quarta-feira, 18 de março de 2009

BRIGUEI COM DEUS

Admito que já duvidei
Depois daquela morte repentina num farol,
Depois que dos meus olhos Deus levou
A luz do sol,
Depois daquela perda sem aviso e sem sentido,
Admito que já duvidei.
Admito que briguei com Deus
Porque não respondeu
Quando eu lhe perguntei porquê;
Ele, que tudo sabe, tudo pode, tudo vê,
Parece que não viu, nem me escutou
Lá no hospital.
Admito que eu fiquei de mal!
Doeu demais e, quando dói do jeito que doeu,
A gente chora, grita e urra
E põe pra fora aquela dor.
E desafia o criador e quem se mete a defendê-lo.
Comigo não foi diferente do que foi
Com tanta gente
Que perdeu algum amor.
Briguei com Deus, briguei com Deus
E se briguei foi por saber que Deus ouvia.
Admito que eu me revoltei;
Onde é que estava Deus com seu imenso amor?
Se Deus é amoroso, então por que deixou?
Por que tinha que ser do jeito como foi?
Admito que o desafiei,
Por não achar sentido no que Deus me fez;
E nem me perguntei porque será que o fez.
Briguei com quem levara alguém
Que eu tanto amei!
Admito que já blasfemei.
Doeu demais, e quando dói do jeito que doeu,
A gente chora, grita e urra
E põe pra fora aquela dor.
E desafia o criador e quem se mete a defendê-lo.
Comigo não foi diferente do que foi
Com tanta gente
Que perdeu algum amor.
Briguei com Deus, briguei com Deus
Briguei com Deus, mas acabei no colo dele.
Admito que voltei pra Deus.
E até nem sei dizer porque foi que voltei.
Eu acho que voltei porque não me calei
Voltei porque, talvez, não sei viver sem crer.
Admito que voltei pra Deus.
Admito que ainda creio em Deus,
Mas tenho mil perguntas a doer em mim.
Eu tenho mil perguntas para lhe fazer.
Espero que ele um dia queira responder!...
Ele sabe o que é que eu penso dele...

Pe.Zezinho

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