quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Lembre-se

 Sua presença é um presente para o mundo.
Você é único e só há um igual a você.

Sua vida pode ser o que quiser que ela seja.
Viva os dias, apenas um de cada vez.
Conte seus sucessos, não seus problemas.
Você os superará venha o que vier.

Dentro de você há muitas respostas.
Compreenda, tenha coragem, seja forte.

Não coloque limites em si mesmo.
Muitos sonhos estão esperando para serem realizados.
As decisões são muito importantes para serem deixada
ao acaso. Alcance seu máximo, seu melhor e seu prêmio.

Nada consome mais energia do que a preocupação.
Quanto mais tempo se carrega um problema, mais pesado
ele fica.

Não leve as coisas tão a sério.
Viva uma vida de serenidade, não de arrependimentos.
Lembre-se de que um pouco de amor dura muito.
Lembre-se muito disso: dura para sempre.

Lembre-se que a amizade é um investimento sábio.
Os tesouros da vida são todas as pessoas.
Perceba que nunca é tarde demais.
Faça coisas simples e de forma simples.

Tenha saúde, esperança e felicidade.
Nunca jamais esqueça, por sequer um dia o quanto
você é especial !!!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Paraíso natural

Não estaria você vivendo no Paraíso, sem perceber? Não estariam as frutas maduras e suculentas prontas para serem colhidas, enquanto você continua a cavar o solo em busca de frutos amargos? Não estaria você andando por ruas abarrotadas de diamantes sem sequer notá-los, quanto menos pegá-los?

Não estaria você ignorando diariamente oportunidades de ouro, nos poucos momentos que passa fora da confortável prisão que construiu para sua vida?

Os muros que o separam da plena satisfação, não teriam sido construídos por você mesmo? Existe ouro a ser procurado em cada momento.

Existe um tesouro a ser descoberto em cada problema. Abra seus olhos. Abra seu coração. Olhe em volta, de verdade, e veja o mundo maravilhoso em que poderia estar vivendo, se você quisesse.

Aproveite as férias no Paraíso… nunca se sabe quando, nem que dia, nem que hora a passagem de retorno esta marcada…

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Segurando um ao outro

A sobrecarregada enfermeira viu o jovem entrar no quarto e,
inclinando-se, disse alto ao idoso paciente, - Seu filho está aqui.

Com grande esforço, ele abriu os olhos e, a seguir, fechou-os outra vez.
O jovem apertou a envelhecida mão e sentou-se ao lado da cama.
Por toda a noite, ficou sentado ali, segurando a mão e sussurrando
palavras de conforto ao velho homem.

À luz da manhã, o paciente tinha morrido. Em instantes, a equipe de funcionários do hospital encheu o quarto para desligar as máquinas e remover as agulhas. A enfermeira aproximou-se do jovem e começou a oferecer-lhe condolências, mas ele a interrompeu.
- Quem era esse homem? Perguntou.

Assustada, a enfermeira respondeu,
- Eu achei que era seu pai!
- Não. Não era meu pai, - respondeu o jovem - Eu nunca o vi antes em minha vida.
- Então, porque você não falou nada quando lhe anunciei para ele?
- Eu percebi que ele precisava do filho e o filho não estava aqui. -
O jovem explicou - E como ele estava por demais doente para
reconhecer que eu não era seu filho, eu vi que ele precisava de mim.

Madre Teresa costumava nos lembrar que ninguém tem que morrer sozinho. Do mesmo modo, ninguém deve se afligir sozinho ou chorar sozinho. Ou rir sozinho ou celebrar sozinho.

Nós fomos feitos para viajar de mãos dadas através da jornada da vida.
Há alguém pronto para segurar a sua mão hoje. E há alguém esperando
que você segure a dele.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Meu amigo Virtual


Aconteceu uma coisa interessante comigo hoje, quando eu estava me deslocando do serviço para casa, encontrei uma amiga que há muito tempo não via. A mesma mostrou-se muito surpresa  em encontrar-me e ver-me tão bem feliz e sorridente a cumprimentar-lhe. E por motivos curiosos, queria que eu lhe revelasse a formula que me fazia ser assim tão feliz, sendo ela sabedora de vários problemas que me afetaram ao longo do tempo, que deixariam qualquer  pessoa normal em depressão ou com traços de  sofrimentos.

No princípio levei tudo aquilo na brincadeira, mais ao depois, vendo-a perplexa  e relutando consigo mesma para  que eu lhe revelasse o meu precioso segredo, e que pude perceber que não estava brincando, e sim, disposta a levar consigo a qualquer custo a resposta que dizia ela ser muito importante para que também pudesse  encarar a vida da mesma maneira.

Antes mesmo que eu pudesse dizer-lhe um não, me envolveu com diversificados fatos de sua vida, dentre eles, várias passagens desde o casamento até a separação recente do marido, sempre me perguntando o que fazer nas horas vagas  em que dividia a solidão a aposentadoria e a ansiedade. Ouvia a tudo  com muita atenção e sem perguntas, afinal era ela quem estava relatando fatos. Estava tão envolta em pensamentos que nem percebi que ela se calara  e fitava-me demoradamente, perguntando-me:

- Me diga, Marianna o que realmente a faz ser assim tão feliz, pelo que sei a sua situação financeira é pior do que a minha, tem filhas ainda na escola e além de depender de um salário do estado, vive sozinha e não a vejo reclamar, o que a motiva tanto?

-Eu Cristina, vivo de pedaços de amor.
-Pedaços de amor o que é isso? Nunca ouvi falar de pedaços de amor.

-Se você falasse comigo alguns meses atrás, não teria essa mesma impressão que tens agora, eu era do seu jeito, vivia triste, amargurada, deprimida, sozinha e sem ter com quem compartilhar o meu dia. Encontrei um amigo que apesar de ter uma família, divide comigo todos os dias, um pouco do seu amor, carinho, alegria...

-Mas, como? -Quando chego ao serviço pela manhã, ele já está lá a minha espera, com palavras que me amenizam a alma. À tarde, sempre me cumprimenta com um saudoso olá, e nas noites, carrego comigo milhões de beijos que me reservou durante o dia, e durmo  com o som de suas palavras de amor e carinho,  ditas durante o dia, e quando acordo estou recarregada de energias  desse pouquinho de amor que me reserva e isso me deixa assim  feliz como você está vendo.

-Mais o que você vai fazer no dia em que ele se for, pois como você mesma falou, ele tem uma família para amar e pode ser que um dia ele  esqueça você?

-Sempre tenho comigo uma reserva que guardo com todo carinho dentro de uma caixinha oculta em meu coração, se me dar um beijo, volto e peço-lhe dois, guardo sempre um para ocasiões como esta.

- E o amor, o que faz?
- O amor, esse jamais faltará, pois sempre que ele me dar um pouco, Deus o retribui em dobro, e sei que pela quantidade a mim dedicado tem bastante ainda, e mesmo assim se faltar, a minha reserva  equivale à mesma quantidade a ele retribuída.

-E o carinho, as palavras?
-Esses jamais serão esquecidos, carinho depois de dado, se transforma em maravilhosas recordações e as palavras  vindas do coração, se transformam em bênção.

-É se realmente você tem tudo isso você é feliz. Mais me diga só mais uma coisa?
-O que é?
-Posso saber quem é essa pessoa?
-Não, essa pessoa  não pode ser revelada.

Então, despedimo-nos, e ela alegremente me diz que irá também a procura de seu amigo, que poderá estar em  qualquer lugar.
Imagine se ela soubesse que esse meu amigo é virtual e que nem eu mesma conheço... Mais um dia... Quem sabe?

sábado, 18 de janeiro de 2014

Passagem grátis para o céu

 - Hoje é um dia muito especial para mim, disse um velhinho no parque. Hoje é o dia em que ela partiu.

Estava no Hyde Park em Londres com uma máquina fotográfica na mão, tentando encontrar o melhor ângulo para a minha foto de primavera, quando um velhinho veio conversar comigo. Não estava muito interessado em conversar com ninguém ou dar corda para papo, mas havia algo naquele homem. Uma estranha força no olhar e um sorriso incrível que transmitia tanta paz, que era impossível não lhe dar atenção.

- Sabe, sempre vínhamos aqui. Ela adorava deitar na grama e ler poemas pra mim.

- Ela não vive mais aqui? perguntei, já sabendo a resposta.

- Hoje faz dois anos que ela foi pro "lado de lá" e desde então, uma vez por ano eu venho a esse parque, deito na grama e leio poemas para os passarinhos. Nada mais justo, uma vez que ela fazia com que eu voasse ao som da sua voz, quando recitava as suas poesias. Quando nos encontramos não foi amor à primeira vista, pouco a pouco é que fomos notando um no outro aquela sensação familiar de se sentir em casa ao lado de alguém.

- Algum tempo depois, ela virou minha namorada, minha esposa, minha amiga. Todos diziam que não duraríamos muito, pois éramos bem diferentes um do outro, mas fomos além do que os outros pensavam. E toda vez que estávamos juntos era como se a terra e a água se encontrassem, formando o barro que era nosso alicerce. Você provavelmente chamaria esse sentimento de amor, mas nós o chamávamos de "experimentar e compartilhar".

Experimentando, seguimos crescendo e rindo de tudo e de todos, aproveitando cada segundo dessa brincadeira maravilhosa que é viver. Ela dizia que a terra era o nosso playground se soubéssemos manter viva a criança que fomos um dia, em nosso coração.

- Se temia perdê-la um dia? Claro, mas sempre evitei pensar nisso, ainda mais quando ela ficou doente. Ela lutou até o ultimo sopro de vida, até que um dia disse que já era hora de parar de ser teimosa e aceitar a passagem grátis para as estrelas. Ela brincava com tudo, por isso é que não caí num buraco quando ela partiu.

- A morte veio buscar apenas seu corpo físico, pois o que sentimos um pelo outro é eterno e eu carrego esse sentimento comigo onde quer que eu vá. Esse sentimento é que me dá forças e toda vez que a saudade fica insuportável, eu fecho os olhos e em algum lugar do meu coração, eu vejo o sorriso dela e não dá para chorar, nem para lamentar.

Assim vou seguindo. Tenho certeza que ela odiaria se eu virasse um chorão e não sei não, mas eu acho que ela sente tudo o que eu sinto no lugar onde está, e não quero que ela fique triste, portanto tento sempre sorrir e fazer algo, sem dar mole para o baixo astral e para a tristeza.

- Às vezes, sonho com ela e toda vez é tão real, que juro que estávamos realmente juntos. Ela diz que está muito orgulhosa de como eu estou reagindo. Você acredita nisso, menino?

- Bom, vai ver Deus permite que ela venha me ver enquanto eu durmo, e se isso for verdade, eu não quero desapontá-la e sei que é só uma questão de tempo para que estejamos juntos novamente. Até lá, sigo sorrindo, lendo poemas para os passarinhos e agradecendo a Deus apenas pela oportunidade de ter sentido o que senti ao seu lado.

- Hoje é um dia muito especial pra mim. É o dia em que ela partiu.
E quando ela se foi, não deixou nenhum vácuo ou espaço vazio, pelo contrário, ela deixou vida demais no meu peito para eu desistir de viver

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

De joelhos é melhor

Você nunca estará, em posição tão alta como quando está ajoelhada.

Um dia tempestuoso, acompanhada de dois guias experientes, uma mulher escalou a montanha Weisshorn, nos Alpes Suíços.

Quando se aproximavam do pico, a mulher, - vibrando de emoção pelo magnífico panorama diante de si - deu um salto para frente e quase foi levada por uma rajada de vento.

Um dos guias a segurou, forçando-a a se abaixar, e disse:

- De joelhos, madame! A senhora só estará segura aqui se ficar de joelhos.

Temos o hábito de achar que "de joelhos" é a posição típica para orar, mas a conversa com Deus não se limita a posições. Ele nos ouve... sempre.

Certa vez, três senhoras cristãs estavam conversando a respeito das "melhores" posições para orar. Uma delas falou da importância de encostar a palma de uma das mãos na outra e aponta-las para cima.

A segunda defendeu que a melhor posição para orar era estender-se ao chão. A terceira achou que orar em pé era melhor que de joelhos. Enquanto conversavam, um reparador de linhas telefônicas que trabalhava nas proximidades, ouvia o que elas diziam. Finalmente, ele não se conteve e participou da conversa:

- Descobri que a oração mais poderosa que já fiz foi quando eu estava dependurado de cabeça para baixo num poste, suspenso a 12 metros do chão.

O importante não é a posição em que você ora, mas o fato de você estar orando!
Sabe têm alguns computadores que demoram iniciar...não se
revolte... não agrida a maquina com palavras ...feche os olhos e
aproveite para uma rápida oração... repetir um mantra...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O Desconhecido tatuado

 Ele era assustador. Sentado na grama com seu cartaz de papelão, seu cão (realmente seu cão era adorável) e tatuagens por ambos os braços e pescoço. Seu cartaz anunciava que estava cansado e com fome e pedia ajuda.

Eu me sinto compelida a ajudar qualquer um que necessite. Meu marido, ao mesmo tempo, adora e odeia esta minha "qualidade". Isto, freqüentemente, o faz nervoso, e eu sabia que se me visse naquele momento, ele ficaria nervoso. Mas ele não estava comigo.

Eu arranquei vagarosamente a camionete e através do retrovisor, contemplei aquele homem, com tatuagem e tudo. Talvez quarenta anos... Usava uma daquelas bandanas amarrada sobre a cabeça, estilo pirata. Qualquer um poderia ver que ele estava sujo e tinha a barba bagunçada.

Mas se você olhasse bem de perto, veria que suas coisas estavam bem organizadas em um pequeno pacote. Ninguém parava para ele. Eu via que os outros motoristas davam uma rápida olhada e já prestavam atenção em outra coisa - qualquer outra coisa.

Estava muito quente. Eu podia ver nos olhos do homem como deprimido e cansado se sentia. O suor escorrendo pelo rosto, enquanto eu estava com
o ar condicionado ligado.

Eu peguei minha bolsa e tirei uma nota de dez dólares. Nick, meu filho mais velho, com doze anos, sabia exatamente o que eu estava querendo fazer.
- Posso levar para ele, mãe?
- Sim, mas tenha cuidado. Eu o adverti e lhe entreguei o dinheiro. Eu prestei atenção, pelo espelho, enquanto meu filho se aproximou do homem, e com um sorriso tímido, lhe entregou o dinheiro.

Eu vi o homem, assustado, levantar-se, pegar o dinheiro e guardar no bolso de trás.
- Bem, - Pensei comigo mesma - pelo menos agora ele poderá comer alguma coisa.

Me senti satisfeita e orgulhosa de mim mesma. Eu tinha feito uma boa ação e agora eu poderia continuar meu dia.

Quando Nick voltou ao carro, olhou-me com tristeza, os olhos suplicantes,
- Mãe, o cachorrinho está com muito calor.

Eu sabia que tinha que fazer mais. E pedi à Nick,
- Volte e diga-lhe para ficar por ali, estaremos de volta em 15 minutos.

Nick saiu do carro e correu até o desconhecido tatuado. Eu pude notar
como o homem estava surpreso. Mas concordou.

Corremos até o supermercado mais próximo. Compramos alguma comida; um saco de ração e uma vasilha para água para o cachorrinho; duas garrafas de água (uma para o cão, uma para o Sr. Tatuagem) e mais alguns
biscoitos para o homem.

Voltamos rapidamente ao ponto onde o deixamos, e lá estava ele, esperando imóvel. E ninguém mais parava para ele. Com as mãos tremendo, eu agarrei os sacos e sai do carro, todas as minhas quatro crianças seguiram-me, cada uma carregando um "presente". Enquanto andávamos até ele, eu tive um pequeno receio: e se ele for perigoso?

Quando olhei em seus olhos vi algo que me assustou e me deixou
envergonhada por meu julgamento. Eu vi lágrimas.
Ele lutava, como um menino, para segurar as lágrimas.

Há quanto tempo ninguém mostra alguma bondade com este homem?
Eu disse a ele que eu esperava que não estivesse muito pesado para ele carregar e mostrei o que tínhamos trazido. Ele parecia uma criança no Natal. Quando peguei a vasilha para água, ele a arrebatou de minhas mãos como se fosse ouro e me disse que não tinha como dar água a seu cão.

Meus olhos encheram-se de lágrimas quando ele disse
- Madame, eu nem sei o que dizer. Então colocou as mãos sobre a cabeça e começou a chorar. Este homem, este homem "assustador", era tão delicado,
tão doce, tão humilde.

Eu sorri, me segurando e disse - Simplesmente não diga nada.

Enquanto nos afastávamos, pude percebê-lo ajoelhado, os braços em torno de seu cão, beijando seu focinho e sorrindo.

Eu tenho tanto... Minhas preocupações agora me parecem tão tolas e insignificantes. Eu tenho um lar, um bom marido, quatro belas e sadias crianças. Eu tenho uma cama confortável. Eu gostaria de saber onde aquele homem dormiria à noite.

Minha filha, Brandie virou-se para mim e disse com a voz muito doce,
- Mãe, estou me sentindo tão bem...

Embora pareça que nós tenhamos ajudado, o homem com suas tatuagens
é que nos deu um presente do qual jamais me esquecerei.

Ele ensinou que não importa a aparência, dentro de cada um de nós existe
um ser humano merecedor de bondade, de compaixão, de aceitação.

A cada noite eu oro para o homem com as tatuagens e seu cão.
E eu espero que, ao longo de minha vida, Deus envie mais pessoas
como ele para me lembrar do que é realmente importante.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A menina do sorvete

Eleanor não sabia o que estava errado com sua avó. Sempre se esquecia
das coisas, como onde pôs o açúcar ou quando pagar as contas, e
a que horas deveria se aprontar para comprar mantimentos.

- O que está acontecendo com vovó? - Eleanor perguntou. - Ela tem o olhar perdido e vive se esquecendo de tudo...

- Vovó está muito velhinha - sua mãe respondeu-lhe - Ela agora precisa de muito mais amor, querida

- Isto é que é ficar velha? - Eleanor voltou a perguntar - Todo mundo se esquece das coisas? Eu também vou esquecer de tudo quando ficar velha?

- Não, nem todos se esquecem das coisas quando envelhecem, Eleanor.
Sua avó tem uma doença chamada Alzheimer, e isto faz com que ela se esqueça de muitas coisas. Nós vamos coloca-la em uma casa de repouso
onde poderá receber o cuidado apropriado.

- Oh, mamãe! Isso é terrível! Ela sentirá muita falta de sua própria casa!

- Sim... Talvez. Mas não há outra coisa que possamos fazer.
Lá ela receberá bons cuidados e fará alguns novos amigos.

Eleanor olhou preocupada. Não gostou nada da idéia.

- Poderemos ir visitá-la? - perguntou - Eu sentirei falta de falar com vovó, mesmo com ela se esquecendo das coisas.

- Poderemos ir nos finais de semana. - sua mãe respondeu -
Podemos até lhe levar um presente.

- Como um sorvete? Vovó adora sorvete de morango! Eleanor sorriu.

- Isso! Vamos levar sorvete de morango! Disse a mãe.

A primeira vez que visitaram vovó na casa de repouso, Eleanor quis chorar.
- Veja mamãe, estão todos em cadeiras de rodas... Ela disse

- Tem que ser assim, querida. Se não eles cairiam e se machucariam.
- sua mãe explicou - Agora, quando você estiver com a vovó, sorria
e diga-lhe como ela está bonita.

A vovó estava sentada em um canto da sala que chamavam de sala do sol. Sentada, olhando para as árvores do lado de fora.

Eleanor abraçou a vovó e disse,
- Olhe, nós lhe trouxemos um presente... o seu favorito, sorvete de morango!

Vovó pegou o pote e a colher e comeu sem dizer uma palavra.

- Estou certa que ela está gostando, querida.
  A mãe de Eleanor assegurou.

- Mas parece não nos conhecer. Eleanor estava decepcionada.

- Você tem que lhe dar um tempo,- a mãe disse - ela está em novo       ambiente e ainda tem que se ajustar.

Mas nas vezes seguintes que visitaram a vovó foi a mesma coisa.
Tomava o sorvete e sorria, mas não falava nada.

- Vovó, você sabe quem eu sou? Eleanor perguntou.

- Você é a menina que me traz o sorvete. Vovó respondeu.

- Sim, mas eu sou Eleanor, sua neta. Você não se lembra de mim? - perguntou jogando os braços em torno da velha senhora.

Vovó sorriu fraca.

- Lembrar? Sim, eu lembro. Você é a menina que me traz o sorvete.

De repente Eleanor percebeu que a vovó nunca se lembraria. Ela estava vivendo em um mundo todo seu, em um mundo sem memórias e de solidão.

- Oh, como eu te amo, vovó! Ela disse. E só então percebeu uma lágrima rolando pelo rosto da vovó.

- Amor,- ela disse - eu me lembro do amor.

- Está vendo, querida, isto é tudo o que ela quer. - disse a mãe - Amor.

- Eu trarei o sorvete para ela todo fim de semana, e vou abraça-la, mesmo que ela não se lembre de mim. Disse Eleanor.

Apesar de tudo, isto era o mais importante - lembrar do amor é melhor do que lembrar o nome.
 

Um exemplo simples de carinho e amor...naquele momento... o nome não
era o mais importante, mas quem trazia o sorvete, estava na lágrima a resposta pela dedicação e o amor , isso era sua felicidade...naquele momento.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

O sorriso da dor

       
Havia algo de misterioso no sorriso daquele homem, trajando roupas coloridas e sapatos engraçados. O homem pulava de um lado para outro, tal qual macaco de galho em galho, ocupando seu espaço no Largo da Carioca.

        As pessoas à minha volta, principalmente os pequeninos, riam histericamente, da cena em que o pobre homem, além de fingir soltar gases, fingia também, uma alegria que não sentia.

        Por detrás de tanta pintura, no rosto enrugado pelo tempo, no íntimo do ser humano, que todos somos, percebia-se um lamento de dor alucinante, o qual, somente os mais sensíveis, detectavam.

        Havia no chão, a minha frente, um chapéu preto surrado, igual a cartola de mágico, com uma enorme flor amarela amassada, onde percebi que, as pessoas colocavam moedas e notas pequenas.

        O garoto que cuidava do chapéu, deveria ter uns oito anos, mais ou menos, era magro que dava dó, muito pálido e, tinha os grandes olhos azuis, marejados por um lamento de dor.

        Pensei então, comigo mesmo:
        - Porquê esse menino está chorando, se está com o chapéu quase cheio de gorjetas?

        E foi então, que resolvi me aproximar do garoto, para conversar e entender tudo aquilo.

        Para minha surpresa, o garoto explicou que era filho daquele homem, que tanto fazia os transeuntes rirem e que, tanto ele quanto o pai, estavam desolados pois, o caçulinha da família, estava muito doente, e o pai, desempregado, vestiu-se de palhaço e foi para as ruas arrancar risadas do público que, agradecido, deixava sempre, uma esmolinha no velho chapéu.

        E eu que, minutos atrás, pensava em qual carro novo iria comprar, achando isso um dilema. Envergonhado, tive vontade de sumir da face da terra, não me achei digno de Deus e, por um momento, confesso, me senti pequeno.
        Dei ao menino um cheque no valor de minha mesada naquele mês, e me retirei pensando que, a vida tem dessas facetas. Eu sabia que, no fundo, aquele sorriso nervoso escondia algo.
        E pensar que, às vezes, nos queixamos de coisas tão insignificantes!

        Aquele pobre homem, na esperança de ajudar o filho doente, engoliu a sua dor e foi para as ruas arrancar risos da platéia, que alheia à tudo isso, aplaudia o palhaço triste, que sorria para não chorar!...

domingo, 12 de janeiro de 2014

Todos os dias...

De hoje em diante, todos os dias ao acordar, direi:
Eu, hoje, vou ser feliz! Vou lembrar de agradecer ao Sol pelo seu calor e luminosidade, sentirei que estou vivendo, respirando. Posso desfrutar de todos os recursos da natureza gratuitamente. Não preciso comprar o canto dos pássaros, nem o murmúrio das
ondas do mar.

Lembrarei de sentir a beleza das árvores, das flores. Vou sorrir mais, sempre que puder. Vou cultivar mais amizades e neutralizar as inimizades. Não vou julgar os atos dos meus semelhantes ou companheiros, vou aprimorar os meus.

Lembrarei de ligar para alguém para dizer que estou com saudades! Reservarei minutos de silêncio, para ter a oportunidade de ouvir. Não vou lamentar nem amargar as injustiças, vou pensar no que posso fazer para diminuir seus efeitos.

Terei sempre em mente que um minuto passado não volta mais. Vou viver todos os minutos proveitosamente, não vou sofrer por antecipação prevendo futuros incertos, nem com atraso, lembrando de coisas sobre as quais não tenho mais ação.

Não vou pensar no que não tenho e que gostaria de ter, mas em como posso ser feliz com o que possuo, e o maior bem que possuo é a própria vida. Vou lembrar de ler uma poesia e de ouvir uma canção, vou dedicá-las a alguém. Vou fazer alguma coisa para alguém, sem esperar nada em troca, apenas pelo prazer de ver alguém sorrir.

Vou lembrar que existe alguém que me quer bem, vou dedicar uns minutos de pensamento para os que já se foram. Para que saibam que serão sempre uma doce lembrança, até que venhamos a nos encontrar outra vez.

Vou procurar dar um pouco de alegria para alguém, especialmente quando sentir que a tristeza e o desânimo querem se aproximar. E quando a noite chegar, vou olhar para o céu, para as estrelas e para o luar e agradecer a Deus, porque hoje eu fui feliz!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Chegando ao destino

 Durante anos, nas suas sessões de meditação, o mestre observou a presença de um jovem que nada falava e que parecia indiferente a tudo. Certa noite, o jovem chegou um pouco mais cedo e ao encontrar o mestre sozinho aproximou-se dele, interpelando-o:

- Mestre, há muitos anos venho ao seu centro de meditação e tenho reparado no grande número de monges e freiras ao seu redor e no número ainda maior de leigos, homens e mulheres.

Alguns deles alcançaram plenamente a realização. Qualquer um pode comprovar isso. Outros experimentaram certa mudança em sua vida. Também hoje são pessoas mais livres.

Mas, senhor, também noto que há um grande número de pessoas, entre as quais me incluo, que permanecem como eram. Não mudaram nada, ou não mudaram para melhor. Por que há de ser assim, mestre? Por que o senhor não usa do seu poder e do seu amor para libertar a todos?

O mestre sorriu e perguntou:
- De que cidade você vem?
- Eu venho de Rajagaha, mestre, a trezentos quilômetros daqui.
- Você ainda tem parentes ou negócios nessa cidade?
- Sim, mestre. Tenho parentes, amigos e ainda mantenho negócios em Rajagaha, de modo que freqüentemente vou para lá.
- Então, meu jovem, você deve conhecer muito bem o caminho para essa cidade.

- Sim, mestre, eu o conheço perfeitamente. Diria que até com os olhos vendados eu poderia achar o caminho para Rajagaha, tantas vezes o percorri.
- Deve, então, acontecer de algumas pessoas às vezes o procurarem, pedindo-lhe que lhes explique o caminho, até lá. Quando isso ocorre, você esconde alguma coisa delas ou explica-lhes claramente o caminho?

- O que haveria para esconder, mestre? Eu lhes explico claramente o caminho, de maneira a não deixar nenhuma dúvida.
- E essas pessoas às quais você dá explicações tão claras... todas elas chegam à cidade?

- Como poderiam, mestre? Somente aquelas que percorrem o caminho até o fim é que chegam a Rajagaha.
- É exatamente isso que quero lhe explicar, meu jovem. As pessoas vêm a mim sabendo que sou alguém que já percorreu o caminho e que o conhece bem. Elas vêm a mim e perguntam:

 "Qual é o caminho para a realização"? E o que há para esconder? Eu lhes explico claramente o caminho. Se alguém simplesmente abana a cabeça e diz "Ah, é um lindo caminho, mas não me darei ao trabalho de percorrê-lo", como essa pessoa pode chegar ao seu destino? Eu não carrego ninguém nos ombros. Ninguém pode carregar ninguém nos ombros até o seu destino.

No máximo, é possível dizer: "Este é o caminho e é assim que eu o percorro". Se você também trabalhar, se também caminhar, certamente atingirá o seu destino". Mas cada pessoa deve percorrer o caminho por si, sentir cada um dos seus passos.

Quem deu um passo está um passo mais próximo. Quem deu cem passos está cem passos mais próximo. Mas você tem que percorrer
o caminho por si só.

  Sendo assim... vamos andar um pouco, mais alguns passos.