quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Quem observa o vento, nunca semeará


eremos entender tudo, saber tudo, ter a ciência e as ferramentas e construir um mundo que, na realidade, está muito além de nós.

Cada dia que passa nos surpreendemos com os acontecimentos, como se não fossem previsíveis e tentamos construir à nossa volta a redoma que vai nos proteger e dar abrigo aos nossos.

O que acontece aos outros pode nos acontecer, como o ar que invade cada narina dos animais e dos homens e os torna iguais, mortais e dependentes de uma força Maior. Essa realidade às vezes nos choca, como se não fôssemos, cada um, o outro para um outro.

E ter consciência da vida, da sua fragilidade e beleza não deveria nos intimidar.

Cada dia basta a si mesmo e se as dores de ontem continuam doendo no peito, as possíveis alegrias do amanhã devem nos fazer olhar para o momento presente e construir com ele o melhor que podemos com as nossas mãos.

Precisamos viver agora como se o instante seguinte não fosse existir e fazer de cada momento o mais precioso de todos. Precisamos dar de nós com a consciência que o que fazemos ou deixamos de fazer fica enraizado nos que prosseguem nosso caminho.

O amor, o ódio, a esperança e a desilusão são sementes que plantamos. O sorriso é o sol que oferecemos e o abraço o calor que abriga a vida. Cada instante temos escolhas, cientes ou inconscientes e elas constroem o que somos ou deixamos de ser.

Quem observa o vento, nunca semeará. Mas aquele que estuda seu coração e olha para o Alto, esse possuirá campos imensos e nada lhe será recusado. Deus ama ao que dá com alegria e oferece com alegria ao que ama.

Se tiver que deixar uma herança aqui na terra, que seja esta: o bem que você fez sem contar e sem escolher.

Somos todos sim, construídos do mesmo barro, mas nosso coração se modela cada dia, com cada lição, cada porta que abrimos, cada mão que oferecemos.

Letícia Thompson

terça-feira, 14 de setembro de 2010

JESUS É UM HOMEM PERIGOSO



LUCAS 23 (13-25)

13 E, convocando Pilatos os principais dos sacerdotes, e os magistrados, e o povo,

14 Disse-lhes: Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem.

15 Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte.

16 Castigá-lo-ei, pois, e soltá-lo-ei.

17 E era-lhe necessário soltar-lhes um pela festa.

18 Mas toda a multidão clamou a uma, dizendo: Fora daqui com este, e solta-nos Barrabás.

19 O qual fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade, e de um homicídio.

20 Falou, pois, outra vez Pilatos, querendo soltar a Jesus.

21 Mas eles clamavam em contrário, dizendo: Crucifica-o, crucifica-o.

22 Então ele, pela terceira vez, lhes disse: Mas que mal fez este? Não acho nele culpa alguma de morte. Castigá-lo-ei pois, e soltá-lo-ei.

23 Mas eles instavam com grandes gritos, pedindo que fosse crucificado. E os seus gritos, e os dos principais dos sacerdotes, redobravam.

24 Então Pilatos julgou que devia fazer o que eles pediam.

25 E soltou-lhes o que fora lançado na prisão por uma sedição e homicídio, que era o que pediam; mas entregou Jesus à vontade deles.

Tudo de bom pra você


Aprenda a viver os momentos bons de sua vida, aprenda a guardar dentro de você os sentidos, os cheiros, as palavras doces, as emoções que realmente importam. Limpe o seu coração das brigas, das promessas não cumpridas, viva a realidade sim, mas viva com o lado bom das notícias, das pessoas, das coisas. Não perca tempo com discussões bobas, não queira ter sempre a razão. Que importa a razão quando podemos dar um beijo apaixonado e demoradamente doce? Que importa a sua certeza diante da grandeza de ser humilde e reconhecer nossas fraquezas? Pare de exigir as coisas dos outros, faça mais a sua parte: quer carinho? que sua palavra seja sempre doce aos ouvidos. quer paz? que sua palavra não ofenda. quer liberdade? que sua palavra não calunie nunca. quer ser feliz? que sua palavra seja sim quando puder ser sim, e não quando precisar ser não. quer cativar as pessoas? seja sincera, mas não queira impor a sua verdade. quer um grande amor? seja ele, viva em você um grande amor, não espere alguém te cativar, cative alguém. Um último toque para sua estrada da vida, muitas pessoas vão passar por você e algumas você vai se ligar, outras serão esquecidas, poucas vão te marcar profundamente, mas todos vão ter uma impressão sua, vão levar uma ideia de você, que essa impressão seja sempre a melhor, a mais honesta possível, isso garante bons fluídos, garante paz interior e no fim de tudo garante a nossa felicidade. Hoje é um dia maravilhoso para ser feliz, depende da sua disposição de aceitar o que o Universo tem de bom para você. QUE JESUS O PROTEJA NESSE NOVO DIA
AUTOR DESCONHECIDO

Você já fez uma reforma na sua casa?


Quem já fez sabe o que isso significa. "Reformar a casa é sempre um ranstorno. Tudo fica fora do lugar. O sofá cede espaço a um monte de areia. Há cimento por toda a parte e o cheiro de tinta se espalha no ar. De pouco adianta o planejamento e os prazos. Sempre surgem vazamentos inesperados, serviços mal feitos e outros imprevistos que aumentam o orçamento e o tempo para terminar a obra. Para evitar aborrecimentos, há quem prefira passar a vida sem qualquer mudança, optando por se acomodar às falhas e imperfeições.

Mas quem se aventura a enfrentar o desafio recebe, como recompensa, mais conforto e muito prazer. Nossa vida é como nossa casa. Um lar que podemos manter como está, ou então, reformar, aumentar, redecorar, por abaixo se for preciso, para reconstruir um jeito melhor. Colocar a vida em obras é também um grande transtorno, com um agravante: você não pode abandoná-la temporariamente, hospedando-se em outro lugar.

Tem que aprender a conviver com a areia, o cimento, a dividir o seu espaço com o pedreiro, o pintor, a desviar de tijolos, dormir com cheiro de tinta, e trabalhar normalmente, ao som do martelo e da serra. Como se não bastasse, vai chegar a um ponto em que, ao contemplar tudo isso, você vai ter a nítida sensação de que a desordem não terá fim, e amargará o dia em que decidiu abandonar a comodidade do óbvio para buscar novos horizontes, usando a vocação e os talentos que deus lhe deu. Mas, aos poucos, tudo vai tomando forma.

O que foi projeto ganha contornos de lar resplandecente, novo. Angústias e aborrecimentos ficam no passado e a realidade nova é digna de se admirar. Por maior que seja a dificuldade de perseguir um sonho, maior ainda é a alegria de vê-lo se concretizar".
AUTOR DESCONHECIDO

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O SILÊNCIO DE JESUS


Lucas 23 (6-12)

6 Então Pilatos, ouvindo falar da Galiléia perguntou se aquele homem era galileu.

7 E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também naqueles dias estava em Jerusalém.

8 E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito; porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum sinal.

9 E interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia.

10 E estavam os principais dos sacerdotes, e os escribas, acusando-o com grande veemência.

11 E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o e, escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente e tornou a enviá-lo a Pilatos.

12 E no mesmo dia, Pilatos e Herodes entre si se fizeram amigos; pois dantes andavam em inimizade um com o outro.

Falando com Deus


Acalme meu passo, Senhor.
Desacelere as batidas do meu coração, acalmando minha mente.
Diminua meu ritmo apressado com uma visão da eternidade do tempo.
Em meio às confusões do dia a dia, dê-me a tranqüilidade das montanhas.
Retire a tensão dos meus músculos e nervos com a música tranqüilizante dos rios de águas constantes que vivem em minhas lembranças.
Ajude-me a conhecer o poder mágico e reparador do sono.
Ensina-me a arte de tirar pequenas férias: reduzir o meu ritmo para contemplar uma flor, papear com um amigo, afagar uma criança, ler um poema, ouvir uma música preferida.
Acalme meu passo, Senhor, para que eu possa perceber no meio do incessante labor cotidiano dos ruídos, lutas, alegrias, cansaços ou desalentos, a Tua presença constante no meu coração.
Acalme meu passo, Senhor, para que eu possa entoar o cântico da esperança, sorrir para o meu próximo e calar-me para escutar a Tua voz.
Acalme meu passo, Senhor, e inspire-me a enterrar minhas raízes no solo dos valores duradouros da vida, para que eu possa crescer até as estrelas do meu destino maior.
Obrigado Senhor, pelo dia de hoje, pela família que me deste, meu trabalho e sobretudo pela Tua presença em minha vida.
(Autor Desconhecido)

Deixe o pecado e a vida velha!


“E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas” (Colossenses 2, 13).

Mais uma vez Jesus está nos chamando à vida, porque nos perdoou de todos os pecados.

Se você cometeu pecados, não se confessou e não se arrependeu, então a quem está servindo? Preste atenção, pois o outro nome do inimigo é "acusador" e ele quer nos acusar. Ele prepara um documento de condenação para cada um de nós. Mas, Jesus vem ao nosso encontro e pede que voltemos à vida em comunhão com Ele.

Meu irmão, é para isso que precisamos viver: para Cristo Jesus e só a Ele servir. Deus aboliu definitivamente o pecado ao permitir que Cristo fosse crucificado. Deixe o pecado e a vida velha! O Senhor fez tudo isso por você, então, não caminhe pelo caminho do mal. Nós precisamos colocar toda a nossa força para lutar e vencer o pecado. O Senhor é invencível e o inimigo já sabe que vai ser vencido. O vencedor é Jesus! A quem você quer servir? Ao vencedor ou ao vencido? Sirva só ao Senhor e nunca mais àquele que é o seu inimigo.

“Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” ( Colossenses 3, 1ss). A vida eterna está escondida dentro de nós! Busquemos as coisas do alto!

“Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o afeição desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria” (Colossenses 3,5). Nós não somos do mundo, mas sim, de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nós nos despimos do "homem velho" e nos revestimos do "homem novo", para que sejamos restaurados constantemente à imagem d’Aquele que nos criou até atingirmos o perfeito conhecimento.

Monsenhor Jonas Abib

domingo, 12 de setembro de 2010

ACUSAÇÕES CONTRA JESUS


Lucas 23 (1-5)

1 E, levantando-se toda a multidão deles, o levaram a Pilatos.

2 E começaram a acusá-lo, dizendo: Havemos achado este pervertendo a nossa nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei.

3 E Pilatos perguntou-lhe, dizendo: Tu és o Rei dos Judeus? E ele, respondendo, disse-lhe: Tu o dizes.

4 E disse Pilatos aos principais dos sacerdotes, e à multidão: Não acho culpa alguma neste homem.

5 Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui.

A Garota de programa



Desde muito pequena Gláucia mostrava ser uma criança bela e muito desembaraçada. Os amigos da família costumavam tecer comentários sobre o seu jeito de ser e a sua beleza, dizendo aos seus pais que "essa menina ainda vai lhes dar muito trabalho". No colégio, tanto tirava notas boas, quanto aprontava com colegas, funcionárias e professores. Não rara a semana em que a sua mãe não recebia reclamações ou era chamada a comparecer ao SOE (Serviço de Orientação Escolar).

Já pela quinta, sexta série, nos seus doze anos, Gláucia era cercada pelos meninos, que admiravam a sua beleza e a sua maneira alegre de contar piadas, fazer brincadeiras e provocar a administração da escola. As suas colegas, algumas aderiam aos seus hábitos. Outras, com inveja, criticavam pelos cantos, a sua maneira espevitada de ser. Por outro lado, os seus boletins estavam recheados de notas boas, exceto em comportamento, razão maior do contato do colégio com os seus pais.

O tempo passava e a beleza de Gláucia aumentava. No segundo grau continuava a ser a atração dos colegas, quer pelo seu ar moleque, quer pela sua beleza especial. Quanto às notas, os boletins continuavam da mesma forma: notas azuis para todas as matérias, especialmente matemática, física e química, e vermelha para comportamento. O pessoal já tinha se habituado às suas manias de aprontar, sempre, de sorte que se algo mudasse, iria causar um impacto sem precedentes à escola e aos seus amigos. Os seus pais assistiam a tudo, de certa forma passivamente, sem saber como conter o seu espírito irrequieto. Porém, movidos pela vaidade dos seus resultados escolares, dizia para todos que a sua filha ainda seria alguém muito importante e motivo do maio

Terminado o segundo grau, Gláucia resolveu fazer vestibular para Engenharia Elétrica. Como era de se esperar, aluna brilhante nas ciências exatas, foi fácil ser a segunda colocada no concurso. Por incrível que pareça, por brincadeira ou não, ainda se chateou em ficar em segundo lugar e dizia, com certo desdém e com um sorriso sarcástico:
- Eu sempre fui a melhor em tudo. Em matemática, física, química, etc., além de ser a mais bonita e a mais gostosa. Creio que foi algum velho babão que deve ter corrigido as minhas provas, se é que não foi uma megera invejosa.

O seu curso ia de vento em popa. O orgulho dos pais era cada vez maior, até que a jovem resolveu anunciar que tinha arrumado um emprego para as suas horas vagas e, com isso, ganharia um bom dinheiro para comprar o seu próprio carro. Os pais, classe média, condições até tinham de lhe dar um carro semi-novo, para poder transportá-la até a faculdade e para os pequenos passeios com os amigos. Entretanto, o que Gláucia queria mesmo era comprar o seu primeiro carro com o dinheiro ganho pelo seu próprio trabalho, deixando as economias dos pais para que eles fizessem uma viagem, planejada fazia tempo.

Dinâmica, cheia de vida, a jovem saía pela manhã cedo para a faculdade e voltava, no início, por volta das 20 horas. O tempo foi passando e o seu retorno cada vez mais tarde, a ponto de preocupar D. Celina, sua mãe, com a sua alimentação e o seu sono. Gláucia estava sempre alegre e não parecia perder peso ou a alegria. Ao contrário, mostrava-se feliz com os seus afazeres. Logo comprou o tão sonhado carro, com um bom som e ar condicionado. Também passou a se esmerar no vestir, adquirindo roupas da moda, coisa que só fazia quando do recebimento do décimo-terceiro salário do seu pai, recebidos em parcelas em junho e dezembro.

Agora pouco se encontrava com os amigos. Até aos sábados e domingos ela costumava receber ligações telefônicas, aprontava-se rapidamente e saía, dizendo não saber a hora em que retornaria. Mas na volta, parecia satisfeita, saciada naquilo em que tinha ido fazer. Mais um sinal que o seu trabalho era algo muito importante para ela e que a realizava como profissional e como mulher. De supérfluo comprou um bom som e um computador totalmente equipado com câmera, scanner, placa de som e vídeo, placa de comunicação, etc. Tanto digitava, ninguém sabia o quê, como entrava na Internet ficando horas esquecida do mundo.

Alguns dos amigos internautas não se contentavam em mandar e-mails e mensagens e até telefonavam para a sua casa, para trocarem idéias, em uma conversa que, quando alguém ouvia, nada conseguia entender. Vizinhos e amigos começaram a fazer conjecturas sobre o comportamento da moça. De início chegaram a cogitar que ela andava se drogando, todavia, pela forma como dirigia o carro, pelo seu jeito agora mais sério, logo descartaram essa hipótese. A verdade era que ela nunca tinha se dado a qualquer vício, o que ajudava a derrubar pensamento para o uso de tóxicos.

Como Gláucia continuava cada vez mais bonita, mais elegante e tinha comprado vários bens de consumo, algumas línguas mais maldosas começaram a achar que ela tinha um amante. Isso foi tomando vulto e se propagando pelas bocas das pessoas desocupadas ou, simplesmente preocupadas com a vida alheia.

Em uma tarde de domingo, perto das 16 horas, a jovem deixou rapidamente o computador pois estava sendo chamada no telefone da sala, por um homem que queria falar com ela com urgência. Próximo ao telefone, assistindo aos programas dominicais de uma rede de televisão, estavam a sua mãe, o seu pai e um casal de vizinhos: Dona Mirtes e Seu Geraldo. No diálogo que se seguiu no telefone, Gláucia, irritada, disse para o seu interlocutor:
- Droga, do jeito que está não dá. Vamos ter que fazer um novo programa, dessa vez com maior cuidado, mais responsabilidade de maneira que o resultado seja bom para nós. Passe aqui em casa dentro de dez minutos que vou me aprontar e iremos para aí juntos.


Dona Mirtes, a vizinha, olhou para o marido Seu Geraldo de forma assustada e acusadora. Dona Celina, já acostumada com essa ligações para a filha, sequer percebeu a reação da "amiga". Alguns instantes e Gláucia saía do quarto muito bem vestida, perfumada, despedindo-se dos presentes, dizendo:
- Mãe, não sei a hora em que vou chegar. Não precisa me esperar para o jantar. Farei um lanche por lá mesmo.

Claro que isso foi a gota d'água para Dona Mirtes sair dali espalhando que a jovem era uma moça de programas. A partir daquele dia passou a dizer alto e bom som para os demais vizinhos:
- Ela acerta programas por telefone, na frente dos pais e sai arrumada e perfumada com um sujeito que vem pegar ela em um carrão. Perguntem ao Geraldo que também viu e ouviu.

Essa notícia se espalhava pelas ruas, pela vizinhança e até na igreja o padre fazia sermões, dando recados indiretos para a família da jovem. No início os pais de Gláucia pareciam não entender, enquanto os demais fieis olhavam penalizados para eles. A coisa se tornou tão aberrante e tão ostensiva que eles resolveram se afastar do templo, passando a fazer as suas orações em casa. Aos poucos, também os amigos foram sumindo e logo se viram sós, sem saber a razão do fato. Claro que chegaram a pressupor que tudo se devia ao fato da filha trabalhar sem horários determinados e gostar de esnobar em suas roupas caras e no seu carrinho particular.

O tempo passava e a família de Gláucia era cada vez mais isolada. Por outro lado, ela continuava a voltar tarde, sair em carrões e vestir-se bem. A sua alegria parecia não ter sido afetada e ela nem sequer percebeu a mudança que estava ocorrendo com os seus pais. Já não iam à missa. Passeios ao parque nem pensar. Visitas já não recebiam e tinham medo de ir à casa dos antigos amigos com receio de como seriam recepcionados.

Certo dia, um grupo de vizinhos, capitaneado pelo padre da igreja local, resolveram visitar Dona Celina e o marido, durante a ausência da filha. No começo, uma dificuldade para ver quem falaria. O padre, bem jeitoso, disse:
- Dona Mirtes, a senhora que ouviu tudo, fala para Dona Celina o problema que a filha dela está causando à comunidade. Diz para ela que a igreja está de braços abertos para recebê-la de volta, desde que se arrependa.

Naquele mesmo momento, como por uma dessas coincidências do destino, eis que chega Gláucia, com tempo de ouvir as palavras do velho padre.
- O que o Senhor está dizendo? O que de errado eu tenho para me arrepender?. Conta Dona Mirtes o que a senhora viu e ouviu. - vociferou Gláucia.

Dona Mirtes, pálida e trêmula, foi dizendo baixinho mas com firmeza e determinação:
- A menina aí, sem o menor pudor, na nossa frente e dos seus pais, disse para um sujeito que iria fazer um novo programa com ele, com mais cuidado e com um melhor resultado para os dois. De repente, se arrumou toda, se perfumou e saiu em um carrão com o tal homem. Não foi Geraldo?.

Fervendo de raiva, aos gritos, Gláucia reviveu todo o seu tempo de garota irrequieta, moleca e segurou Dona Mirtes pela gola da blusa, quase a tirando do sofá e foi dizendo:
- O sua bruxa. Eu tenho todo esse luxo porque sou uma profissional competente. Trabalho em uma software house, ou seja, uma empresa que produz programas de computadores. Se estou ganhando bem e luxando é porque sou competente como em tudo que faço. Programa mesmo que eu faço só de computadores, sua coisa asquerosa. Quanto ao carrão que saio, é da empresa e o motorista vem me buscar aqui, sempre que há uma urgência a atender.
- Filha, explica para eles o porquê de tantas ligações e tanto tempo na Internet. - pediu a sua mãe.

- Quem faz programas e sistemas em computador, tem que dar suporte constante. Eu me sinto feliz em atender toda a clientela da minha empresa e por isso estou sempre pronta a responder a todos eles. - e, complementando, Gláucia disse:
- Sai daqui cambada de abutres. Deixa a minha família em paz. Me admira muito o senhor Seu Padre estar no meio dessa corja. E o senhor, Seu Geraldo, vivendo ao lado dessa praga.

Dia seguinte, todos faziam questão de cumprimentar os pais da jovem. Com isso, eles resolveram até voltar a freqüentar a missa dominical. Nesse domingo o sermão tinha outro teor, na voz pausada e arrependida do padre:
- O Senhor nosso Pai nos disse: "Não julgueis para não serdes julgados". Lembrem-se a postura de Jesus diante da dor pela qual Madalena passava, quando Ele falou ao povo: "Aquele que estiver livre do pecado, que atire a primeira pedra".

Instintivamente quase todos os fieis se abaixaram com receio de serem atingidos pelas suas próprias pedras.
AUTOR DESCONHECIDO

sábado, 11 de setembro de 2010

QUEM É JESUS


LUCAS 22 (66-71)

66 E logo que foi dia ajuntaram-se os anciãos do povo, e os principais dos sacerdotes e os escribas, e o conduziram ao seu concílio, e lhe perguntaram:

67 És tu o Cristo? Dize-no-lo. Ele replicou: Se vo-lo disser, não o crereis;

68 E também, se vos perguntar, não me respondereis, nem me soltareis.

69 Desde agora o Filho do homem se assentará à direita do poder de Deus.

70 E disseram todos: Logo, és tu o Filho de Deus? E ele lhes disse: Vós dizeis que eu sou.

71 Então disseram: De que mais testemunho necessitamos? pois nós mesmos o ouvimos da sua boca.

JESUS NOS AMA MUITO