quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O CRUCIFICADO


JOÃO 19 (17-18)

17 E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota,

18 Onde o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio.

Diálogo no céu




- Marriel...Marriel!
- Sim meu Senhor, aqui estou.

- Marriel, quero o relatório de sua visita a casa daquela pessoa que tanto tem clamado por ajuda e que você foi encarregado de auxiliar.
- Bom, meu Senhor, conforme seu pedido, dirigi-me para a casa da pessoa com mais 4 querubins escolhidos a dedo para sondarmos a real situação da pessoa. Na primeira semana observamos seus atos, pensamentos e atitudes e pudemos notar que é uma pessoa muito religiosa, mas cuja fé, ainda é mais ligada a conceitos do que a fé racional e verdadeira. Pela casa encontramos uma mistura de imagens de santos, com incensos, pedras, cristais, velas, e uma salada completa de religiões e doutrinas, fazendo com que a pessoa nem saiba para quem pedir...

- Hum...continue...
- Bom, a situação mais grave é a financeira, devido ao descontrole nos gastos e excesso de cartões e talões de cheque, nosso "protegido" passou a gastar além dos seus limites e em pouco tempo, transformou a sua vida em um tormento de cobradores e ligações sem fim, e para piorar, não nos ouve nem cutucando, nem em sonho e muito menos acordado.

- Por que você diz isso?
- Porque chegamos bem na hora em que ele estava se dirigindo a um agiota que iria fazer um empréstimo a juros extorsivos. Acredita que ele foi ao local e durante o trajeto orava para que tudo desse certo?. Olha, nós tentamos de tudo para mostrar a ele o erro que iria cometer, mas aqueles outros "anjos" que o Senhor conhece bem, estavam ao lado dele fazendo sugestões de que tudo iria se resolver, que seria bom, que ele teria paz. Nós dizíamos que seria mais uma dívida, mais uma loucura, que não se paga dívidas com novas dívidas, mas ele nem nos ouvia...

- E então...
- Então, ele conseguiu mais uma dívida. O dinheiro que ele pegou evaporou em segundos, e 3 semanas depois ele já estava desesperado com mais um pagamento para fazer e já pensava em vender o automóvel que mal acabara de pagar. Tentamos de tudo, mostramos no sonho as contas que nosso anjo matemático fez, e mesmo mostrando que a venda dos bens só iria piorar a situação, ele estava mais uma vez, cercado por aqueles "anjos" que o Senhor conhece bem e preferiu ouvir a "voz doce" da ilusão.

- Como ele está agora?
- Mal, muito mal!. Não tem mais carro, nem casa, nem ânimo para trabalhar, nem coragem de se levantar. A cabeça parece um formigueiro de idéias, mas os "anjos" que o Senhor conhece estão colocando uma idéia fixa de que a morte é a solução, que o único caminho é o suicídio, e já preparam um lugarzinho especial para ele, naquele canto de dor que o Senhor conhece bem...

- E vocês? O que estão fazendo?
- Ora Senhor, estamos nos esforçando de todas as maneiras dentro da liberdade que ele possui para decidir o que quer da vida. Ora ele ora para o Senhor e pede ajuda, ora se revolta com o Senhor e chora. Mas, na hora em que chegamos e tentamos falar através da intuição, dos sonhos, dos amigos, e até de mensagens via Internet, afinal de contas, somos anjos modernos, nem assim ele se anima, e sabe por que Senhor?

- Eu sei queridos anjos, Eu sei...
- Pois é Senhor, o Senhor tudo sabe. Sabe bem que o ser humano ainda prefere a ilusão das facilidades, preferem a cama luxuosa ao sono reparador, escolhem a casa pela fachada sem reparar nas energias do local, comparam as pessoas pelo que vestem e não pelo caráter que possuem, e quando a dor os visita, passam a arrumar mil desculpas e dez mil culpados pela situação que eles mesmos criaram. Endurecem o coração, fecham as janelas da vida e as portas do coração. Oram mecanicamente, pedem ajuda, mas se trancam, não reagem, não aceitam a luta.

- Mas, não podemos desistir, sabes bem que "eles" ainda são crianças imaturas, que estão em crescimento...
- Sim, já solicitei reforços. Hoje mesmo estaremos lá com mais de 100 querubins e vamos fazer de tudo para levantar essa alma em conflito. Posso pedir um favor especial?

- Claro, o que seria?
- Aumenta o nosso estoque de paciência e duplique nossa capacidade de amar, porque ajudar os humildes é moleza, mas levantar os orgulhosos e os cegos da alma, é tarefa gigante e precisamos do Teu amor. Que o Senhor nos abençoe.

- Amém.
AUTOR DESCONHECIDO

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

JESUS É O SUPREMO JUIZ


JOÃO 19 (13-16)

13 Ouvindo, pois, Pilatos este dito, levou Jesus para fora, e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico Gabatá.

14 E era a preparação da páscoa, e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso Rei.

15 Mas eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso Rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César.

16 Então, conseqüentemente entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus, e o levaram.

Braços abertos



Não há nada mais animador do que quando Deus responde nossas orações por achar algo que perdemos. No meu caso, era uma criança perdida.

Não havia nada de raro naquele dia. Começou como qualquer outro. Era uma tarde quente de verão e os meninos estavam em casas de amigos. Pelo meio da tarde eu decidi comprovar. Fiquei atordoada quando fui verificar Tim e seu amigo me disse que ele tinha saído há algum tempo.
- Saído! Eu disse - Onde ele foi?
- Eu não sei, seu amigo disse, meio embaraçado.

Então comecei a fazer contatos. Verifiquei com cada amigo de Tim. Seguramente, alguém deve tê-lo visto, eu pensei. Mas não foi o caso. Em nenhum lugar que eu procurei eu consegui alguma pista.

Quando não tinha mais nenhum amigo à procurar, eu fiquei maluca. Minha preocupação aumentou ainda mais quando passou da hora do treino de futebol. Tim não gosta de perder o futebol. Agora era a hora de chamar a polícia. Enquanto esperava por sua chegada, procurei por uma foto atual e tentei lembrar como e o que ele usava naquele dia.

A hora do jantar passou e nenhum sinal de Tim. Enquanto em minha mente passava uma dúzia de cenários, meu coração temeroso orava à Deus.

Finalmente, às 8:00 da noite a caçada terminou. Olhei para fora e vi meu filho suado e cansado, empurrando sua bicicleta com os dois pneus furados. Tinha ido pescar à doze quilômetros de casa e teve que empurrar sua bicicleta por todo o caminho de volta. A visão dele evocou minhas emoções. Eu não estava segura se eu deveria puni-lo ou beijá-lo. Rapidamente dei-lhe um abraço enorme e um beijo.

Depois desta experiência, comecei a pensar no coração de Deus. Eu sei o que se sente quando sua criança está perdida e tudo o que você quer é que ela volte para casa, para você. Quando nos afastamos de Deus, Ele anseia por nos ver de volta à Ele, como um pai com uma criança perdida. E assim como fiz com meu filho, Ele nos receberá com os braços abertos!

AUTOR DESCONHECIDO

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

SÓ DEUS TEM AUTORIDADE


JOÃO 19 (9-12)

9 E entrou outra vez na audiência, e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta.

10 Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?

11 Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.

12 Desde então Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamavam, dizendo: Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César.

Um ato de amor


Aquele era um dia dos mais felizes na vida de André. Afinal, ele iria realizar seu grande sonho: mergulhar na piscina grande do clube.

Seu pai havia lhe prometido que, quando ele completasse cinco anos de idade, poderia entrar na piscina dos adultos. Na companhia do pai, é claro.

O pequeno André estava radiante naquela manhã ensolarada de domingo. Ele e o pai chegaram cedo ao clube. E como o pai precisava fazer o exame médico, pediu ao filho que o aguardasse por alguns minutos.

Mas André, que não via a hora de pular naquele mar de águas azuis, tão logo o pai se afastou, correu para a piscina e mergulhou com vontade.

Foi só depois do mergulho que ele se deu conta de que aquela piscina não tinha fundo. Acostumado com a piscina rasa onde sentia seus pezinhos firmes no chão, não desconfiava que a piscina grande era diferente.

Aqueles foram os segundos mais dolorosos da sua existência... A água entrando em seus pequenos pulmões... Seus bracinhos frágeis tentando alcançar a superfície, respirar... Tudo em vão.

Ao redor, o silêncio...

André percebeu que não adiantava mais lutar... Resolveu parar de se debater e dormir...

Tudo foi ficando longe, a angústia passou e ele sentiu que uma mão iluminada se estendia na sua direção...

Percebeu, ao longe, um túnel de luz que o atraía... Entregou-se àquele sono diferente... E nada mais percebeu.

Algum tempo depois André recobrou os sentidos, mas já não estava mais na água, estava no hospital... Os pais, em desespero, vibraram quando ele deu os primeiros sinais de vida...

Os anos se passaram e André nunca esqueceu aquele episódio.

Na sua juventude, foi que seu pai lhe contou como ele havia sido salvo. Um homem bom que passava pela piscina naquele dia distante, viu algo estranho no fundo da água e perguntou a outro homem, que também estava nas proximidades, o que era aquilo.

O outro disse que talvez fosse um desses garotos testando por quanto tempo poderia ficar sem respirar.

Mas o homem bom não se contentou com a resposta. Mergulhou imediatamente e descobriu o corpo do garoto, quase sem vida. Retirou-o da água e constatou que seu corpo já estava todo roxo. Não podia perder nenhum minuto. Começou ali mesmo os procedimentos para reavivar aquele corpinho inerte. Com as técnicas adequadas conseguiu reativar seu coraçãozinho e o garoto foi levado às pressas para o hospital.

Mas o mais importante dessa história, foi o homem que salvou a vida de André. Como ele sabia as técnicas exatas para efetuar aquele salvamento? Na verdade essa habilidade lhe custou muito caro. Um dia ele viu seu filho pequeno morrer daquela mesma forma, porque não sabia o que fazer...

Com o coração dilacerado de dor, aquele pai prometeu a si mesmo que jamais deixaria alguém morrer na sua frente por falta de socorro. Fez cursos e aprendeu todos os procedimentos para atendimentos de emergência. E foi assim que ele conseguiu fazer com que o pequeno André recuperasse os sinais vitais e conseguisse chegar vivo até o pronto socorro.

Tudo porque aquele pai não se deixou abater pela dor. Pelo contrário, viu na dor um grande desafio. O desafio de ser um agente de Deus junto aos seus filhos. O desafio de ser um agente do bem.

Um pai... Uma dor... Uma nobre decisão... Um grande exemplo.

E quanto a André? Terá feito jus a essa segunda chance recebida? Sim, é claro! Hoje ele é o jovem pai de dois meninos. Seus pulmões foram poupados para que ele fosse um excelente saxofonista e alegrasse o mundo através da música.

Um garoto e seu sonho inocente... Um homem bom... Uma bela história...
AUTOR DESCONHECIDO

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

JESUS É O HOMEM ,FILHO DE DEUS


JOÃO 19 (4-8)

4 Então Pilatos saiu outra vez fora, e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum.

5 Saiu, pois, Jesus fora, levando a coroa de espinhos e roupa de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem.

6 Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, clamaram, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele.

7 Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus.

8 E Pilatos, quando ouviu esta palavra, mais atemorizado ficou.

O vôo do beija-flor


O sol ainda não havia surgido no horizonte, quando uma mulher bateu à porta do casebre. O Mestre meditava, enquanto Nashi, o discípulo, despertava de seu sono.
- Entre, disse o Mestre sem abrir os olhos.

A mulher entrou, observando o interior rústico do casebre. Sentou-se ao lado de Mahatma e disse:
- Senhor, preciso de seu socorro. Meu marido me abandonou, trocando-me por outra mulher. Eu o amo muito e não quero vê-lo com outra. O que devo fazer, Mestre?

Sentindo todo o sofrimento daquela mulher, o sábio abriu os olhos e respondeu:
- Mate-o. Se ele não viver contigo, não viverá com outra.

Nashi, o discípulo, por pouco não caiu de sua cama. Jamais imaginou que seu Mestre pudesse orientar alguém para o mal, principalmente numa circunstância de fragilidade, como se encontrava aquela mulher.

Sentindo-se aliviada com o conselho de Mahatma, a moça concordou que esta seria a melhor saída para não ver seu grande amor com outra mulher.

O Mestre disse:
- Vá à mata, na cachoeira da grande cascata. Lá você vai encontrar uma planta pequena com rosas amarelas. Colha algumas folhas, ferva chá e dê ao seu marido. Não lhe restará mais do que cinco minutos de vida.

A mulher foi-se. Seguiu rumo à cachoeira. Estava decidida a encontrar um meio de acabar com a vida do homem que tanto amava. Ao chegar próximo à cascata, a mulher viu uma criança de 10 anos, sentada próxima a algumas flores, admirando o bailado de um
beija flor. A criança estava tão fascinada com o pássaro que não notou que a moça a observava, admirada. Assim ficaram até que o beija flor foi-se embora. Então a moça aproximou-se:
- Vejo que você gostou muito do beija-flor!
- Sim! Estou apaixonada por sua beleza. Pena que ele foi embora.
- Por que você não o pegou e o levou consigo? Estava tão próximo de ti!
- Não dona! Não posso tirar a liberdade de uma criatura que nasceu para ser livre, apenas para satisfazer os meus desejos. Fui feliz enquanto ele bailou para mim e serei feliz sempre que puder lembrar da beleza de suas cores e da graça de seu vôo. Colocá-lo numa prisão seria condená-lo à morte. Há muita coisa bonita nesse mundo, para que eu possa ver, sem a necessidade de sacrificar tão belo pássaro.

A moça refletiu no que acabara de ouvir. Não colheu as folhas e seguiu para sua casa.

Naquele instante, não muito longe dali, num casebre rústico, um velho de olhos fechados, sentindo o silêncio profundo de seu discípulo, disse:
- O amor verdadeiro é composto de amizade e sinceridade. O falso amor é feito de amizade, sinceridade e egoísmo. Feliz é o homem que sabe reconhecer na fraqueza do próximo o limite para o seu egoísmo. E mais feliz será este homem se souber sentir no
egoísmo dos outros, a luz que ilumina a sua evolução.

Nashi, o discípulo não compreendeu.

AUTOR DESCONHECIDO

O salvamento


Um menino vivia com sua avó quando sua casa incendiou-se. A avó, tentando alcançar o andar superior para salvar o menino, morreu nas chamas. Os gritos do menino por ajuda finalmente foram respondidos por um homem que subiu por um cano de esgoto de ferro e voltou para baixo com o menino pendurado ao seu pescoço.

Várias semanas mais tarde, uma audiência pública foi realizada para determinar quem receberia a custódia da criança. Um fazendeiro, um professor e um cidadão bem sucedido do povoado apresentaram suas razões pelas quais sentiam que deveriam ser escolhidos para dar um lar ao menino.

Enquanto conversavam, os olhos do menino permaneciam fixos no chão. Então, um estranho avançou e lentamente tirou as mãos dos bolsos, revelando terríveis cicatrizes nelas.

Enquanto a multidão assistia, o menino chorou em reconhecimento. Aquele era o homem que tinha salvado sua vida. Suas mãos tinham sido queimadas quando subiu o cano quente. Com um salto o menino jogou seus braços em torno do pescoço do homem.

Os outros homens silenciosamente saíram, deixando o menino com seu salvador. Aquelas mãos danificadas tinham encerrado o assunto.

Este relato é bom para nos fazer lembrar que há alguém cujo corpo teve as mãos terrivelmente feridas por pregos numa missão de salvamento. É este alguém que, acima de qualquer interesse, merece ter a nossa custódia e por nossa própria e espontânea vontade.
AUTOR DESCONHECIDO

domingo, 12 de dezembro de 2010

A REALEZA DO MUNDO É CACOADA


João 19 (1-3 )

1 Pilatos, pois, tomou então a Jesus, e o açoitou.

2 E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça, e lhe vestiram roupa de púrpura.

3 E diziam: Salve, Rei dos Judeus. E davam-lhe bofetadas.

Segunda Chance



Um Empresário chegou em casa e muito cansado, se acomodou no sofá da sala...

Alguns minutos depois, se deu conta que ninguém estava em casa. Nem a Esposa e nem suas lindas duas filhas. Carmem de 17 anos e Regina de 15 anos. Foi até a cozinha e não encontrou Dona Maria, a empregada de longa data.

Esbravejando em razão da ausência de todos, teve que preparar seu próprio jantar, na verdade, ele pensou em fazer isso, mas seu cansaço o desanimou e então, foi logo tomar seu banho.

Enquanto tomava sua deliciosa ducha, tentava sem sucesso, se desligar dos assuntos de sua Empresa, aliás, sua grande e bem sucedida Empresa.

Após o banho, foi até a cozinha e se serviu de um suco e retornou pra sala, quando começou a sentir uma pontada no peito e a cada passo que dava, a dor aumentava e aterrorizado, percebeu que estava tendo um enfarto.

Tentou se aproximar do telefone para pedir ajuda, mas caiu ao chão. Diante daquela dor insuportável, e ninguém por perto para ajudar, sentiu que a morte era inevitável e enquanto a dor batia forte no peito, notou que uma luz ao longe se aproximava... e enquanto mais a luz se aproximava dele, percebeu que a dor ia diminuindo gradativamente.

A luz era intensa e apesar do medo que o apavorava, pensou em sua mulher e em suas filhas, e chorou... Imóvel. Calado e deitado ao chão, não sentia mais dor...

A Luz estava por toda parte e não se atreveu a se mexer e por ali ficou... esperando a morte chegar...
- Enfarto? Morri de enfarto! Seus pensamentos estavam descontrolados e assim, as imaginações afloravam as idéias. Porém, de uma coisa tinha certeza: Eu não queria ter morrido! Pensou ele!

Lágrimas rolaram de seus olhos e naquele momento de reflexão, viu que apesar de tanta riqueza que tinha, ficou indefeso diante de uma simples dor no peito.
- Aqui estou, inerte esperando a morte chegar. E que me adianta toda a minha fortuna? Não posso me mover... Tenho o poder de mandar em muitos homens e mulheres, mas não posso mandar que essa dor se afaste de mim...

Começou a pensar nas coisas que poderia ter feito e não o fez.
Nas alegrias que poderia ter proporcionado e não o fez.
Nos passeios que poderia ter feito e não o fez.
Nas férias que poderia ter tirado e não o fez.
- O que me adiantou ter casas, apartamentos, carros, fazenda e uma vida de completo luxo?!

Então, lentamente, o brilho daquela luz fui diminuindo... e nervoso, começou a gritar...
- Não, não... eu não quero morrer! Minhas filhas... minha esposa... Por favor não... em fim, a luz se apaga!

O Silêncio e a Escuridão se fizeram presente... De repente...
- Pai... Pai... Acorde!... O Senhor está dormindo no sofá? Pegou no sono Pai?
- Ahhh ... estou vivo? Meu Deus! Minhas Filhas queridas... Minha esposa querida... Vocês estão aqui? Então foi tudo um sonho?

Depois de algum preciosos segundos, aliviado, o Empresário sentou-se no sofá, olhou para suas filhas e sua mulher que estavam assustadas, embora chorando, sorriu e disse!
- Obrigado meu Deus!
AUTOR DESCONHECIDO