Eu percebia que meu comportamento aborrecia muito os meus pais, porém
pouco me importava com isso. Desde que obtivesse o que queria, dava-me
por satisfeito. Mas, é claro, se eu importunava e agredia as pessoas,
estas passavam a tratar-me de igual maneira.
Cresci um pouco e um dia percebi que a situação era desconfortante. Preocupei-me, mas não sabia como me modificar.
O aprendizado aconteceu num domingo em que fui, com meus pais e meus
irmãos, passar o dia no campo. Corremos e brincamos muito até que, para
descansar um pouco, dirigi-me à margem do riacho que corria entre um
pequeno bosque e os campos.
Ali encontrei uma coisa que parecia uma pedra capaz de andar. Era uma
tartaruga. Examinei-a com cuidado e quando me aproximei mais, o
estranho animal encolheu-se e fechou-se dentro de sua casca.
Foi o que bastou. Imediatamente decidi que ela devia sair para fora
e, tomando um pedaço de galho, comecei a cutucar os orifícios que haviam
na carapaça. Mas os meus esforços resultavam vãos e eu estava ficando,
como sempre, impaciente e irritado.
Foi quando meu pai se aproximou de mim. Olhou por um instante o que
eu estava fazendo e, em seguida, pondo-se de cócoras junto a mim, disse
calmamente: “Meu filho, você está perdendo o seu tempo. Não vai
conseguir nada, mesmo que fique um mês cutucando a tartaruga.
Não é assim que se faz. Venha comigo e traga o bichinho.”
Acompanhei-o. Ele se deteve perto da fogueira acesa e me disse:
“Coloque a tartaruga aqui, não muito perto do fogo. Escolha um lugar
morno e agradável.”
Eu obedeci. Dentro de alguns minutos, sob a ação do leve calor, a
tartaruga colocou a cabeça de fora e caminhou tranquilamente em minha
direção.
Fiquei muito satisfeito e meu pai tornou a se dirigir a mim, observando:
“Filho, as pessoas podem ser comparadas às tartarugas. Ao lidar com
elas, procure nunca empregar a força. O calor de um coração generoso
pode, às vezes, levá-las a fazer exatamente o que queremos, sem que se
aborreçam conosco e até, pelo contrário, com satisfação e
espontaneidade.”
domingo, 11 de janeiro de 2015
sábado, 10 de janeiro de 2015
O reflexo
Certo dia, uma moça desiludida resolveu seguir o exemplo dos “contos
da infância”. Colocou-se em frente ao seu espelho e perguntou:
- Querido espelho, olhe para mim e me diga: “Existe alguém mais infeliz do que eu?”.
- Com certeza, respondeu o espelho, existe alguém mais triste que você neste momento. E este alguém sou eu.
A moça olhou espantada. Não esperava que um espelho falasse e ainda contra si. Mas o espelho prosseguiu:
- Você não imagina a dor que eu sinto ao ver, no meu reflexo, uma pessoa que deixou seus problemas tomarem conta de sua vida, que não tem mais vontade de lutar e principalmente que não consegue ver dentro de si as suas qualidades, suas capacidades e o seu talento.
Queria que estivesse no meu lugar pra ver. você é uma pessoa tão inteligente, que fala para todos que tem um Deus e tantas vezes falou do amor de Deus, agora se mostra tão derrotada. Deus é tão pequeno assim em sua vida para que você se sinta tão inferior assim?
É pena que você não veja através de mim toda a sua facilidade em lidar com as pessoas, quanto é expressiva a sua voz e sua palavra, quanto seu coração é forte e o quanto as pessoas a amam.
Olhe para você!
Levante essa cabeça, pois, dificuldades todos nós temos, assim como todos guardam dentro de si algo especial para dar, a capacidade de tornar a própria vida prazerosa.
Quantas são as pessoas que gostariam de ser como você é! Saudável, inteligente e com toda a vida pela frente! No entanto, muitas delas são felizes e agradecem a Deus pelas suas vidas. Use a sua sensibilidade – ela é essencial para a vida.
Por isso quero lhe dizer:
Motive-se ao acordar pela manhã, pense algo do tipo: “hoje meu dia será produtivo, alegre e cheio de vida, pois tenho Deus comigo”.
Faça isso com amor no coração e se concentre em seus objetivos. De hoje em diante, quero ver outra imagem refletida em mim. Uma imagem de alegria interior.
A vida é tão curta. Não perca tempo com os momentos ruins. Faça deles experiências positivas para continuar sua vida. Ser feliz depende de uma vida em comunhão com Deus e em harmonia consigo mesmo. O que vem depois disso são apenas resultados.
- Querido espelho, olhe para mim e me diga: “Existe alguém mais infeliz do que eu?”.
- Com certeza, respondeu o espelho, existe alguém mais triste que você neste momento. E este alguém sou eu.
A moça olhou espantada. Não esperava que um espelho falasse e ainda contra si. Mas o espelho prosseguiu:
- Você não imagina a dor que eu sinto ao ver, no meu reflexo, uma pessoa que deixou seus problemas tomarem conta de sua vida, que não tem mais vontade de lutar e principalmente que não consegue ver dentro de si as suas qualidades, suas capacidades e o seu talento.
Queria que estivesse no meu lugar pra ver. você é uma pessoa tão inteligente, que fala para todos que tem um Deus e tantas vezes falou do amor de Deus, agora se mostra tão derrotada. Deus é tão pequeno assim em sua vida para que você se sinta tão inferior assim?
É pena que você não veja através de mim toda a sua facilidade em lidar com as pessoas, quanto é expressiva a sua voz e sua palavra, quanto seu coração é forte e o quanto as pessoas a amam.
Olhe para você!
Levante essa cabeça, pois, dificuldades todos nós temos, assim como todos guardam dentro de si algo especial para dar, a capacidade de tornar a própria vida prazerosa.
Quantas são as pessoas que gostariam de ser como você é! Saudável, inteligente e com toda a vida pela frente! No entanto, muitas delas são felizes e agradecem a Deus pelas suas vidas. Use a sua sensibilidade – ela é essencial para a vida.
Por isso quero lhe dizer:
Motive-se ao acordar pela manhã, pense algo do tipo: “hoje meu dia será produtivo, alegre e cheio de vida, pois tenho Deus comigo”.
Faça isso com amor no coração e se concentre em seus objetivos. De hoje em diante, quero ver outra imagem refletida em mim. Uma imagem de alegria interior.
A vida é tão curta. Não perca tempo com os momentos ruins. Faça deles experiências positivas para continuar sua vida. Ser feliz depende de uma vida em comunhão com Deus e em harmonia consigo mesmo. O que vem depois disso são apenas resultados.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Você esta indo para onde?
Uma vez um professor de canto respondeu a uma aluna, que lhe tinha perguntado como transformar-se numa estrela: "Levante-se e cante. Se você não fizer no mínimo isso, ninguém no mundo vai saber que você tem nem mesmo uma canção".
Assim começamos nossas vidas, e também nossas vidas profissionais: levantamo-nos e cantamos, cheios de motivação, energia e uma atitude positiva contagiante. Com o passar do tempo (e os tombos, cicatrizes, erros e acertos), existe uma tendência à acomodação.
O fato é que quando pego alguém reclamando da vida, ou ouço alguém reclamando de quanto ganha, não consigo deixar de pensar: "O que as pessoas terão para lembrar de você quando você morrer?" Ou seja, que diferença você faz hoje na vida das pessoas? Se alguém fosse imitar você, como seria?
Se você acredita na Lei do Bumerangue, "tudo o que você atira na vida, volta", você com certeza entende que temos basicamente duas liberdades: a de fazer o que queremos fazer, e a de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes, essa é a simples diferença entre não falhar (e levar uma vidinha medíocre) e arriscar-se a ter sucesso.
Então, ser um profissional novato, cheio de energia, não é uma questão de idade ou experiência - é uma questão de atitude. Não interessa de onde você veio, mas sim para onde decidiu ir.
E você? Ao acordar todos os dias pela manhã, você se levanta para cantar a sua própria canção, do seu jeito, ou para dançar conforme a música dos outros?
Assim começamos nossas vidas, e também nossas vidas profissionais: levantamo-nos e cantamos, cheios de motivação, energia e uma atitude positiva contagiante. Com o passar do tempo (e os tombos, cicatrizes, erros e acertos), existe uma tendência à acomodação.
O fato é que quando pego alguém reclamando da vida, ou ouço alguém reclamando de quanto ganha, não consigo deixar de pensar: "O que as pessoas terão para lembrar de você quando você morrer?" Ou seja, que diferença você faz hoje na vida das pessoas? Se alguém fosse imitar você, como seria?
Se você acredita na Lei do Bumerangue, "tudo o que você atira na vida, volta", você com certeza entende que temos basicamente duas liberdades: a de fazer o que queremos fazer, e a de fazer o que deve ser feito. Muitas vezes, essa é a simples diferença entre não falhar (e levar uma vidinha medíocre) e arriscar-se a ter sucesso.
Então, ser um profissional novato, cheio de energia, não é uma questão de idade ou experiência - é uma questão de atitude. Não interessa de onde você veio, mas sim para onde decidiu ir.
E você? Ao acordar todos os dias pela manhã, você se levanta para cantar a sua própria canção, do seu jeito, ou para dançar conforme a música dos outros?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
O perdão
Quando é que se reconhece a grandeza do ser humano?
Não é quando ele dá esmola para o menino de rua, quando pára o carro frente à faixa de pedestre ou quando oferece carona num dia
de chuva.
Essas atitudes reforçam para nós mesmos a ideia de que, sim, somos gente fina. Mas é fácil ser gente fina reproduzindo atitudes
padrão. Difícil é ser grande diante do assombro, diante do inesperado, diante do desconhecido.
Acho que entre todos os gestos, o perdão é o maior deles. Em primeiro lugar, o perdão é fruto do erro de alguém, e quanto maior esse erro. Maior a grandeza de quem, atingido, se dispõe a passar por cima da própria dor e levar a vida adiante. E o perdão torna-se ainda mais digno porque ninguém se prepara para perdoar.
É mentira quando alguém diz: eu perdôo tudo. Este tudo não pode ser mensurado previamente.
Não se sabe de antemão o tamanho do golpe. Não se pode prever nossa reação diante do difícil reconhecimento de que alguém falhou conosco.
E fácil desculpar um atraso, um esbarrão, um esquecimento, ma o tamanho do perdão é proporcional ao tamanho do erro: estes são exemplos de perdões fáceis, corriqueiros. Difícil é perdoar o trágico.
O perdão é prova de entendimento absoluto, principalmente de si mesmo. Não perdoar é isolar o outro, perdoar é entrar no jogo com ele, participar do problema, e não julgá-lo como se estivéssemos imunes à mesma fraqueza.
O perdão é o gesto mais elevado que há. Tão elevado que poucos chegam
Martha Medeiros
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Escolhendo o próprio destino
"Estou disposto a largar tudo", disse o príncipe ao mestre. "Por favor, me aceite como discípulo".
"Como um homem escolhe seu caminho?", perguntou o mestre.
"Pelo sacrifício", respondeu o príncipe.
"Um caminho que exige sacrifício, é um caminho verdadeiro".
O mestre esbarrou numa estante. Um vaso caríssimo despencou, e o príncipe atirou-se ao chão para agarra-lo. Caiu de mau jeito e quebrou o braço, mas conseguiu salvar o vaso.
"Qual é o maior sacrifício: ver o vaso espatifar-se, ou quebrar o braço para salvá-lo?", perguntou o mestre.
"Não sei", respondeu o príncipe.
"Então como quer orientar sua escolha pelo sacrifício? O verdadeiro caminho é escolhido por nossa capacidade de ama-lo, não de sofrer por ele".
"Como um homem escolhe seu caminho?", perguntou o mestre.
"Pelo sacrifício", respondeu o príncipe.
"Um caminho que exige sacrifício, é um caminho verdadeiro".
O mestre esbarrou numa estante. Um vaso caríssimo despencou, e o príncipe atirou-se ao chão para agarra-lo. Caiu de mau jeito e quebrou o braço, mas conseguiu salvar o vaso.
"Qual é o maior sacrifício: ver o vaso espatifar-se, ou quebrar o braço para salvá-lo?", perguntou o mestre.
"Não sei", respondeu o príncipe.
"Então como quer orientar sua escolha pelo sacrifício? O verdadeiro caminho é escolhido por nossa capacidade de ama-lo, não de sofrer por ele".
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Atrás da máscara
Quando dois
seres de aparência estranha apareceram na porta da sala, Tony, de três
anos de idade, rapidamente pulou de onde sentava-se no chão e correu
para a cadeira de sua mãe. Um dos recém-chegados, rindo, disse,
- Vem cá Tony e fala o que você pensa de
nós. Disse uma voz familiar. - Você não gostou da nossa cara?
Tony deu uma espiada sem sair do lugar. Ele certamente não gostou do jeito como aquelas pessoas pareciam! Vestiam roupas engraçadas e tinham máscaras nos rostos. Um parecia um velho vagabundo engraçado com bigode grosso, óculos escuros e grandes... O outro usava um vestido longo e muitas "jóias" coloridas e brilhantes. Tinha cabelo loiro longo e usava uma coroa de papel.
A mãe riu.
- Vocês dois fizeram um bom trabalho ao arranjar estas roupas para a festa à fantasia. Ela disse. - Tirem suas máscaras para que Tony veja quem são vocês. As máscaras, óculos e bigodes foram retirados e Tony viu o próprio irmão Zachary e... Aquilo era sua irmã Megan? Correu para ela e arrancou a peruca loira.
- Me conhece agora, não é? Ela perguntou.
Logo Tony também tentava usar as máscaras e a peruca e ria de si mesmo em frente ao espelho.
- Festas à fantasia são divertidas! Mal posso esperar até sábado! Declarou Megan. - Eu não vou contar nada pra ninguém porque quem conseguir enganar a todos o tempo todo receberá um prêmio.
O pai das crianças sorriu.
- Fico contente que vocês se divirtam com isto. Ele disse, - Mas não usem suas máscaras no dia-a-dia, tá bom?
- Quem faria isso? Perguntou Zachary.
- Bem, de certa maneira, muitas pessoas fazem. Seu pai respondeu. - Esses trajes e máscaras me lembram que algumas pessoas continuamente tentam parecer-se com algo que não são. Vão à igreja e dão dinheiro para caridade e fazem muitas outras "boas ações". Querem que as outras pessoas pensem que são Cristãos mas, na verdade, nunca confiaram em Jesus.
É como se usassem uma "máscara". Por baixo das máscaras eles têm corações duros. Mas, acreditem, na festa à fantasia pode até ser, mas na vida real ninguém consegue enganar à todos o tempo todo.
Tony deu uma espiada sem sair do lugar. Ele certamente não gostou do jeito como aquelas pessoas pareciam! Vestiam roupas engraçadas e tinham máscaras nos rostos. Um parecia um velho vagabundo engraçado com bigode grosso, óculos escuros e grandes... O outro usava um vestido longo e muitas "jóias" coloridas e brilhantes. Tinha cabelo loiro longo e usava uma coroa de papel.
A mãe riu.
- Vocês dois fizeram um bom trabalho ao arranjar estas roupas para a festa à fantasia. Ela disse. - Tirem suas máscaras para que Tony veja quem são vocês. As máscaras, óculos e bigodes foram retirados e Tony viu o próprio irmão Zachary e... Aquilo era sua irmã Megan? Correu para ela e arrancou a peruca loira.
- Me conhece agora, não é? Ela perguntou.
Logo Tony também tentava usar as máscaras e a peruca e ria de si mesmo em frente ao espelho.
- Festas à fantasia são divertidas! Mal posso esperar até sábado! Declarou Megan. - Eu não vou contar nada pra ninguém porque quem conseguir enganar a todos o tempo todo receberá um prêmio.
O pai das crianças sorriu.
- Fico contente que vocês se divirtam com isto. Ele disse, - Mas não usem suas máscaras no dia-a-dia, tá bom?
- Quem faria isso? Perguntou Zachary.
- Bem, de certa maneira, muitas pessoas fazem. Seu pai respondeu. - Esses trajes e máscaras me lembram que algumas pessoas continuamente tentam parecer-se com algo que não são. Vão à igreja e dão dinheiro para caridade e fazem muitas outras "boas ações". Querem que as outras pessoas pensem que são Cristãos mas, na verdade, nunca confiaram em Jesus.
É como se usassem uma "máscara". Por baixo das máscaras eles têm corações duros. Mas, acreditem, na festa à fantasia pode até ser, mas na vida real ninguém consegue enganar à todos o tempo todo.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Voem Juntos, mas nunca amarrados
Conta
uma velha lenda dos índios Sioux que, uma vez, Touro Bravo - o mais
valente e honrado de todos os jovens guerreiros e Nuvem Azul, a filha do
cacique e uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos
dadas na tenda do velho feiticeiro da tribo e falaram:
Nós
nos amamos e vamos nos casar. E nos amamos tanto que queremos um
feitiço, um conselho, ou um talismã. Alguma coisa que garanta que
possamos ficar sempre juntos. Que nos assegure que estaremos um ao lado
do outro até a morte. O velho sábio, ao vê-los tão jovens, tão
apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
-
Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e
sacrificada. Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia
e, apenas com uma rede e tuas mãos, caçar o falcão mais vigoroso do
monte e traze-lo com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. - E
tu, Touro Bravo, deves escalar a montanha do trono, onde encontrarás a
mais brava de todas as águias. Somente com as tuas mãos e uma rede,
deverás apanhá-la, trazendo-a viva.
Os
jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão
recomendada. No dia estabelecido, na frente da tenda do feiticeiro, os
dois esperavam com as aves dentro de um saco. O velho pediu que, com
cuidado, as retirassem. Observou então que se tratava de belos
exemplares.
-
E agora, o que faremos? Perguntou o jovem. Nós as matamos e depois
bebemos à honra de seu sangue ou as cozinhamos e depois comemos o valor
da sua carne?. - Não, disse o feiticeiro! Apanhem as aves e as amarrem
entre si pelas patas, com essas fitas de couro. Quando estiverem
amarradas, soltem-nas, para que voem livres...
O
guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os
pássaros...A águia e o falcão tentaram alçar vôo, mas apenas conseguiram
saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade de
voar, as aves jogavam-se uma contra a outra, bicando-se até se machucar.
- E o velho disse: jamais esqueçam o que estão vendo.
Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão: se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, viverão arrastando-se e, cedo ou tarde, começarão a machucar-se mutuamente. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos...Mas nunca amarrados.
Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão: se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, viverão arrastando-se e, cedo ou tarde, começarão a machucar-se mutuamente. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos...Mas nunca amarrados.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Dia de visita
Ele esperou ansiosamente por este momento, depois de seis dias e finalmente chegou - o dia de visita! O homem com as chaves chega e abrem-se as grandes e pesadas portas. O corredor frio enche-se de vida. Ele dificilmente conseguirá controlar seu emoções.
As famílias começam a chegar. Ele observa atento do canto do salão desejando o primeiro vislumbre de seus entes queridos. Ele vive para aqueles dias. Enquanto os carros chegam, ele assiste atentamente.
Então, finalmente, eles chegam, aqueles por quem ele faria qualquer coisa. Se abraçam, comem um leve lanche e relembram como as coisas costumavam ser. Em alguns momentos, eles começam a cantar, com risos e aplausos. Mas muito cedo e está terminado. Uma lágrima vem à seus olhos enquanto eles partem.
Então os homens com as chaves fecham as portas pesadas. Ele ouve a virada da chave na fechadura marcando o fim de um dia especial. Lá ele permanece, só novamente. Ele sabe que a maior parte de seus visitantes não farão contato novamente até a semana que vem. Quando o último carro sai do estacionamento, Jesus volta à sua solidão esperando até o próximo domingo -
O dia de visita.
As famílias começam a chegar. Ele observa atento do canto do salão desejando o primeiro vislumbre de seus entes queridos. Ele vive para aqueles dias. Enquanto os carros chegam, ele assiste atentamente.
Então, finalmente, eles chegam, aqueles por quem ele faria qualquer coisa. Se abraçam, comem um leve lanche e relembram como as coisas costumavam ser. Em alguns momentos, eles começam a cantar, com risos e aplausos. Mas muito cedo e está terminado. Uma lágrima vem à seus olhos enquanto eles partem.
Então os homens com as chaves fecham as portas pesadas. Ele ouve a virada da chave na fechadura marcando o fim de um dia especial. Lá ele permanece, só novamente. Ele sabe que a maior parte de seus visitantes não farão contato novamente até a semana que vem. Quando o último carro sai do estacionamento, Jesus volta à sua solidão esperando até o próximo domingo -
O dia de visita.
sábado, 3 de janeiro de 2015
Feliz olhar novo!
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua
história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da
felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças.
É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais…
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem.
O ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões.
Normal! Às vezes se espera demais das pessoas.
Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que machucou. Normal. Este ano não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem a sua personalidade que nem sempre a gente deseja, mas e daí?
Fazer o que? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? que eu desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado.
Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim…
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos amigos…
Ou mude de classe, transforme-o em colega.
Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento.
(Me lembro sempre de um lance que eu adoro)
CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE!
Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano.
Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial.
Este ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar.
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
Este ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular…
Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você!
Pode ser. E que seja!
(Atribuído a Carlos Drummond de Andrade)
Claro que a vida prega peças.
É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais…
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem.
O ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões.
Normal! Às vezes se espera demais das pessoas.
Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que machucou. Normal. Este ano não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem a sua personalidade que nem sempre a gente deseja, mas e daí?
Fazer o que? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? que eu desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado.
Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim…
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte.
Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos amigos…
Ou mude de classe, transforme-o em colega.
Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa para esse momento.
(Me lembro sempre de um lance que eu adoro)
CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE!
Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano.
Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes. Desejo para todo mundo esse olhar especial.
Este ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar.
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
Este ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular…
Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você!
Pode ser. E que seja!
(Atribuído a Carlos Drummond de Andrade)
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Teste de integridade
Em
um antigo mosteiro do Nepal, os monges enfrentavam sérias dificuldades
financeiras. O templo estava em ruínas, mal tinham para o sustento
diário. Viviam de doações e esmolas. Muitos monges começaram a reclamar
das más condições de vida, da fome e da falta de tempo para meditar, uma
vez que passavam muito tempo pela cidade pedindo esmolas.
O mestre respondeu às declarações com uma proposta:
- Eu tenho uma solução simples para reformarmos o templo e encontrarmos mais tempo livre para meditar e estudar.
Os discípulos se reuniram ao redor do mestre, curiosos para ouvir a solução de seus problemas. O mestre prosseguiu:
- Cada um de você deve ir até a cidade e roubar algo valioso, que possa render um bom dinheiro para o mosteiro. Com o dinheiro que vocês conseguirem, teremos uma boa quantia.
Uma onde de perplexidade e murmúrios tomou conta do lugar. Os monges se perguntaram como o mestre pôde dar uma ordem dessas, tão antiética. Como tinham grande confiança no mestre, ninguém questionou.
O mestre prosseguiu:
- A única coisa que peço a vocês é que roubem apenas quando tiverem a certeza de que ninguém está olhando. Não quero que vocês manchem a nossa honra e o nosso reconhecimento junto ao povo da vila.
Assim que o mestre saiu da sala, todos começaram a planejar o que iriam roubar na vila e como proceder. Muitos ainda estavam incrédulos e discutindo com os colegas, pois roubar é errado. Não entendiam a ordem do mestre.
Depois de certo tempo, todos já tinham um plano e saíram para a vila. A principal preocupação, porém, era não serem pegos, para não difamarem o mosteiro. Apenas um monge permaneceu no mosteiro. O mestre, ao andar pelo pátio, viu esse monge e foi ao seu encontro.
- O que você estava fazendo aqui? – perguntou.
- Eu fiquei pensando sobre a sua intrução de roubar apenas quando ninguém estiver olhando e vi que isso será impossível. Não importa onde eu vá ou quanto tempo eu esperar, sempre estarei olhando para mim mesmo. Meus olhos me verão roubando – disse o jovem monge.
- Que pena que você foi o único a ver isso. Eu estava testando a integridade dos meus discípulos e você foi o único que passou no teste.
Para refletir
Testes de integridade são muito comum em nosso dia a dia. Subornos, propinas, jabás, comissões, mensalões são várias formas de nos corromper. As vezes, um pedido simples do chefe ou de um amigo pode pôr-nos em uma situação complicada, na qual devemos escolher entre atender ao pedido ou ser coerente com nossa consciência. Ambas as ações terão consequências e deveremos assumi-las com seriedade. Tente ser sempre fiel aos seus princípios, mesmo que isso às vezes entre em conflito com as outras pessoas. Questione os pedidos que lhe são feitos. Às vezes, eles são exatamente um teste de confiança. Você deve ser o juiz das suas ações, por isso seja muito rigoroso na defesa de suas virtudes.
Em que você se baseia para saber o que é certo e o que é errado? Costuma questionar as ordens que lhe são passadas? Quando alguém lhe pede algo que vá contra seus princípios, como você reage? Como pode trabalhar sua integridade moral e suas virtudes?
O mestre respondeu às declarações com uma proposta:
- Eu tenho uma solução simples para reformarmos o templo e encontrarmos mais tempo livre para meditar e estudar.
Os discípulos se reuniram ao redor do mestre, curiosos para ouvir a solução de seus problemas. O mestre prosseguiu:
- Cada um de você deve ir até a cidade e roubar algo valioso, que possa render um bom dinheiro para o mosteiro. Com o dinheiro que vocês conseguirem, teremos uma boa quantia.
Uma onde de perplexidade e murmúrios tomou conta do lugar. Os monges se perguntaram como o mestre pôde dar uma ordem dessas, tão antiética. Como tinham grande confiança no mestre, ninguém questionou.
O mestre prosseguiu:
- A única coisa que peço a vocês é que roubem apenas quando tiverem a certeza de que ninguém está olhando. Não quero que vocês manchem a nossa honra e o nosso reconhecimento junto ao povo da vila.
Assim que o mestre saiu da sala, todos começaram a planejar o que iriam roubar na vila e como proceder. Muitos ainda estavam incrédulos e discutindo com os colegas, pois roubar é errado. Não entendiam a ordem do mestre.
Depois de certo tempo, todos já tinham um plano e saíram para a vila. A principal preocupação, porém, era não serem pegos, para não difamarem o mosteiro. Apenas um monge permaneceu no mosteiro. O mestre, ao andar pelo pátio, viu esse monge e foi ao seu encontro.
- O que você estava fazendo aqui? – perguntou.
- Eu fiquei pensando sobre a sua intrução de roubar apenas quando ninguém estiver olhando e vi que isso será impossível. Não importa onde eu vá ou quanto tempo eu esperar, sempre estarei olhando para mim mesmo. Meus olhos me verão roubando – disse o jovem monge.
- Que pena que você foi o único a ver isso. Eu estava testando a integridade dos meus discípulos e você foi o único que passou no teste.
Para refletir
Testes de integridade são muito comum em nosso dia a dia. Subornos, propinas, jabás, comissões, mensalões são várias formas de nos corromper. As vezes, um pedido simples do chefe ou de um amigo pode pôr-nos em uma situação complicada, na qual devemos escolher entre atender ao pedido ou ser coerente com nossa consciência. Ambas as ações terão consequências e deveremos assumi-las com seriedade. Tente ser sempre fiel aos seus princípios, mesmo que isso às vezes entre em conflito com as outras pessoas. Questione os pedidos que lhe são feitos. Às vezes, eles são exatamente um teste de confiança. Você deve ser o juiz das suas ações, por isso seja muito rigoroso na defesa de suas virtudes.
Em que você se baseia para saber o que é certo e o que é errado? Costuma questionar as ordens que lhe são passadas? Quando alguém lhe pede algo que vá contra seus princípios, como você reage? Como pode trabalhar sua integridade moral e suas virtudes?
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
O milagre de sua presença
Quando seu filho ainda era pequeno, ele sofria de asma e teve que ser internado as pressas. Fábio chegou rapidamente ao hospital e deu um lindo beijo no seu filho. Alguns minutos depois, o menino não sentia mais nada, e disse ao pai: você é o meu remédio!
Muitas vezes nesta vida nós somos o remédio da vida de outras pessoas. Quantas vezes você já curou uma pessoa com o seu abraço, com uma visita inesperada, com um sorriso bem dado numa manhã chuvosa ou até mesmo com um e-mail enviado sem a menor pretensão?
Sua presença alegra a vida das pessoas, é um poderoso remédio contra a tristeza, a depressão, contra a dor e os sofrimentos da nossa alma. Estar presente na vida das pessoas que amamos é milagre poderoso e que pode se transformar em processos de cura absoluta.
Aproveite este dia e dê gotas homeopáticas de felicidade para os seus amigos, seus filhos, seu grande amor, sua família e de quebra para os seus companheiros de trabalho, mostrando a todos que você se importa com a vida deles. Lembre-se, este gesto nobre da essência humana, neste dia, poderá estar salvando uma vida.
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