que tem um ponto de chegada, que sabe que o tempo não interessa.

Não interessa ter nascido a mil ou a um quilômetro do mar. Importante é chegar ao mar. Importante é dizer:
CHEGUEI. E PORQUE CHEGUEI, ESTOU REALIZADO.

A gente deveria dizer: NÃO APRESSE O RIO, ELE ANDA SOZINHO. Assim deve-se dizer a si mesmo e aos outros:
NÃO APRESSE A VIDA, ELA ANDA SOZINHA.

Deixe-a seguir seu caminho normal. Interessa saber que há um ponto de chegada e saber que se vai chegar lá. É bom viver do jeito do rio!

LIÇÃO DE VIDA


No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda.

Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro.Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim. Um lindo que iluminava todo o seu ser.

Ela disse:"Ei, bonitão.
Meu nome é . Eu tenho oitenta e sete anos de idade.

Eu ri, e respondi entusiasticamente: "É que pode!", e ela me deu um gigantesco apertão.

Não resisti e perguntei-lhe: "Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade?", e ela respondeu brincalhona: "Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar."

"Está brincando", eu disse. Eu estava curioso em saber o que a haviamotivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse: "Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!"

Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um milkshake de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente. Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar. Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do " compartilhar sua experiência e sabedoria comigo.

No decurso de um ano, Rose tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse. Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida! No fim do semestre nós convidamos Rose para falar no nosso banquete de . Jamais esquecerei o que ela nos ensinou.

Ela foi apresentada e se aproximou do podium. Quando ela começou a ler a sua fala, já preparada, deixou cair três, das cinco folhas no chão. Frustrada e um pouco embaraçada, elapegou o e disse simplesmente: "Desculpem-me, eu estou tão nervosa! Eu não conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então deixem-me apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei."

Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou: "Nós não paramos de jogar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de jogar.Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguir o sucesso.

Primeiro, você precisa rir e encontrar humor em cada dia.

Segundo, você precisa ter um sonho. Quando você perde seus , você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam!

Terceiro, há uma enorme diferença entre envelhecer e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos.

Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um, mais cedo ou mais tarde ficará mais velho. Isso não exige talento nem habilidade, é uma conseqüência natural da vida. A idéia é crescer através das oportunidades.

E por último, não tenha remorsos. Os velhos geralmente não se arrependem por aquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As lágrimas mais amargas diante de um túmulo, são mais por palavra não ditas do que por palavras ditas, portanto, não tenha medo de viver.

Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa". Ela desafiou a cada um de nós a estudar e vivê-la em nossa vida diária. No fim do ano Rose terminou o último ano da faculdade que começara há tantos anos atrás.

Uma semana depois da formatura, Rose morreu tranqüilamente em seu sono.

Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de seu exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser, se realmente desejar.

"Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional".